<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181</id><updated>2012-01-28T14:56:00.270-02:00</updated><category term='Inverso do Cinema'/><category term='Variados'/><category term='Convidados'/><category term='Filmes'/><category term='Adaptações'/><category term='Original e Remake'/><category term='Livros'/><category term='Artigos'/><category term='Curtas-metragens'/><title type='text'>Literatura e Cinema</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>309</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4476277904310203572</id><published>2012-01-28T00:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T00:00:00.647-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Oh! Rebuceteio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DK7HYNmoBug/Tx6qLqyO3jI/AAAAAAAAB5g/dppIX9RhGQo/s1600/rebuceteio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-DK7HYNmoBug/Tx6qLqyO3jI/AAAAAAAAB5g/dppIX9RhGQo/s1600/rebuceteio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Brasil, 1984, 74 minutos, comédia pornochanchada. Diretor: Cláudio Cunha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Confesso que esperava pouco do filme, mas ele tem cenas geniais além de ótimos diálogos que me fizeram rir bastante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Confesso que a minha primeira incursão no subgênero pornochanchada foi com esse filme de Cláudio Cunha, que já havia lançado anteriormente outros títulos que seguiam o mesmo modelo de humor. Fiquei verdadeiramente surpreso por ver sexo explícito &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;bem explícito&lt;/i&gt; - de um jeito que eu não imaginava que fosse nesses filmes &lt;s&gt;olha que ingênuo que eu sou&lt;/s&gt; - mas também fiquei interessado pela história, que aborda um grupo de atores liderados por um diretor que pretende oferecer a peça “Rebuceteio” ao grande público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;﻿ &lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9hEJ-weJ30Q/Tx6qJvEN1iI/AAAAAAAAB5Y/4WJSQ0C7spI/s1600/rebuceteio-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-9hEJ-weJ30Q/Tx6qJvEN1iI/AAAAAAAAB5Y/4WJSQ0C7spI/s1600/rebuceteio-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Nenê impressionado com o desempenho (sexual) dos seus atores, ainda inexperientes.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Basicamente o enredo se foca nos bastidores, quando os atores estão ensaiando sob a coordenação de Nenê Garcia, o responsável pela peça de teatro; mas o conteúdo é também expandido para outros ambientes, como a casa de Letícia, cuja mãe a incentiva querer o papel principal da peça, e também algumas tomadas externas nas quais vemos, por exemplo, conversas do diretor com o produtor e o arranjador da peça bem como diálogos entre ele e Letícia, por exemplo, no zoológico. Cabe ressaltar, no entanto, que a maior parte desse filme acontece nos palcos, onde todo o sexo acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Num primeiro momento tive a impressão de que o sexo seria o protagonista do filme - e pode-se dizer, de certo modo, que é mesmo. Existe, porém, toda a relação dos atores com a situação na qual estão e ao filme é, sobretudo, a respeito de atores em processo de aquisição da essência experimental daquele projeto. E isso resulta em cenas incríveis, como quando o diretor os divide em grupos e pede que eles improvisem, mostrando aquilo que quiserem: o primeiro grupo apresenta uma dona de casa cuja casa foi invadida por dois bandidos que a renderam e a estupraram, tendo ela, no final, gostado da brincadeira; o segundo grupo apresentou uma dominatrix a castigar o seu escravo; o terceiro grupo apresenta um padre e uma freira seduzidos por uma fiel que vai se confessar; por fim, o melhor grupo, dono da melhor pérola de diálogo, apresenta três crianças muito sensualizadas que estão brincando no quintal - uma amamentando uma boneca, outra pulando amarelinha e a terceira chupando o pênis de um jumento - até que chega um urso que as observa e se masturba, atraindo a atenção das garotas, que decidem “brincar” com ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;﻿﻿﻿ &lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bar2lTP_h1A/Tx6qISvjyUI/AAAAAAAAB5Q/_mbYZ1doVyg/s1600/rebuceteio-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-bar2lTP_h1A/Tx6qISvjyUI/AAAAAAAAB5Q/_mbYZ1doVyg/s1600/rebuceteio-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Letícia, a estrela da peça, nos intervalos do ensaio fotográfico que estava fazendo.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O mais interessante é que o filme não disfarça o seu tom sério debochado. Ao longo dele, vemos atuações horríveis muito ridículas, e outras que até nos convencem, como a do diretor, Nenê, que, na verdade, é o diretor Cláudio Cunha. - um dos únicos a não aparecer nu ou numa cena de sexo. Adoro os vários diálogos nos quais ele reforça a importância da metapraxis, que envolve o desenvolvimento dos processos criativos - e devo dizer: que criatividade! O humor do filme se vê nas dicas geniais do diretor, inclusive para o espectador - numa cena, ele nos olha nos olhos e diz firmemente: masturbe-se, gozem gostoso. E o que dizer da mãe de Letícia, que insiste o tempo todo para que a filha dê o melhor de si, inclusive indo aos ensaios dela, convidando os seus amigos para irem à sua casa - é, no mínimo, engraçado, até mesmo quando a vemos na primeira fileira do teatro, batendo palmas para a filha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Moralistas devem fugir desse filme, decerto não os agradará, tem muitas cenas de &lt;s&gt;pau buceta chupação esporrada lambida no cu&lt;/s&gt; nu frontal, ereções, sexo explícito - oral, vaginal, anal. E essas cenas ocupam boa parte do filme, acredito que pelo menos 60% dele. E ainda assim é bastante engraçado, artístico, divertido e inevitavelmente uma obra brasileira que vale a pena ser conferida. E eu digo sem medos: vou procurar mais filmes desse diretor para vê-los.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4476277904310203572?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4476277904310203572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4476277904310203572&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4476277904310203572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4476277904310203572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/oh-rebuceteio.html' title='Oh! Rebuceteio'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DK7HYNmoBug/Tx6qLqyO3jI/AAAAAAAAB5g/dppIX9RhGQo/s72-c/rebuceteio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-506842510095527624</id><published>2012-01-27T00:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T00:00:03.490-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curtas-metragens'/><title type='text'>Lucky Blue</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TSjToIvs1qI/AAAAAAAAA_0/yg0__imZ_lc/s1600/lucky_blue.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TSjToIvs1qI/AAAAAAAAA_0/yg0__imZ_lc/s320/lucky_blue.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;strong&gt;Lucky Blue. Suécia, 2007, 30 minutos, drama. Diretor: H&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;å&lt;/span&gt;kon Liu.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;em&gt;Assisti a esse curta-metragem e ele não me marcou. Hoje, mal lembro do que ele fala e faz pouquíssimo tempo que eu o conferi.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por causa da indicação de um colega, eu assisti a esse curta-metragem alemão cujo tema abordado é o relacionamento de dois garotos adolescentes que se conhecem e rapidamente nutrem sentimentos de afeto um pelo outro. O diretor Håkon Liu conseguiu resumir bem a história: o primeiro contato dos garotos parece meio distante, depois, juntos, eles liberam o pássaro que dá título ao filme e, a partir dessa pequena travessura, os dois tornam-se confidentes em algo, já que partilham do erro de ter liberado o passado. Mais tarde se descobrem afins quando um rouba um breve beijo do outro e o diretor soube como captar bem esse momento. Então, vem a negação e, depois, a aceitação – um é afeito ao outro e eles podem admitir isso, mesmo que implicitamente, como na cena final percebemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os atores, que são quatro, estão bem. Tobias Bengtsson e Tom Lofterud, respectivos intérpretes de Olle e Kevin, representam bem seus personagens. Britta Andersson, a tia de Kevin, pareceu-me uma atriz competente, embora eu tenha visto pouco de sua capacidade, já que sua personagem aparece pouquíssimo. A direção de Håkon Liu é correta, sem exageros, sem timidez excessiva – suas tomadas mostram aquilo que necessitamos ver. Considerei este um curta-metragem interessante, que vale a pena ser conferido como curiosidade. Decerto não é a obra mais intensa que já vi, mas mesmo assim consegue cumprir sua pretensão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-506842510095527624?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/506842510095527624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=506842510095527624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/506842510095527624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/506842510095527624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/lucky-blue.html' title='Lucky Blue'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TSjToIvs1qI/AAAAAAAAA_0/yg0__imZ_lc/s72-c/lucky_blue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-1572660650828275924</id><published>2012-01-25T00:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T00:00:02.119-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Minhas Mulheres e Meus Homens</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-q8LkbYQF2f8/Tx6mUPbD5wI/AAAAAAAAB4Q/bytAqjjecnU/s1600/minhas+mulheres+e+meus+homens.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-q8LkbYQF2f8/Tx6mUPbD5wI/AAAAAAAAB4Q/bytAqjjecnU/s1600/minhas+mulheres+e+meus+homens.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Brasil, 1999, 252 páginas, editora Objetiva. Autor: Mário Prata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Esse livro nos permite não apenas conhecer mais sobre Mário Prata, mas também nos apresenta inúmeros outros personagens extremamente interessantes e relevantes para a cultura brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Fiquei meio em dúvida entre comprar esse livro ou não comprá-la. Há muito que não lia literatura brasileira e estava ansioso para conhecer mais das obras nacionais contemporâneas. Esse livro do Mário Prata é desses gêneros que causam confusão: difícil chamá-lo de literatura, principalmente porque o livro na verdade reúne breves explicações sobre pessoas com as quais ele teve contato em algum momento da vida, percorrendo o “breve” período de 181 anos – desde a origem do sobre “Prata” até a época de publicação do livro, datado de 13 anos atrás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Aqueles que esperam literatura nos seus moldes mais tradicionais – ou seja, uma história linear com personagens regulares – decerto se frustrarão com o que há aqui. Acredito haver inequívoca literatura aqui: toda a vida do autor nos é contada e toda ela acontece com a junção de inúmeros “cacos”, que são as pessoas que ele eventualmente conheceu. Assim, a cada nova pessoa que surge na história, constrói-se a vida – a narrativa da vida – de Mário Prata. Detalhe especial para o fato de, como o autor mesmo escreve, a história poder ser lida de vários jeitos: você pode lê-la linearmente, da primeira página à última, acompanhando a ordem alfabética; você pode pular para os nomes em negrito, que não necessariamente acompanham a ordem alfabética ou cronológica (por exemplo, de Abe, na p. 17, há um nota na lateral da página indicando que a pessoa em questão está conectada com Zuleika, da p. 244); ou, ainda, você pode acompanhar a história pela cronologia, conferindo o final do livro, onde há um índice para guiá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Eu optei por seguir a ordem cronológica e, assim, recriar mentalmente a trajetória da vida do autor e das pessoas que ele conheceu ao longo de sua vida. E devo dizer que há nomes de muitas personalidades famosas, muitos momentos marcantes, muitos lugares – e isso acaba satisfazendo todos os leitores, que decerto encontrarão com o que se identificar na obra. Não tardou para que eu me identificasse: logo no começo da cronologia, há uma referência à minha cidade natal – Rio Claro. Sobre ela, Prata afirma que em 1968 “estava numa pracinha em Rio Claro, esperando Ticá [Beozzo] sair da faculdade” (PRATA, 1999, p. 231) e sobre o relacionamento deles, diz que “ficou aquela coisa parada no ar, numa cidade onde só fui uma vez” (ibidem). Isso aconteceu há 44 anos, numa época em que Rio Claro felizmente não era alvo de piadinhas no Facebook por ostentar uma versão pífia da Torre Eiffel. Eventualmente conhecemos mais: de Chico Buarque, de Caetano Veloso, Marta Suplicy, de São Paulo, Rio de Janeiro, até mesmo Araraquara, cidade que está relacionada à sua ex-esposa, Marta Góes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;E é importante ressaltar que o autor escreve sem rodeios sobre inúmeros problemas enfrentados por ele e por seus amigos, principalmente a partir de meados da década de 1960, quando a ditadura surgiu para oprimir. Gosto especialmente de uma passagem do livro, quando Prata nos fala sobre Julinho da Adelaide, personagem de Chico Buarque foi obrigado a assumir para poder compor e ter suas músicas aceitas pelos censores, já que a simples menção ao seu nome já fazia com as canções fossem barradas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 6cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Julinho da Adelaide até então não tinha dado uma entrevista, poucas pessoas tinham acesso a ele. Nenhuma foto. [...] Setembro de 74. A coisa tava preta. O Chico já havia topado e marcado para aquela noite na casa dos pais, na rua Buri. [...] Quando eu achava que estava tudo pronto o Chico disse que ia dar uma deitadinha. Quando desceu, não era mais o Chico. Era o Julinho. Julinho, ao contrário do Chico, não era tímido. Mas, como o criador, a criatura também bebia e fumava. [...] Era metido a entendedor de tudo. Falou até de meningite nessa única entrevista que deu a um jornalista brasileiro. Julinho não se deixaria fotografar. Tinha uma enorme e deselegante cicatriz muito mal explicada no rosto. [...] Chico inventava, a cada pergunta, na hora, facetas, passado e presente do Julinho. [...] Para mim, o que ficou depois de 25 anos, foi o privilégio de ver o Chico em um total e superempolgado momento de criação. Até então, Julinho era apenas um pseudônimo para driblar a censura. Ali, naquela sala, criou vida. (ibidem, p. 124-126) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 6cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Como disse, não apenas conhecemos a história do autor, mas também a história do nosso próprio país e de figuras que foram imensamente importantes para a construção de elementos da nossa cultura. E tudo isso com extremo bom humor e sem nenhum moralismo forçoso que incomode a leitura. Mário Prata faz uso de palavras como “bicha”, “viado”, além de nos contar sem temores momentos curiosos de sua vida sexual (e também da vida sexual dos amigos): &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 6cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Eu havia operado da fimose há 15 dias. Ainda tinha uns pontos. O que eu sei é que acordei no dia seguinte na cama dela [de Maria Regina, atriz], todo ensangüentado, ainda viajando [por causa do ácido], com a coisa latejando. Parecia uma rosa vermelha mordida por um buldogue. (ibidem, p. 162)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 6cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;A sua franqueza torna a leitura agradável. Parece uma confissão do autor, como se fôssemos nós amigos dele, como se estivéssemos a acompanhar a sua história sendo dita por ele mesmo, estando à sua frente, numa conversa informal e divertida. E o livro é interessante também para conhecer os “podres” de alguns famosos; acabamos inevitavelmente por enxergá-los bem mais próximos da nossa realidade do que do jeito como normalmente os vemos – míticos, distantes. Acredito que a obra seja extremamente válida para ser lida – como viram na citação longa sobre o Julinho, o livro serve para como um registro de um momento histórico, só que a analisado pelo outro lado. A lista de nomes é vasta, devem ser uns trezentos, mas decerto vale a pena e a leitura é bastante rápida, extremamente recomendada como o que eu chamo de “leitura de transição”, que é aquele momento em que você quer um livro leve logo após ter lido uma obra contundente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-1572660650828275924?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/1572660650828275924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=1572660650828275924&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/1572660650828275924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/1572660650828275924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/minhas-mulheres-e-meus-homens.html' title='Minhas Mulheres e Meus Homens'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-q8LkbYQF2f8/Tx6mUPbD5wI/AAAAAAAAB4Q/bytAqjjecnU/s72-c/minhas+mulheres+e+meus+homens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4765582205180467476</id><published>2012-01-22T00:00:00.005-02:00</published><updated>2012-01-22T00:03:08.386-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Grandes Mentiras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TSjQAUjWHbI/AAAAAAAAA_s/tvxmNWDgp5E/s1600/grandes-mentiras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TSjQAUjWHbI/AAAAAAAAA_s/tvxmNWDgp5E/s320/grandes-mentiras.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;&lt;b&gt;Mentiras y Gordas. Espanha, 2009, 107 minutos, drama. Diretores: Alfonso Albacete e David Menkes.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;&lt;i&gt;Talvez eu o consideraria bom se o roteiro não priorizasse o sexo e as drogas em vez dos relacionamentos dos personagens e das suas interações.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti a esse filme por recomendação de um colega e, considerando que algumas vezes ele me recomendou coisas boas – eventualmente, algumas bem ruins também –, eu decidi conferir esse filme intitulado originalmente “Mentiras y Gordas”, título que eu realmente não sei se é melhor do que a obviedade porca do título nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sei bem o que eu esperava ao começar a assistir a esse filme. Mas eu deduzi pelo pôster que múltiplas histórias seriam contadas e provavelmente entrelaçadas em algum momento da narrativa, conectando então todos os personagens numa “única” trama. E é mais ou menos isso que acontece nesse filme, que fala sobre a relação de vários personagens com o sexo, romances e drogas – não necessariamente nessa ordem e não na mesma intensidade, haja vista que os personagens transam e se drogam em 90% do filme e raramente somos apresentados à parte que diz respeito aos seus envolvimentos amorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-f3f2cNOOc4Y/Txttob050hI/AAAAAAAAB3I/zvK3RWbuwGE/s1600/grandes-mentiras-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-f3f2cNOOc4Y/Txttob050hI/AAAAAAAAB3I/zvK3RWbuwGE/s400/grandes-mentiras-cena2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acho que o que me motivou a não detestar o filme foi o excelente humor que eu estava quando eu o conferi. Não poderia mesmo estar mal humorado, afinal, no mesmo dia, eu havia anteriormente assistido aos maravilhosos &lt;i&gt;Rear Window&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Belle de Jour&lt;/i&gt;, de Hitchcock e Buñuel, respectivamente. E o que me leva a escrever sobre esse filme sem massacrá-lo é também o bom humor do dia, porque se eu realmente o tivesse analisado friamente, como usualmente faço quando vejo filmes, eu decerto o classificaria como uma obra totalmente insatisfatória, haja vista que todo o foco do filme está em cena repetidas de sexo, que, de um modo geral, servem como alicerce dessa obra espanhola, provavelmente foi dirigida por alguém com forte tendência à ninfomania. Penso que a idéia de usar o sexo em demasia possa até sem interessante quando há um motivo que embase isso. Nesse filme, parece haver apenas a vontade de filmar diversas cenas de sexo. Curiosamente, todos os personagens aparecem nus em algum momento e todos têm o seu ato sexual – alguns deles, duas vezes!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O roteiro basicamente se divide nesses episódios: 1) Carola, que tenta ajudar a amiga Paz a emagrecer, pois ela foi abandonada pelo namorado e despedida do emprego por estar gorda. 2) Toni e Nico, que são melhores amigos, sendo que Toni o ama sem que ele saiba. 3) Marina, que se sente em dúvida em relação à sua sexualidade após se relacionar com Leo, outra garota. 4) Sonia que vende drogas para pagar a fiança de Chente, amigo seu que foi preso. Paralelamente a essas histórias, temos ainda uma subtrama envolvendo Carola, que se relaciona com o ex-namorado de Paz. Acredito que em 100 minutos, essas quatro histórias poderiam ser abordadas, mas para isso era necessário que a elas não fosse dado a mesma ênfase – se todas histórias são episódios centrais do filme, torna-se difícil abordar qualquer uma dela com maior cuidado. Assim, tudo que é mostrado é meio superficial e, no caso de Sonia e de Marina, por exemplo, não somente é superficial como ainda é repetitivo, pois acontece três vezes a mesma coisa. Já as histórias mais interessantes, que na minha opinião é a de Carola e de Toni, são meio que deixadas de lado por causa das repetições que já comentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qWdEQf_bV0k/TxttlpNOwjI/AAAAAAAAB3A/7GFOXrXlShE/s1600/grandes-mentiras-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-qWdEQf_bV0k/TxttlpNOwjI/AAAAAAAAB3A/7GFOXrXlShE/s1600/grandes-mentiras-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei bem como definir os personagens. De um modo geral, acredito que na teoria todos eles tivessem algum nível de emoção. No entanto, ao passar para a prática, os personagens parecem meio bobos, vivendo situações torpes e sendo insistentemente infantis. Só para constar: ao terminar de ver o filme, eu estava provavelmente tão drogado quanto eles, de tantas vezes que eu os vi ingerindo alguma coisa ou puxando uma carreira. Penso que haja indícios ao longo da trama de que os personagens sejam melhores do que parece. Por exemplo, Nico pode recorrer às drogas para esquecer os problemas familiares, pois o pai desempregado lhe causa transtornos ao ficar no bar o tempo todo. A situação delicada de Carola me faz pensar que ela é uma boa personagem, afinal ela quer ao mesmo tempo ajudar a melhor amiga e também ser feliz. Mas a direção complicada de Alfonso Albacete e David Menkes impede que tudo isso se desenvolva muito positivamente. Aliás, a respeito da direção, é difícil dizer o que eles pretendiam com algumas cenas, porque elas são bastante curiosas – isso para não dizer “ruins”. O orgasmo de Marina, por exemplo, é uma das coisas mais ridículas que eu já presenciei no cinema – tentativa de humor ou pura incapacidade dos diretores? Não entendi aquilo. E o que dizer do choro de Paz por não sentir a penetração do rapaz com quem está? Deprimente, no mínimo. Mas cômico ao mesmo tempo – eu ri demais, ri sem parar por uns dois minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GlOJDSpONLI/TxtuQ22NvBI/AAAAAAAAB3Q/Cz-Xhwe0qRk/s1600/grandes-mentiras-cena3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-GlOJDSpONLI/TxtuQ22NvBI/AAAAAAAAB3Q/Cz-Xhwe0qRk/s1600/grandes-mentiras-cena3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que o único momento que esse filme encontra o seu tom adequado é no final, quando registra o coincidente encontro de Carola e Toni, numa cena dramática de intensidade certa, que mostra dois personagens de estilos bem diferentes – um que recorre a atitudes inconseqüentes para suprir o afeto de que precisa e outro que chora e assume a dor sem querer afastar-se dela com drogas; respectivamente, Toni e Carola. E o mais interessante é que fizeram uma cena boa, em que o espectador não julga nenhum dos personagens e até acha bonito o encontro deles. &lt;b&gt;[Spoiler]&lt;/b&gt; Acredito que o carisma de Carola atraia a atenção de quem assiste ao filme para si, de modo que reparamos na boa intenção de sua personagem de ajudar Toni, quando percebe que o rapaz está passando muito mal. Digo isso porque momentos depois, quando os dois saem para que ele pudessem tomar ar fresco e ele, por infortúnio do destino, acaba morrendo nos braços da menina, que chora desesperada e grita por ajuda, a direção deu ares mais melodramáticos, criando então uma situação clichê – todos os amigos chegando naquele momento, Nico se jogando no chão, tomando o amigo nos braços. Enfim, se não tivessem saído do tom, a cena seria realmente a única cena excelente do filme. Com erro, a qualidade caiu, mas ainda assim é o melhor momento de toda essa obra. &lt;b&gt;[Spoiler]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo dizer que não fiquei totalmente insatisfeito com o filme, mas isso porque eu o conferi num dia em que estava de boníssimo humor, por influência dos filmes que havia visto antes. Não sei se vocês o acharão uma obra válida. A direção é ruim, isso é inegável; o roteiro é meio problemático, com muitos excessos; o elenco provavelmente teria algo destaque se a direção fosse melhor. Então, acho que no fundo não vai mudar muito na vida de vocês se assistirem ou não à essa obra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4765582205180467476?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4765582205180467476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4765582205180467476&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4765582205180467476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4765582205180467476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/grandes-mentiras.html' title='Grandes Mentiras'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TSjQAUjWHbI/AAAAAAAAA_s/tvxmNWDgp5E/s72-c/grandes-mentiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-8412715510094647172</id><published>2012-01-20T01:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T01:00:04.946-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>O Gosto da Vingança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TLywtYhYODI/AAAAAAAAA1c/xUaS8gBJWpA/s1600/gosto-da-vingan%C3%A7a2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TLywtYhYODI/AAAAAAAAA1c/xUaS8gBJWpA/s1600/gosto-da-vingan%C3%A7a2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;Dalkomhan insaeng. Coréia do Sul, 2005, 120 minutos, policial. Diretor: Jee-woon Kim.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&lt;i&gt;Com um grande exemplo de fotografia e com bons momentos, essa narrativa é um prato cheio para espectadores que adoram uma&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt; boa história de vingança.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Curiosamente, esse filme me proporcionou uma decepção a princípio e depois uma grande satisfação. Ao tentar baixar “I Spit on Your Grave”, eu acabei baixando “Bittersweet Life” por engano – e me senti muito frustrado e irritado por ter pegado o filme errado. Decidi, no entanto, que, embora tivesse baixado o filme errado, não deixaria de vê-lo só por causa disso. E ao conferi-lo eu percebi que fiz muito, já que O Gosto da Vingança é uma obra bastante interessante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto muito de como os coreanos são explícitos na violência que mostram. Gosto mais ainda porque acho que eles conseguem ser agressivos de um modo artístico; o impacto provocado é muito diferente de outros tipos de violência, como, por exemplo, aquela a que somos apresentados em Irreversível. A vingança do título se refere àquela que o personagem&amp;nbsp;Kim Sun-woo&amp;nbsp;opta por fazer depois de ser severamente punido por descumprir uma ordem do seu chefe direto. O mafioso desconfiava que a sua namorada tinha um amante e incumbiu Sun-woo&amp;nbsp;de vigiá-la; se as suas suspeitas se confirmassem, ele deveria matar tanto a garota quanto o amante dela. Diante dessa verdade,&amp;nbsp;Sun-woo opta por não matá-los e lhes propões que jamais se vejam de novo. Tal atitude, no entanto, faz com que ele se torne alvo da ira do chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kuUk-fKEt0s/TxjXIz8uYcI/AAAAAAAAB24/wcTyQvmvMSg/s1600/gosto-da-vingan%25C3%25A7a-cen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://1.bp.blogspot.com/-kuUk-fKEt0s/TxjXIz8uYcI/AAAAAAAAB24/wcTyQvmvMSg/s400/gosto-da-vingan%25C3%25A7a-cen.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estando bem longe dos filmes de coreanos que vimos na TV, onde o entretenimento predominante é uma série equivocada de chutes, socos e onomatopéias estranhas, O Gosto da Vingança é embasado numa qualidade muito mais artística e profissional. Desde o começo já fiquei impressionado com a qualidade técnica da fotografia, que é muito bem elaborada e proporciona ao espectador uma visão muito nítida e clara de tudo o que acontece. A fotografia é tão boa que até contrasta com o que vemos em cena, principalmente quando o que é mostrado são as lutas. Decerto a sonoplastia também tem uma função muito poderosa, já que, aliada à fotografia, permite que o espectador quase se sinta em cena. Gosto principalmente do momento final em que há uma mistura excelente de cores, sons e ritmo – tanto pela cena em si quanto pela trilha sonora, que embala muito bem uma impactante cena de chacina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que eu tenha gostado do enredo – e do filme como um todo -, não penso que o ponto forte do filme seja a sua história. De certo, é bastante comum o que vemos e até mesmo convencional, já que segue a linearidade padrão dos filmes de vingança: o mocinho toma uma atitude que pensa ser a certa e acaba descobrindo o quão inconveniente pode ser quando se desrespeita uma regra. Depois, dá a volta por cima ao promover uma verdadeira vingança contra aqueles que lhe fizeram mal. Já vimos isso em muitos filmes, só para citar alguns: Kill Bill, Gladiador, A Vingança de Jennifer e todos do Chuck Norris. É claro que é a abordagem que torna esses filmes diferentes e os dois primeiros que eu citei – que foram respectivamente dirigidos por Tarantino e por Ridley Scott – são amostras de que histórias já muito mostradas podem ser muito interessantes. O Gosto da Vingança atinge mais o espectador por aquilo que ele vê e ouve, tal como comentei no parágrafo acima. A história também tem o seu lado interessante, mas definitivamente fica aquém do mérito conquistado pelos elementos técnicos já citados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A direção de&amp;nbsp;Kim Jin-Woon&amp;nbsp;me pareceu boa, principalmente porque ele soube como escolher entre os melhores ângulos e quais os melhores modos de captar a essência do seu filme. A vingança de&amp;nbsp;Sun-woo é compartilhada com o espectador e muito disso se deve à direção eficiente e à boa atuação de Lee Byung-hun, ator principal do filme. Considerando essa obra como um todo, não me restam dúvidas de que seja mesmo uma produção muito válida e que merece ser vista, porque nela estão inclusos elementos que fazem com que um filme possa assumidamente ser chamado de bom. Recomendo que o vejam, desde que estejam preparados para uma boa dose de violência explícita, que inclui pauladas no rosto, esmagamento de membros e balas na cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-8412715510094647172?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/8412715510094647172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=8412715510094647172&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/8412715510094647172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/8412715510094647172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/o-gosto-da-vinganca.html' title='O Gosto da Vingança'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TLywtYhYODI/AAAAAAAAA1c/xUaS8gBJWpA/s72-c/gosto-da-vingan%C3%A7a2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-2621867118631427587</id><published>2012-01-18T01:15:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T01:17:53.148-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Amigas de Colégio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-U5SreBrjf7Q/TwQh1PhEcUI/AAAAAAAABtA/7mTfZTKW5vA/s1600/amigas-de-col%25C3%25A9gio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-U5SreBrjf7Q/TwQh1PhEcUI/AAAAAAAABtA/7mTfZTKW5vA/s320/amigas-de-col%25C3%25A9gio.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fucking Åmål. Suécia, 1998, 89 minutos, drama. Diretor: Lukas Moodysson.&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS Shell Dlg&amp;quot;; font-size: 8.5pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Uma história que poderia render bons frutos, mas que, devido a uma deficiência no roteiro, apenas nos traz uma narrativa cansada e introspectiva.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É inegável que filmes que abordam a homossexualidade trazem consigo uma dificuldade em sustentar seu enredo satisfatoriamente, sem pender para a apelação da estereotipação nem percorrer caminhos heroicamente inverossímeis, como vistos, respectivamente, em “Comendo pelas Bordas” (2004) e “Delicada Atração” (1996). Considerando a possibilidade de erro - que é grande -, pode-se dizer que “Amigas de Colégio”, produção sueca de 1998, é um filme que “deu certo”, embora, como apontarei, existem problemas que tangem e trespassam o resultado final.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;A história de Agnes nos é contada desde a primeira cena. Conhecemos a garota num momento de introspecção, quando escreve em seu computador os sentimentos que tem por Elin, uma garota da sua escola, uma das mais bonitas, populares e, secretamente, cansada das experiências que já viveu, principalmente com os relacionamentos. Embora tenham apenas 14 anos, as duas parecem bastante confiantes dos sentimentos que têm, mas pouco seguras quanto a como mostrá-los. Quando são apresentadas de um modo mais efetivo, começa entre elas uma relação que vai contra o esperado na pequena cidade de Åmål, onde elas vivem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0s79xawhXE8/TwQh82XNuYI/AAAAAAAABtM/VXqzGTXk09Y/s1600/amigas-de-col%25C3%25A9gio-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-0s79xawhXE8/TwQh82XNuYI/AAAAAAAABtM/VXqzGTXk09Y/s1600/amigas-de-col%25C3%25A9gio-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma aposta boba com a irmã faz Elin se apaixonar por Agnes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;As protagonistas do filme são garotas de difícil entrosamento e aborrecidas com as suas famílias. Tanto Elin quanto Agnes enfrentam problemas familiares: a primeira com a sua irmã, que, embora boa companheira, parece forçá-la a fazer parte de um modo totalmente diferente do seu; e a segunda não lida bem com a mãe, que insiste em querer enturmá-la, sempre reforçando que seria interessante que ela trouxesse amigos para casa, mesmo sabendo que Agnes não possui amigos, a não ser uma cadeirante, que constantemente aborrece Agnes. Conhecemos os desajustes familiares das duas personagens e partir disso começamos a nos envolver com outros aspectos de suas vidas. Sabemos que as duas estão de certa forma descontentes com a cidade provinciana na qual vivem. Agnes não é natural de lá e Elin acha a cidade pequena demais, muito restrita - seja em espaço ou em forma de pensar. O resultado é que, num conversa, expondo esse tópico, surge entre as duas identificação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-H4y8dI2UZeo/TwQiOdSm8yI/AAAAAAAABtY/Z8fjY7RNKIo/s1600/amigas-de-col%25C3%25A9gio-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-H4y8dI2UZeo/TwQiOdSm8yI/AAAAAAAABtY/Z8fjY7RNKIo/s1600/amigas-de-col%25C3%25A9gio-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Primeiro, a identificação; depois, o embaraço: Elin fica em dúvida entre assumir o amor por Agnes e fingir que ama um rapaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;Mas o problema é compreender de onde vem tamanha identificação a ponto de elas se apaixonarem. Primeiro, já sabemos que Agnes gosta de Elin, mas não há nenhum elemento no filme que faz com que compreendamos o porquê - é tipo o arquétipo da garota que se apaixona pelo professor só pelo fato de ele existir (“Tamara”, 2005) ou o cara que se enamora da garota loira mais popular do colégio (“Um Adolescente em Apuros”, 1997). Ainda que isso não fique muito esclarecido, é perfeitamente possível lidar; o problema reside no amor que surge em Elin - de onde veio e a partir de que momento surgiu? Essas duas perguntas não são respondidas e a lacuna incomoda. Também incomoda o vazio que parece existir nas discussões comportamentais que assolam o filme do seu começo ao fim: Elin se dedica a um envolvimento com Johan e isso é bastante desgastante, porque parece que a trama faz uma incursão num campo no qual não pretende se aprofundar, deixando de lado algo mais importante, a cuja essência se deveria atentar mais. Um buraco imenso separa o começo do amor de ELin por Agens até o momento em que ela decide assumir isso e a impressão que temos é que Agnes é imatura demais - a outra, afinal, parece ir e vir quando bem quer e cabe à Agnes apenas esperar pelos anseios da outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Se o tom heróico felizmente escapa à perspectiva da homossexualidade que é mostrada - de modo verossímil, percebemos que a cidade é conservadora demais -, infelizmente também foge um debate mais aberto à relação das garotas e menos focado em elementos dispersos. Não creio que o filme seja ruim, mas honestamente penso que falta bastante para que ele atinja proporções que façam com que ele &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mereça&lt;/i&gt; ser conferido. Apesar de curto, não empolga e chega a cansar em alguns momentos, além de não responder a questões essenciais, como, por exemplo, a relação de Agnes com seus pais depois que eles descobriram a homossexualidade da filha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-2621867118631427587?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/2621867118631427587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=2621867118631427587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2621867118631427587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2621867118631427587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/amigas-de-colegio.html' title='Amigas de Colégio'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-U5SreBrjf7Q/TwQh1PhEcUI/AAAAAAAABtA/7mTfZTKW5vA/s72-c/amigas-de-col%25C3%25A9gio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3721128724311371424</id><published>2012-01-16T00:00:00.001-02:00</published><updated>2012-01-16T01:45:54.147-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Perfect Blue</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iaGcogvBWjU/TwQnOWPklII/AAAAAAAABw8/AiNhL3dmbJo/s1600/perfec-blue.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-iaGcogvBWjU/TwQnOWPklII/AAAAAAAABw8/AiNhL3dmbJo/s320/perfec-blue.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Pâfekuto Burû. Japão, 1997, 81 minutos, thriller. Diretor: Satoshi Kon.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #0b5394;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Uma animação bastante adulta, que nos faz fugir do senso de que toda animação é “bonitinha”, e ainda muito bem desenvolvida, nos remete a dois filmes interessantes do cinema norte-americano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Depois de assistir a “Tokyo Godfathers” (2003), eu fiquei interessado em conhecer mais animações japonesas, principalmente porque elas parecem sair do senso comum que as animações norte-americanas tendem a oferecer. Só para que tenham uma idéia, a animação supracitada tem em seu enredo três protagonistas, sendo um velho bêbado, uma adolescente rebelde e um travesti, todos os eles moradores de rua que encontram uma criança e decidem cuidar dela - bastante ousado, certo? &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Perfect Blue&lt;/i&gt; nos traz a história de Mima, uma garota que decide sair do grupo Cham, banda musical com a qual trabalha há um ano e meio, para se dedicar à carreira de atriz, abandonando, assim, a imagem de ídolo pop. A contragosto da mãe, das colegas de trabalho e dos agentes publicitários, Mima adentra o universo da atuação e descobre que o maior perigo reside na insatisfação dos fãs, havendo um deles capaz inclusive de querer puni-la pela sua “traição”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Como vocês perceberam, a animação aborda o perigo que a vida de Mima sofre a partir do momento em que ela toma uma atitude que é mal compreendida pelos seus fãs. Podemos perceber que isso é bastante real e o filme não foge ao realismo de mostrar a visão dos fãs em relação aos seus ídolos. Mima também não tarda a perceber que a sua escolha a tornou um alvo de maníacos, já que numa das suas primeiras gravações no set de um seriado de suspense uma carta endereçada a ela explode, ferindo o seu agente. Mais tarde, descobrirá haver uma página na Internet na qual alguém se finge passar por ela, contando a rotina da estrela - o que surpreende a atriz é o fato de a pessoa saber &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;exatamente&lt;/i&gt; cada movimento seu, desde as coisas que ela compra no supermercado até o que ela faz em seu quarto. Assim, ela percebe que ela pode verdadeiramente estar em perigo e o medo acaba tomando totalmente conta dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-psi0Ldc0LH8/TwQnZozVRJI/AAAAAAAABxI/v5HLYZO3RnQ/s1600/perfec-blue-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-psi0Ldc0LH8/TwQnZozVRJI/AAAAAAAABxI/v5HLYZO3RnQ/s1600/perfec-blue-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O grupo Cham cantando para os seus milhares de fãs (e para alguns maníacos também).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Já no começo do filme conhecemos o fã maluco de Mima: um homem mal encarado, silente e preciso, que conseguiu o cargo de segurança nos shows da banda Cham e que, assim, pode ficar mais perto de seu ídolo, mesmo sem jamais ter lhe falado - o que, mais tarde, descobriremos ser uma verdade parcial, uma vez que descobrimos que o homem é louco o suficiente para comandar “O Quarto de Mima” (aquele site que comentei acima) além de acreditar que a garota - a Mima verdadeira, a estrela da música, não a atriz traidora - lhe manda e-mails que lhe dizem para agir contra a farsante que está na televisão. Vemos nele uma espécie de Annie Wilkes, de “Louca Obsessão” (1990), que faz de tudo para invadir a vida de Paul Sheldon, seu escritor preferido, chegando a ponto de atentar contra sua vida quando descobre que ele assassinou a sua personagem favorita no seu romance recém-publicado. A morte de Misery no romance, para Annie, representa a saída de Mima da banda, para o fã maluco daqui. Ainda há o fato de que os dois vivem uma espécie de bovarismo: Annie e o fã, tão aficionados que são, respectivamente, por Misery e por Mima, acabam vivendo a vida de seus ídolos, acreditando a partir de um momento que eles mesmos são os seus ídolos. Penso que o romance de Yoshikazu Takeuchi, que deu origem a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pâfekuto burû&lt;/i&gt;, pode ter se inspirado em parte pelo romance &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Misery&lt;/i&gt;, de Stephen King.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mima também se vê ameaçada, o que gera nela um conflito psicológico muito grande, causando-lhe uma espécie de fragmentação e colocando-a diante de imagens alucinatórias. Ela começa, dado os constantes choques, a se enxergar como ela-mesma, a atriz e mocinha da história, e ela-outra, que ainda pertence à banda Cham e que é vilã. Não há mais paz em sua vida e é difícil para ela distinguir ficção de realidade, havendo momentos em que as duas confluem e ela não sabe mais se a vida que vive é a sua (ela-mesma), a de cantora (ela-outra) ou, ainda, a da personagem que ela interpreta no seriado, que foi estuprada e que sofre de transtorno dissociativo. É por esse aspecto que o filme nos remete ao posterior “Cisne Negro” (2010), que nos fala sobre uma bailarina tão empenhada em ser a melhor para conseguir o papel principal no balé O Lago dos Cisnes, que acaba duplicada na figura dela mesma - Odile, o cisne branco - e a outra - Odete, o cisne negro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PvRPWnAw1es/TwQnrzEpzAI/AAAAAAAABxU/KULDZHPAIP0/s1600/perfec-blue-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-PvRPWnAw1es/TwQnrzEpzAI/AAAAAAAABxU/KULDZHPAIP0/s1600/perfec-blue-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Mima atuando numa das cenas mais difíceis de sua carreira: um estupro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Talvez o grande problema do filme seja a repetição de muitas cenas, que parecem fazer com que a história não se desenvolva muito e que seu alicerce seja a repetição, o que não é verdade, mas que, inegavelmente, causa essa impressão no espectador, principalmente na realização do seu segundo terço de filme. E o final, bastante interessante, é seguido por uma cena de otimismo que não condiz com a trama e que, no fim, parece ter sido posta ali somente para mascarar o fato de que, já naquele estágio de medo, Mima não poderia simplesmente se reabilitar e ficar bem. Um erro que incomoda, não nego, mas que não destrói tudo o que havia sido mostrado anteriormente, até porque há uma descoberta interessante: a de que o suposto vilão não é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;verdadeiramente&lt;/i&gt; o vilão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Honestamente, acredito que esse filme seja válido para se assistir, ainda que eu prefira outros títulos japoneses em animação, como o citado no começo desse texto. Mas reforço que poder assistir a esse filme e ainda ser remetido a dois filmes interessantes do cinema é mesmo muito válido, além de podermos conhecer um pouco mais do que o Japão tem a oferecer, além dos filmes de terror que já estão banalizados, seja por eles próprios ou pelas notórias refilmagens estadunidenses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-3721128724311371424?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/3721128724311371424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=3721128724311371424&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3721128724311371424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3721128724311371424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/perfect-blue.html' title='Perfect Blue'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iaGcogvBWjU/TwQnOWPklII/AAAAAAAABw8/AiNhL3dmbJo/s72-c/perfec-blue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-1502680885792292864</id><published>2012-01-14T00:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T00:00:00.073-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Convite para um Homicídio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DLkG_PKOzGc/TwQpIMtuOyI/AAAAAAAAByE/l76Xa19GE6M/s1600/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-DLkG_PKOzGc/TwQpIMtuOyI/AAAAAAAAByE/l76Xa19GE6M/s320/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio.jpg" width="167" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A Muder is Announced. RU / Irlanda, 1985, 153 minutos, mistério. Diretor: David Giles.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um filme com um grande acerto e um grande erro, mas, apesar desse erro grotesco, uma obra que vale a pena ser conferida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Honestamente não conheço muitos filmes baseados em livros de Agatha Christie. Acredito que o único anterior a esse a que eu já assisti foi “Assassinato no Expresso do Oriente” (1975), que rendeu a Ingrid Bergman o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante e Albert Finney uma indicação como Melhor Ator. “Convite para um Homicídio” se trata, na verdade, de uma minissérie feita para a televisão britânica e exibida em três episódios de cerca de cinqüenta minutos cada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Devo começar dizendo que duas coisas me chamaram muito a atenção nessa produção: a excelente adaptação, que conta com atuações estarrecedoras e que dão total credibilidade àquilo que vemos, e a outra - esta negativa - se refere à falta de ritmo e de esclarecimento nos momentos finais, que deveriam ser o ápice dessa trama de assassinato. Como o próprio título sugere, é feito um convite para um homicídio que haverá de acontecer em Little Paddocks às dezenove horas - um anúncio no jornal matutino diz que todos os amigos estão convidados, o que gera curiosidade nos vizinhos e faz com que todos vão ao local na hora combinada, pensando tratar-se de uma brincadeira - os donos da casa, inclusive, pensavam tratar-se de uma brincadeira e, curiosos e ansiosos, resolveram levar adiante aquela situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fiwhuwhOh3o/TwQpSBO8o0I/AAAAAAAAByQ/03V5nMpdHaM/s1600/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fiwhuwhOh3o/TwQpSBO8o0I/AAAAAAAAByQ/03V5nMpdHaM/s1600/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Murgatroyd e Hinch, duas personagens que serão fundamentais para a resolução dessa trama.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Para a surpresa de todos - e também do espectador desavisado (leia-se: aqueles que não conhecem a obra literária) -, acontece mesmo um homicídio: depois que todos se reúnem na casa de Letitia Blacklocks, todos à espera do começo da brincadeira, as luzes se apagam e um homem mascarado invade a sala, ilumina as pessoas com uma lanterna extremamente forte e dispara três tiros, um dos quais fera a dona da casa e outro que acertou a ele mesmo, aparentemente tratando-se de um suicídio todo teatral. A brincadeira gera muita confusão: uns crêem que o homem apenas estava ali para fazer seu último espetáculo antes de se matar; outros acreditam que ele estava ali para matar Letitia (doravante Letty); e ainda há os que acham que ele não se suicidou, sendo aquilo uma armação para um assassinato que acabou dando errado e, então, ele foi morto com queima de arquivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O filme é dividido em três, sendo que o primeiro deles mostra o acontecimento em Little Paddocks e a investigação policial; o segundo mostra a entrada de Jane Marple, uma senhora idosa, mas extremamente perspicaz, que ajuda o investigador a colher mais informações; e, por fim, no terceiro momento conhecemos as pistas finais que levarão à conclusão - esta mal executada - da trama. É necessário dizer que as duas primeiras partes são muito bem desenvolvidas e o espectador as acompanha com extremo interesse e curiosidade aguçada. Os personagens que conhecemos são bastantes díspares: há Bunny, amiga de Letty, que reside com a amiga e que é extremamente faladora, com características extremamente sinceras; há os Swettenham: enquanto a mãe é inventiva e incoerente, dada aos exageros, o filho é reservado e partidário do comunismo, o que atrai a atenção para si; há o Coronel e sua esposa, sendo curiosamente dele a arma usada pelo invasor de Little Paddocks; há ainda Julia e Patrick Simmons, primos distantes de Letty, a quem ela veio a conhecer apenas recentemente; há ainda a mulher do pároco, mulher bastante sincera e sobrinha de Jane Marple; por fim, a senhorita Haymes, a jardineira da casa, e Hannah, a cozinheira refugiada e temerosa, que acha que todos a odeiam ou querem matá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4-EBvPDQnT0/TwQpgItCz7I/AAAAAAAAByc/3tOP-kqSlVE/s1600/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-4-EBvPDQnT0/TwQpgItCz7I/AAAAAAAAByc/3tOP-kqSlVE/s1600/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Jane Marple: uma velhinha bem mais interessante do que a personagem pedante descrita nos livros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Toda a investigação inicial chega a conclusão de que o homem invasor, Rudi Scherz, pretendia roubar, mas acabou cometendo suicídio quando viu a situação na qual se pusera. Tudo isso até o segundo ato, quando Jane Marple traz uma sugestão que a ela parece óbvia: o homem jamais estivera armado, fazendo com que ele não pudesse atirar em ninguém nem ao menos em si mesmo - alguém o matou. Quando questionada a respeito, sua explanação é bastante simples: com as luzes apagadas, as pessoas não podiam enxergar nada a não ser a fonte de luz, que, de tão forte, abobalhou-as por instantes - apesar de o homem ter gritado “Mãos para o alto, senão eu atiro” e de as pessoas terem ouvido tiros, esses são os dois únicos fatos, já que ninguém poderia ver-lhe as mãos para constatar que ele trazia consigo um revólver. Assim as investigações tomam novo rumo e o espectador adentra mais ainda aquele universo de estranha calmaria e iminente perigo, como concluímos conforme a história de desenvolve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Creio que o melhor de tudo seja o elenco. Quando eu li o romance há algum tempo - na verdade, muitos anos atrás -, eu fiquei impressionado com Letty Blacklock e constantemente me perguntava como seria essa narrativa transposta para o cinema - e devo dizer que os personagens aqui vistos são exatamente como eu imaginei. O diretor tomou o cuidado de não permitir que qualquer ator fugisse das características dos personagens do livro, tornando todos bastante fidedignos. Penso, aliás, que aqui estejam os personagens mais fieis a um livro que eu já vi; jamais os imaginei senão do jeito que aqui são retratados. Destaque para Murgatroyd e para a própria Letty Blacklock, interpretadas por Joan Sims e Ursula Howells. Quanto às atuações, talvez o elenco jovem seja o mais problemático, já que alguns deles - a intérprete de Julia Simmons, por exemplo - parecem trazer consigo muitos cacoetes e acomodações nos personagens, sem nos mostrar nada novo. Mas, ainda assim, nenhum grande problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-G90T35XVDyM/TwQptJzrG1I/AAAAAAAAByo/W41tVcwrqkg/s1600/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio-cena3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://1.bp.blogspot.com/-G90T35XVDyM/TwQptJzrG1I/AAAAAAAAByo/W41tVcwrqkg/s400/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio-cena3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Letty Blacklock: excelente adaptação do livro e interpretação magnífica da atriz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Se a revelação, no livro, é simplesmente o momento mais interessante e, talvez, angustiante de toda a narrativa, no filme simplesmente vemos a oportunidade de um grande desenlace se perdendo devido à falta de ritmo e à falta de explicações convincentes, que simplesmente parecem ignorar ou dar pouca importância a elementos que são essenciais ao desenvolvimento do plano do verdadeiro responsável pelo “convite para o homicídio”. Quando digo isso, falo a verdade: somente sei como tudo aconteceu, porque me lembro bem do desfecho do romance literário, de outro modo, ficaria com uma expressão de desagrado após ver esse filme. Penso no quanto é válido assistir a duas horas e meia de filme para então concluir que o final deixou a desejar, não por que foi curto demais ou por que a direção é sofrível - porque isso não acontece aqui -, mas porque não há informações suficientes que permitam ao espectador montar em sua cabeça um “mapa” de como tudo aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Apesar de bom em sua maior parta, o final deixa a desejar e, infelizmente, sendo o desfecho, no caso desse filme, a parte mais importante da trama, ficamos com a sensação de que não valeu a pena. Mas eu acho que vale que confiramos o filme, porque é uma das poucas adaptação que realmente encantam o espectador - mas, obviamente, eu recomendo que vocês leiam o livro antes ou depois, a fim de ver a diferença que faz a ausência no filme de Jane Marple perguntando à Hinch qual fora a entonação usada por Murgatroyd quando essa, antes de ser mais uma das vítimas, concluiu uma coisa extremamente importante: ela não estava lá. Na verdade, na entonação correta: ela não estava &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lá&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-1502680885792292864?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/1502680885792292864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=1502680885792292864&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/1502680885792292864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/1502680885792292864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/convite-para-um-homicidio.html' title='Convite para um Homicídio'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DLkG_PKOzGc/TwQpIMtuOyI/AAAAAAAAByE/l76Xa19GE6M/s72-c/convite-para-um-homic%25C3%25ADdio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-2405065390367144943</id><published>2012-01-12T00:00:00.002-02:00</published><updated>2012-01-12T02:39:09.479-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curtas-metragens'/><title type='text'>Vadias do Sexo Sangrento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BSDXCD4sS78/TwQfiWfPmZI/AAAAAAAABrs/CpV-AmTa2yI/s1600/Vadias+do+Sexo+Sangrento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-BSDXCD4sS78/TwQfiWfPmZI/AAAAAAAABrs/CpV-AmTa2yI/s320/Vadias+do+Sexo+Sangrento.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brasil, 2008, 30 minutos, comédia / terror. Diretor: Petter Baiestorf.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #660000;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Esse curta-metragem traz momentos muito toscos e divertidos e outros muito incômodos, que não permitem ao espectador saber se se trata de uma brincadeira ou de uma tentativa falha de fazer algo sério.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Confesso que eu adoro filmes ruins e filmes “ruins”. Os primeiros são aquelas porcarias que tentaram dar certo, mas acabaram inevitavelmente no lado cômico devido à série de elementos não-funcionais na sua trama - nesse grupo, estão filmes como “Hellraiser - Renascido do Inferno” (1987), cuja história e efeitos são toscos, mas que diverte. No segundo grupo estão filmes como “A Morte do Demônio” (1981) e “A Noite dos Demônios” (1988), cujos aspectos técnicos e artísticos são tão ruins que só podem ser brincadeira e acabam divertindo o espectador por serem engraçados (embora tenha gente aí jurando que são filmes de terror, ui!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;“Vadias do Sexo Sangrento” (2008), uma produção sul-rio-grandense, tem tudo para estar no segundo grupo, já que a história por si só parece não querer nos convencer tampouco as atuações têm essa pretensão, tão ridículas - em ambos os sentidos - que são. Logo no começo do filme conhecemos um maníaco que persegue as mulheres, porque, quando criança, durante uma excursão, foi estuprado por 48 padres, o que gerou nele algum conflito psicológico. Paralelamente, conhecemos um rapaz que está disposto a tudo para voltar com a namorada, que já não lhe quer mais e até já o trocou por outra mulher, pois quer experimentar coisas novas. Num dado momento, a vingança do ex-namorado resulta num encontro de todos com o maníaco - e também com um senhor que pesca tranqüilamente na praia e com o narrador da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uK1k_teqi3Q/TwQfx_s5k-I/AAAAAAAABr4/0rUv2M22PHE/s1600/Vadias+do+Sexo+Sangrento+cena+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-uK1k_teqi3Q/TwQfx_s5k-I/AAAAAAAABr4/0rUv2M22PHE/s400/Vadias+do+Sexo+Sangrento+cena+2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Os bastidores: o diretor e dois atores se preparando para a cena final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Estamos falando de uma produção a qual podemos chamar, no mínimo, de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ousada&lt;/i&gt;. A obra conta com nudez frontal masculina e feminina num país que já deu muita vazão à sexualidade e ao sexo, inclusive explícito, mas que agora se resguarda numa falsa moralidade que teme mostrar nudez antes das 10 horas da noite; a obra também conta com a criatividade do elenco e da equipe para apresentar uma cena de remoção do intestino - adendo importante: pelo ânus - além de um momento no qual, por vingança, uma personagem invade a barriga de outro, matando-o por dentro; ainda temos uma cena de farta ejaculação, bastante &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gore&lt;/i&gt;, uma cena de estupro e diálogos extremamente ruins que não querem dizer absolutamente nada. Como vemos, o filme tem tudo para dar certo - e não temo ao afirmar isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;E ele dá certo em algumas cenas. Ele diverte e cativa o espectador com o monte de bobagem a que estamos assistindo, dou destaque a especial à cena do homem que pesca que, ao ver o outro com o intestino pra fora e totalmente nu, decide ir ver o que estava havendo (o ex-namorado estava estuprando a sua ex-namorada na frente da atual namorada dela) e acaba se masturbando em vez de ajudar a moça amarrada. Mas existem outros momentos que colocam em dúvida a seriedade - ou a não-seriedade - do filme, como os vários momentos em que o jovem tenta reconquistar a ex: as cenas parecem ter a função de criar uma veia dramática na história que simplesmente não cabe ali, mesmo que esse tom sério fique meio balançado pela interpretação do ator.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oS68QEDcRqs/TwQgAq5OXaI/AAAAAAAABsE/h2aDOsQmGNM/s1600/Vadias_do_Sexo_Sangrento+cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://4.bp.blogspot.com/-oS68QEDcRqs/TwQgAq5OXaI/AAAAAAAABsE/h2aDOsQmGNM/s400/Vadias_do_Sexo_Sangrento+cena.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Definitivamente, não é um filme para espectadores pudicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Eu diria que esse é o tipo de filme que nos diverte durante a sua exibição, mas não é certo nem provável que vá divertir, justamente porque lhe falta o elemento x que permitiu ao filme de Sam Raimi ser a grande obra-prima que é. Após o término da obra, fica o elogio à ousadia, mas logo vem o esquecimento, que é uma amostra de falta algum detalhe na história, algo que a fixe em nossas mentes. Mas decerto vale a pena conhecer mais do cinema independente de Petter Baiestorf, que atuou no interessantíssimo “A Noite do Chupacabras” (2011), de Rodrigo Aragão - este, simpaticíssimo - e que produziu outro filme relativamente famoso no circuito independente do cinema nacional, que é “Arrombada: Vou Mijar na Porra do seu Túmulo” (2007) - aliás, Baiestorf faz em “Vadias do Sexo Sangrento” uma ótima referência ao seu filme anterior, numa cena que envolve urina, sangue e raiva por parte de uma vítima do maníaco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-2405065390367144943?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/2405065390367144943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=2405065390367144943&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2405065390367144943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2405065390367144943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/vadias-do-sexo-sangrento.html' title='Vadias do Sexo Sangrento'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BSDXCD4sS78/TwQfiWfPmZI/AAAAAAAABrs/CpV-AmTa2yI/s72-c/Vadias+do+Sexo+Sangrento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-2540665408708697846</id><published>2012-01-10T00:00:00.002-02:00</published><updated>2012-01-10T01:01:42.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Corra, Lola, Corra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TR71P1IqNXI/AAAAAAAAA7s/qyqPrp5yMyU/s1600/corra-lola-corra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TR71P1IqNXI/AAAAAAAAA7s/qyqPrp5yMyU/s320/corra-lola-corra.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;&lt;b&gt;Lola Rennt. Alemanha, 1998, 80 minutos, ação. Diretor: Tom Tykwer.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;&lt;i&gt;Um filme bastante dinâmico e divertido, decerto uma das melhores produções alemães. Nos responde à seguinte pergunta: e se aquilo não tivesse acontecido daquele jeito, como seria? Vale conferir, com certeza.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia muito tempo que eu queria ver esse filme e esse é mais um dos vários que o &lt;b style="color: #38761d;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000327454755"&gt;Pedro&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; me passou e, por isso, eu o agradeço de novo (e ainda há mais para agradecer). Sempre ouvi pessoas fazendo bons comentários e sempre quis vê-lo. Quando finalmente assisti ao filme, pude concluir que é uma das obras mais interessantes que conferi recentemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme nos conta a mesma história três vezes, modificando alguns eventos-chave e reconstruindo toda a situação a partir da mudança desses acontecimentos. Lola recebe uma ligação do seu namorado desesperado, que precisa arrumar 100 mil dólares em vinte minutos. Então, temendo que ele tome alguma atitude impulsiva e muito errônea, ela decide ajudá-lo, indo ao seu encontro e tentando encontrar um meio de conseguir o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-p0f7b5OhZUI/TwL2bDTbyPI/AAAAAAAABmU/nqvegc33rjE/s1600/corra-lola-corra-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-p0f7b5OhZUI/TwL2bDTbyPI/AAAAAAAABmU/nqvegc33rjE/s1600/corra-lola-corra-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;desenho animado dá um ar especial a essa obra, tornando-a bem mais divertida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande mérito do filme é exatamente recontar a mesma história mais de uma vez, fazendo com o que espectador acompanhe a trajetória de Lola em três situações diferentes. Vale ressaltar que o que há de mais interessante é o modo como o filme incentiva a nossa curiosidade e ao mesmo tempo sacia uma dúvida: e se pudéssemos reviver alguma coisa de um jeito diferente? Lola nos mostra o que aconteceria. Por exemplo, num primeiro momento, ela desce as escadas desesperadamente, encontra um cachorro feroz no caminho, o que lhe faz hesitar e prossegue o seu caminho, colidindo com pessoas, quase sendo atropelada, interagindo com pessoas na rua. No segundo momento, desde as escadas correndo e cai, fazendo com que se atrase um pouco por causa da queda em si e da perna machucada pelo tombo, fazendo-a correr mancandoo que a atrasa em relação aos mesmos eventos mostrados na primeira sequência. No último momento, ela desce extremamente rápido, adiantando-se em relação às duas vezes anteriores. Então, o filme nos mostra como as coisas poderiam acontecer – e as quais seriam as conseqüências delas – se nós pudéssemos viver um acontecimento e depois revivê-lo, para descobrir qual seria o melhor modo de ele ser concebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9khSaZha8Ks/TwL2xtxArpI/AAAAAAAABms/0eTFaXbiKlQ/s1600/corra-lola-corra-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9khSaZha8Ks/TwL2xtxArpI/AAAAAAAABms/0eTFaXbiKlQ/s1600/corra-lola-corra-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Características histriônicas ajudam o filme a conquistar a nossa simpatia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O modo como o filme brinca com o tempo é realmente muito válido. Cada seqüência tem aproximadamente 20 minutos e, ainda que se repita três vezes, não temos a impressão de que esteja tudo repetido. A história se reinventa dentro de si mesma e os &lt;i&gt;time loops&lt;/i&gt; utilizados soam positivamente. Entre cada cena, há um momento introspectivo, decerto não pertencente ao plano real, no qual Lola e Manni, seu namorado, dialogam sobre um assunto delicado – como o relacionamento deles e sobre possíveis dissoluções. Outro fator positivo, além das viagens temporais, é também a mistura de realidade com animação, sendo esse um plano que surge no começo de cada nova seqüência e também nos créditos iniciais, que são bem longos e indicam muito do que haverá no filme. A somar, há o conjunto direção-atuação, que resulta num aspecto muito positivo do filme. Tanto Franka Potente quanto Moritz Bleibtreu, respectivos intérpretes de Lola e Manni, compõem personagens críveis e simpáticos – mesmo ele sendo impulsivo e um pouco irracional, ele conquista a nossa simpatia. O mesmo pode ser dito sobre Lola, que nos cativa com o seu desespero e seu jeito desengonçado de correr – e também de gritar! Tom Tykwer, responsável pelo monótono “Perfume – A História de um Assassino” (2006), aqui nos traz uma obra elogiável e muito interessante, com uma dinâmica excelente e com uma série de características que somente fazer aumentar o apreço do espectador pela obra. Assim, não há como negar que o conjunto seja extremamente válido e que exatamente por isso essa seja uma produção extremamente elogiável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que valeu a pena ter assistido a esse filme. “Corra, Lola, Corra” é uma produção alemã que merece atenção e que parece bastante recente, embora já tenha completado treze anos. Além de proporcionar um entretenimento muito válido, ele ainda possui aspectos com bastante qualidade e um roteiro que nos faz pensar. Após tê-lo visto, me lembrei de um acontecimento importante e pensei comigo mesmo: e se, nessa situação, tal como aconteceu com Lola, eu tivesse torcido o tornozelo e me atrasado? Aposto que vocês pensarão algo semelhante quando conferirem o filme. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-2540665408708697846?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/2540665408708697846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=2540665408708697846&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2540665408708697846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2540665408708697846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/corra-lola-corra.html' title='Corra, Lola, Corra'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TR71P1IqNXI/AAAAAAAAA7s/qyqPrp5yMyU/s72-c/corra-lola-corra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-6582370164128652048</id><published>2012-01-08T00:00:00.005-02:00</published><updated>2012-01-08T00:00:01.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A Confissão de Lúcio</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-f1sySSM_VjU/TwdrezL7NyI/AAAAAAAAB2w/6GGr_eX0zvU/s1600/confiss%25C3%25A3o+de+l%25C3%25BAcio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-f1sySSM_VjU/TwdrezL7NyI/AAAAAAAAB2w/6GGr_eX0zvU/s320/confiss%25C3%25A3o+de+l%25C3%25BAcio.jpg" width="206" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Portugal, 1913, 126 páginas (Editora Komedi, 2009). Autor: Mário de Sá-Carneiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Uma narrativa pungente que oferece ao leitor um romance policial fabuloso e ainda nos apresenta a um dos mais notáveis triângulos amorosos da literatura modernista.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;É perfeitamente possível que se leia essa obra sem o conhecimento do momento histórico-literário do qual ela faz parte. Pode-se lê-la bem, compreendê-la bem, isso é inegável; mas saber precisá-la temporalmente, relacionando-a ao pensamento estético que dominava Portugal logo no começo do século XX é tornar essa narrativa ainda mais fabulosa do que ela já é. Mário de Sá-Carneiro é um autor extremamente importante para a implantação do Modernismo em Portugal, já que ele, em parceira com Fernando Pessoa e Almada-Negreiros, foi responsável pelo lançamento da revista &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Orpheu&lt;/i&gt; em 1915, ano que se tornou marco para o movimento modernista luso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;“A Confissão de Lúcio”, portanto, é pré-modernista se considerarmos o ano da implantação de tal escola em Portugal, mas já se mostra modernista se considerarmos as suas características estéticas de enredo e de discurso. Como se supõe, Lúcio é um personagem importante para a história – é, na verdade, protagonista e narrador dela. Lúcio, logo nas primeiras páginas, afirma ser essa narrativa a sua forma de apresentar sua inocência de um crime pelo qual foi condenado há dez anos de prisão. Mas toda a sua história é, como ele mesmo diz, “a mais perturbadora, a mais incoerente, a menos lúcida” (SÁ-CARNEIRO, 2009, p. 20), pois ela gira em torno de três personagens – ele mesmo, Ricardo Loureiro e Marta –, uma obsessão e muitos momentos de proximidade traiçoeiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Para compreender melhor a história, precisamos compreender o homem que Sá-Carneiro busca retratar. Como o ano de sua escrita é 1913, precisamos considerar a situação pela qual passava a população no momento. Portugal havia deixado a Monarquia em 1910 para se tornar República, assim, em apenas três anos, as questões políticas eram extremamente vívidas ainda. Àquele ano, o mundo estava meio abalado com a série de problemas que vinham acontecendo na Europa, África e América, e que, no ano seguinte, explodiu como a Primeira Guerra Mundial. Quanto à arte, expunha-se muito as formalidades parnasianas em contraste com o aparente desapego terreno dos simbolistas; enquanto os primeiros ditavam um rigor sistêmico para a poesia, os segundos retratavam figuras que escapavam aos problemas da vida, recolhendo-se ao plano idealizado. Assim, os novos intelectuais, que enxergavam essas escolas como ultrapassadas e desajustadas temporalmente, propunham uma nova forma de arte, que era justamente aquela na qual se podia falar sobre o homem, sobre as relações humanas, sobre as características próprias de cada região – permitindo, assim, também o uso de linguagem popular, por exemplo. E é nesse grupo que se encontra Mário de Sá-Carneiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Como dito acima, havia questões a serem tratadas: a política, a arte, o amor, o amor à política e à arte, a política na arte – inevitavelmente, ocorre a fragmentação do ser, que busca dentro de si todos os suportes para suprir os dilemas com os quais deve lidar. O homem moderno então é obrigado a compreender e a agir, mesmo que isso implique numa dissociação de si. E aí surge o “duplo”, que é um tema bastante trabalhado na literatura modernista. Verifica-se que a relação estabelecida entre Lúcio e Ricardo – o homem por cuja morte Lúcio foi condenado – é associada às suas semelhanças e diferenças como formas complementares. Assim, os medos de um são as coragens do outro; a introversão de um se espelha na extroversão do outro: completam-se, portanto; tornam-se um. “Compreendiam-se perfeitamente as nossas almas – tanto quanto duas almas distintas se podem compreender. E, todavia, éramos duas criaturas muito diversas” (ibidem, p. 50). E isso é importante para que compreendamos a relação desses dois personagens, que, como se evidencia em muitos momentos, não são apenas os melhores amigos, mas, talvez, seja a pessoa melhor amiga de si mesma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Ainda é necessário que encontremos mais pontos nessa história que levará a outra interpretação. Lúcio e Ricardo são duplos: vemo-los muito evidentemente como duas pessoas, mas, tão próximo que são e tão complementares suas atitudes, é difícil dizê-los &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;distintos&lt;/i&gt;, como Lúcio mesmo faz. Compreendem-se perfeitamente, porém – e que duas pessoas são totalmente capazes de se entender? Uma série de indícios nos leva a diversas suposições, inclusive a de que Lúcio, envolvido consigo mesmo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;criou&lt;/i&gt; a figura de Ricardo e, estendendo-o à Marta, fragmentou uma criatura imaginada. Ricardo, a Lúcio num determinado momento, fala:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 6.0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Sabe, você, Lúcio, que tive hoje uma bizarra alucinação? Foi à tarde. Deviam ser quatro horas... Escrevera o meu último verso. Saí do escritório. Dirigi-me para o meu quarto... Por acaso olhei para o espelho do guarda-vestidos e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não me vi&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;refletido nele&lt;/i&gt;! Era verdade! Via tudo em redor de mim, via tudo quanto me cercava projetado no espelho. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Só não via a minha imagem...&lt;/i&gt; Ah! Não calcula o meu espanto... a sensação misteriosa que me varou... (ibidem, p. 81).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 6.0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Ricardo por vezes parece não se fixar como pessoa de verdade, apenas como uma figura imaginária para si próprio; quanto a Lúcio, parece–lhe fabular, uma criatura quase moralizante e, curiosamente, de comportamento inverso à moral do momento. Com o decorrer da trama, é-nos introduzida nova personagem: Marta, esposa de Ricardo. Ela, como se vê, parece ainda mais ilusória do que o esposo, chegando a ponto de ser uma criatura mítica. Nota-se que ela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;parece&lt;/i&gt; existir somente no universo dos personagens, cabendo a interessante curiosidade a seu respeito, numa observação feita por Lúcio:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 6.0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;“[...] uma noite achei-me perguntando a mim próprio: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;- Mas no fim das costas quem é esta mulher?...&lt;/i&gt; Pois eu ignorava tudo a seu respeito. Donde surgira? Quando a encontrara o poeta [Ricardo]? [...] Em face de mim nunca fizera a mínima alusão ao seu passado. Nunca falara de um parente, de uma sua amiga. E, por parte de Ricardo, o mesmo silêncio, o mesmo inexplicável silêncio...” (ibidem, p. 67).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 6.0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Mais tarde, acentuando o clima de mistério acerca de Marta, Lúcio acrescenta, que, enquanto ouvia uma música belíssima, viu “a figura de Marta dissipar-se, esbater-se, som a som, até que desapareceu por completo” (ibidem, p. 70). E o mais interessante é perceber o modo como pouco a pouco os três personagens se envolvem num romance que delineia caminhos muito tortuosos - é difícil saber a quem Lúcio verdadeiramente ama: a Marta, com quem ele se relaciona, ou a Ricardo, cuja esposa serve de ponte entre os dois? E conforme a leitura vai caminhando, vamos percebendo que Mário de Sá-Carneiro não temeu abordar assuntos delicados, como a homossexualidade, sugerindo a todo os momentos que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pode&lt;/i&gt; haver entre os personagens algo mais do que uma simplesmente amizade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Talvez o mais marcante para mim seja justamente esse elemento na trama: a dubiedade do relacionamento entre Lúcio e Ricardo, até porque, como vi, a Marta é figura bastante ilusória, ora oriunda de Ricardo, ora de Lúcio - estes dois, aliás, para mim, são na verdade a mesma pessoa. Toda a trama é, a meu ver, uma grande metáfora sobre a homossexualidade e os desdobramentos que o homem do começo do século passado precisava passar para poder sobreviver consigo mesmo. Lúcio e Ricardo são representações do homem: o primeiro é o homem heterossexual e figura apreciada na sociedade enquanto o segundo faz parte do submundo. Vemos ao longo de toda a trama que Lúcio é o mais contido, mais reservado, sua sexualidade não é questionada por nós; já Ricardo representa o homem em conflito por não poder ser amigo de um homem senão o possuindo (nas suas próprias palavras). E os dois representam o que o homossexual deve ser àquela época: ainda que sua essência seja conflituosa (Ricardo), ele deve sempre estar acima de suspeitas (Lúcio). Aí surge Marta, como uma extensão de Ricardo, a fim de relacionar-se com Lúcio, mostrando que o elo que permite a dois homens estarem juntos é uma mulher: não fosse uma figura feminina a intermediar a relação, decerto já teria havido suspeitas sobre os dois - ou, a meu ver, sobre o um, qualquer que seja, Ricardo ou Lúcio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Foi o meu grande livro de 2011 - li-o rapidamente, muito voraz, tomando inúmeras notas a respeito de momentos interessantes do livro. Eu realmente o recomendo a todos que querem aventurar-se numa narrativa policial interessante, cheia de mistérios e dotada de uma qualidade narrativa quase inominável. Não consigo nem sequer descrevê-lo bem e analisá-lo com eficiência cansaria a paciência de vocês bem como me faria utilizar 300 linhas escrevendo. Encerro dizendo que é decerto um dos melhores livros que vocês lerão - ou, pelo menos, eu pelo menos acredito que será.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Referência bibliográfica: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;SÁ-CARNEIRO, Mário de. &lt;b&gt;A confissão de Lúcio.&lt;/b&gt; Campinas: Komedi, 2009. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-6582370164128652048?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/6582370164128652048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=6582370164128652048&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6582370164128652048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6582370164128652048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/confissao-de-lucio.html' title='A Confissão de Lúcio'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-f1sySSM_VjU/TwdrezL7NyI/AAAAAAAAB2w/6GGr_eX0zvU/s72-c/confiss%25C3%25A3o+de+l%25C3%25BAcio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-907681620003399554</id><published>2012-01-06T00:00:00.012-02:00</published><updated>2012-01-07T14:14:20.494-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Variados'/><title type='text'>Os Melhores e os Piores Vistos em 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Devo dizer que 2011 foi um ano bastante produtivo quanto aos filmes, porque eu realmente assisti a muitos títulos - bastantes dos quais eu queria ver há algum tempo, alguns que eu queria rever, e, ainda, muitos títulos novos que me surpreenderam pela sua qualidade. No começo do ano passado, eu dividi o post dos melhores e dos piores em dois: em um, eu abordei apenas os filmes, no outro, apenas os livros. Mas devo dizer que o campo literário ficou a desejar, porque li pouquíssimo, mesmo tendo tido quatro matérias de literatura no ano anterior que, pelo menos, me obrigaram - na teoria, é claro - a ler uns 20 títulos literários além de livros teóricos. Assim, farei apenas um esse ano: sobre os melhores e piores filmes vistos em 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Assisti a uma média de 0,84 filme por dia - o que totaliza 307 filmes no ano. Conferi filmes de Billy Wilder, William Wyler, Elia Kazan, Alfred Hitchcock - além de ter feito uma linda “Maratona Bette Davis” com direito a cinco filmes pelos quais ela recebeu indicações ao Oscar (“Vitória Amarga” [1939], “A Carta” [1940], “Vaidosa” [1944], “A Malvada” [1950] e “Lágrimas Amargas” [1952]), além de mais tarde ter podido conferir outros filmes dela, como “Dama por Um Dia” (1961) e “As Baleias de Agosto” (1987). Devo dizer que houve um aumento na quantidade de filmes vistos em 2011 em relação ao anterior, no qual assisti a “apenas” 128 títulos. Em relação à média do ano anterior (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;7,17&lt;/i&gt;), a média de 2011 caiu 3,1%, chegando, pois, a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;6,95&lt;/i&gt;. Só como curiosidade: o primeiro filme visto no ano passado foi “Amor Pervertido” (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Trage Liefde&lt;/i&gt;, 2007), um média-metragem neerlandês, e o último filme do ano foi “O Escritório” (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Urzad&lt;/i&gt;, 1966), curta-metragem de Krzysztof Kieslowski; e o filme mais antigo visto no ano foi “Monstros” (1932), de Tod Browning. Sem me prolongar mais, vamos ao que interessa: a lista dos melhores e dos piores, com explicações básicas, além de alguns extras (lembrando que só entram na lista os filmes vistos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pela primeira vez&lt;/i&gt;; os filmes revistos não valem).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;OS MELHORES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;10ª posição: A Bela da Tarde (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Belle de &lt;/i&gt;Jour, 1967)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fbtWZVOdNGA/TwRifHMG4mI/AAAAAAAABz8/HWzQO9aqoc0/s1600/belle.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://1.bp.blogspot.com/-fbtWZVOdNGA/TwRifHMG4mI/AAAAAAAABz8/HWzQO9aqoc0/s320/belle.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A história de Sévérine nos é contada de forma muito delicada por Luis Buñuel. A mulher frígida com o marido, mas com desejos sexuais pulsantes, decide se tornar prostituta para testar-se e satisfazer-se. Misturando realidade e ficção, além de excelentes cenas nas quais presenciamos os sonhos d’A Bela da Tarde (codinome adotado por Séverine), o filme se revela uma trama excelente, dessas que prendem o espectador devido à direção exemplar e uma atuação inesquecível de Catherine Deneuve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;9ª posição: Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Big Fish&lt;/i&gt;, 2003)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oCrcbFwxqTk/TwRi0t19vRI/AAAAAAAAB0I/I_-WZ6wavDg/s1600/big+fish.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-oCrcbFwxqTk/TwRi0t19vRI/AAAAAAAAB0I/I_-WZ6wavDg/s320/big+fish.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Esse filme simplesmente me encantou com a sua magia. Tudo nele é lindo: as cores da fotografia, a direção correta, as atuações simpáticas (mesmo que não grandiosas) - com destaque à excelente participação de Helena Bonham Carter -, além de um enredo extremamente charmoso e encantador, que traz consigo uma mensagem de ternura, da qual o espectador não pode fugir e, inevitavelmente, acaba preso ao que vê em cena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;8ª posição: Se Meu Apartamento Falasse (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Apartment&lt;/i&gt;, 1960)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tqVew2_4KKs/TwRi9AxoRsI/AAAAAAAAB0U/FWb6q77Ah-I/s1600/apartment.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://1.bp.blogspot.com/-tqVew2_4KKs/TwRi9AxoRsI/AAAAAAAAB0U/FWb6q77Ah-I/s320/apartment.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Jack Lemmon e Shirley MacLaine encabeçam esse filme no qual conhecemos a história de Baxter, um rapaz que cede seu apartamento aos seus chefes e amigos do escritório para que levem suas amantes lá e de Fran, uma moça que, abandonada pelo amante, tenta se suicidar justamente no apartamento de Baxter. “O Apartamento” - esse é o título original - nos mostra justamente as relações humanas que podem surgir num espaço confinado: do amor ao ódio, do romance à grosseria. Billy Wilder nos presenteia com esse filme, que é, sobretudo, guiado com maestria pela simpatia de Jack Lemmon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;7ª posição: Rede de Intrigas (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Netwrok&lt;/i&gt;, 1976)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H4URoSG4XKs/TwRjDnFCfLI/AAAAAAAAB0g/Cd-pYbCT8Hg/s1600/network.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" src="http://2.bp.blogspot.com/-H4URoSG4XKs/TwRjDnFCfLI/AAAAAAAAB0g/Cd-pYbCT8Hg/s320/network.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Peter Finch, William Holden, Beatrice Straight, Faye Dunaway são personagens de uma das maiores críticas ao poder midiático. “Rede de Intrigas” é um filme singular, dotado de grandiosos diálogos e monólogos, sendo eternamente lembrado pela voracidade com a qual agride a indústria da alienação. A meu ver, um excelente filme, desses que entorpecem o espectador com verdades tão brutais que permanecemos boquiabertos mesmo depois que o filme acaba. Provavelmente o melhor filme da década de 1970.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;6ª posição: A Pele que Habito (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;La Piel que Habito&lt;/i&gt;,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;2011)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vy3KjbVUEU4/TwRjLeyjLOI/AAAAAAAAB0s/fRegz2bWSgE/s1600/piel+que+habito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://1.bp.blogspot.com/-vy3KjbVUEU4/TwRjLeyjLOI/AAAAAAAAB0s/fRegz2bWSgE/s320/piel+que+habito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O único representante espanhol dessa lista dificilmente seria de outra pessoa que não Pedro Almodóvar. A trama é singular não exatamente pela direção dele, embora ela seja muito precisa e certeira, mas pela sua trama, que nos envolve com o mistério de uma vingança simplesmente medonha, que perturba não apenas o alvo da vingança, como também o que promove a vingança, e, ainda, o espectador, que observa tudo chocado. Uma bela fotografia, boas atuações e um Antonio Banderas como eu jamais vi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;5ª posição: Os Intocáveis (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Untouchables&lt;/i&gt;, 1987)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uhNthxHty6E/TwRjQ8FVixI/AAAAAAAAB04/_NTZEwn1sgQ/s1600/untouchables.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://4.bp.blogspot.com/-uhNthxHty6E/TwRjQ8FVixI/AAAAAAAAB04/_NTZEwn1sgQ/s320/untouchables.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brian de Palma trouxe às telas um filme que faz o espectador ficar tenso a cada minuto ao longo da exibição desse longa-metragem. A Chicago dos anos 30, cercada por gângsteres e policiais corruptos, é excelentemente representada aqui, antagonizando s figura de Al Capone, magistralmente interpretado por Robert De Niro, à figuras do grupo de policiais decidido a acabar com a ilegalidade que assombra a cidade. Somente a excelente cena final já merece uma posição nessa lista dos dez melhores do ano, mas, felizmente, o filme não são apenas os 15 minutos que encerram a trama, mas é um conjunto de acertos que o tornam inesquecível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;4ª posição: Pacto de Sangue (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Double Indemnity&lt;/i&gt;, 1944)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f7PQk7BXeXQ/TwRjX37r8iI/AAAAAAAAB1E/VCqa2sywUpQ/s1600/double.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://3.bp.blogspot.com/-f7PQk7BXeXQ/TwRjX37r8iI/AAAAAAAAB1E/VCqa2sywUpQ/s320/double.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Billy Wilder reaparece na lista, mas desta vez dirigindo um filme que aborda a intenção de uma mulher e seu amante de assassinarem o marido dela a fim de conseguir o dobro do valor do seguro de vida que ele, o marido, contratou. Barbara Stanwyck e Fred MacMurray encabeçam o elenco e protagonizam os momentos mais célebres do subgênero &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;noir&lt;/i&gt;, com direito a um excelente plano, quase perfeito, e um final marcante, de diálogos sóbrios e ásperos, que nos deixam de olhos virados na tela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;3ª posição: Disque M para Matar (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dial M for Murder&lt;/i&gt;, 1954)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-60ezbjzMA90/TwRjfjqChxI/AAAAAAAAB1Q/xHkUr22GcFM/s1600/dial-m-for-murder1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-60ezbjzMA90/TwRjfjqChxI/AAAAAAAAB1Q/xHkUr22GcFM/s320/dial-m-for-murder1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Outra trama de assassinato, mas, ao contrário do item anterior, desta vez é o marido, Ray Milland, que planeja o assassinato da esposa, Grace Kelly, a fim de herdar a fortuna dela e poder continuar com os seus próprios negócios comerciais. Alfred Hitchcock dirige esse filme com cuidado especial, tornando cada momento extremamente perigoso, fazendo-nos suspirar pesadamente na cena em que o plano por fim é posto em prática. E Grace Kelly, à época queridinha do diretor, nos oferece uma das mais pungentes interpretações, dessas verdadeiramente inesquecíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;2ª posição: A Era do Rádio (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Radio Days&lt;/i&gt;, 1987)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wPZz8SBW3mk/TwRjlQwUJwI/AAAAAAAAB1c/3POFiWpTwRA/s1600/radio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="177" src="http://3.bp.blogspot.com/-wPZz8SBW3mk/TwRjlQwUJwI/AAAAAAAAB1c/3POFiWpTwRA/s320/radio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Confesso que fiquei estarrecido: Woody Allen conseguiu me fazer amá-lo por causa desse filme. Mesmo não sendo um dos meus diretores favoritos e compondo obras que são bastante sobrevalorizadas pelos meus amigos cinéfilos, com essa produção ele simplesmente trouxe o que há de mais charmoso e certo às telas: excelentes interpretações, trilha sonora maravilhosa, fotografia simpaticíssima, roteiro extremamente cativante além de uma abordagem bastante simples - porém corretíssima e inesquecível - de uma das épocas mais interessantes do avanço da tecnologia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;1ª posição: Amar é Sofrer (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Country Girl&lt;/i&gt;, 1954)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zIbSHDnsLuI/TwRjsUnqc8I/AAAAAAAAB1o/5p8EjrD0drE/s1600/countrygirl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://4.bp.blogspot.com/-zIbSHDnsLuI/TwRjsUnqc8I/AAAAAAAAB1o/5p8EjrD0drE/s320/countrygirl.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;E cabe à Grace Kelly a primeira posição, porque ela é toda a essência desse filme de George Seaton. Bing Crosby e William Holden também participam dessa história de um ator alcoólatra e em decadência e de sua esposa, que se esforça o máximo possível para dar suporte ao marido além de conviver com as mentiras dele e agressões verbais por parte do seu produtor, que acreditar ser ela a fonte de todo o problema. Incrível que nem mesmo feia Grace Kelly deixa de ser bonita! Sua atuação é singular e o filme todo cativa, com direito a uma das melhores cenas do cinema: aquela na qual Kelly e Holden discutem, depois de ele descobrir que Crosby é inventivo a ponto de caluniar a própria esposa. Não caberia a outro filme o primeiro lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Outros títulos que merecem destaque:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Janela Indiscreta (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rear Window&lt;/i&gt;, 1954) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Essa é decerto a melhor obra de Hitchcock, com direito a uma atuação exemplar de James Stewart e, mais uma vez, Grace Kelly. Todo contido no suspense crescente, o filme extravasa toda a tensão no momento certo e o espectador é presenteado com um excelente filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Alta Fidelidade (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;High Fidelity&lt;/i&gt;, 2000) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;todo o charme do filme reside, sobretudo, em dois elementos: a atuação carismática de John Cusack e na trilha sonora que apresenta uma coletânea elogiável de canções que embalam o enredo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Tarde Demais para Esquecer (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;An Affair to Remember&lt;/i&gt;, 1957) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;há um dos beijos mais lindos do cinema e nós nem sequer vemos os lábios dos personagens se tocando!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Reencontrando a Felicidade (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rabbit Hole&lt;/i&gt;, 2010) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Oh, Nicole Kidman, não sabe há quanto tempo eu esperava por revê-la como uma grande atriz. Tanto o elenco quanto o roteiro, aliás, estão de parabéns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Uma Rua Chamada Pecado (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Streetcar Named Desire&lt;/i&gt;, 1951) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;alguém sabe o porquê de a Stella ter demorado tanto pra descer aquelas escadas depois de Marlon Brando - aquele homem magnífico! - tê-la chamado estando todo molhado e carente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Sonata de Outono (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Höstsonaten&lt;/i&gt;, 1978) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;um dos melhores filmes que abordam problemas familiares entre mãe e filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Os Inocentes (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Innocents&lt;/i&gt;, 1960) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Deborah Kerr num dos melhores suspenses já produzidos, tensão psicológica sem fim além de excelentes cenas de terror.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Los Angeles - Cidade Proibida (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;L.A. Confidential&lt;/i&gt;, 1997) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;infelizmente, o filme foi “apagado” pela grandiosidade de Titanic, mas devo dizer que ele é tão bom quanto: enredo e atuações excelentes além de uma direção bastante eficiente de Curtis Hanson.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um Clarão nas Trevas (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Wait Until Dark&lt;/i&gt;, 1967) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;essa é a melhor interpretação de Audrey Hepburn; esqueçam “Bonequinha de Luxo” (1961) e olhem pra esse filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A Morte do Demônio (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Evil Dead&lt;/i&gt;, 1981) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;uma das maiores genialidades do cinema, com cenas tão absurdamente toscas que o espectador se diverte com a autoironia do filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Pânico 4 (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream 4&lt;/i&gt;, 2011) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;excelente filme, roteiro interessantíssimo e bons momentos para nós, espectadores saudosistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Red State&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;, 2011 - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;a obra mais madura de Kevin Smith e mais uma excelente interpretação de Melissa Leo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Como Enlouquecer seu Chefe (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Office Space&lt;/i&gt;, 1999) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;sugestão do Pedro, que disse que eu ia adorar o filme; e adorei mesmo. Adoro quando a Jennifer Aniston mostra o dedo do meio pro chefe e pros clientes do restaurante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;OS PIORES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;5ª posição: Comendo pelas Bordas (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Eating Out&lt;/i&gt;, 2004)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QxD-3n2Vf0Q/TwRkEG6qs-I/AAAAAAAAB10/DEGyRjPm7pY/s1600/Eating+Out+2004+2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://3.bp.blogspot.com/-QxD-3n2Vf0Q/TwRkEG6qs-I/AAAAAAAAB10/DEGyRjPm7pY/s320/Eating+Out+2004+2.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Gente, o filme não tem densidade nenhuma, é tão raso quanto um pires em qualquer aspecto que se lhe analise. A direção é assombrosa e o roteiro, então, é simplesmente uma das maiores bobagens a que eu já assisti. E ao vê-lo, imaginei que não era possível que houvesse um filme do mesmo gênero que pudesse ser pior, mas me enganei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;4ª posição: Mestre dos Desejos 4 (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Wishmaster 4&lt;/i&gt;, 2000)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sKAREnRwsH4/TwRkKB5UuMI/AAAAAAAAB2A/i2y-VQ7exfE/s1600/wish.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-sKAREnRwsH4/TwRkKB5UuMI/AAAAAAAAB2A/i2y-VQ7exfE/s1600/wish.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Filmes de terror são usualmente fáceis de aparecer aqui, principalmente quando já estão na sua terceira continuação, como é o caso desse filme cuja série nunca foi tão boa. Mas agüentar um anjo ajudando a mocinha do filme é difícil demais assim como tolerar o sotaque do Djinn, que insiste em pedir que a pessoa “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;make their wishezzzz”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;3ª posição: Sexta-feira 13, Parte 3 (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Friday the 13th Part III&lt;/i&gt;, 1982)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qCd-7NVW6EY/TwRkRff8PKI/AAAAAAAAB2M/V_ULIw18EV8/s1600/13.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" src="http://2.bp.blogspot.com/-qCd-7NVW6EY/TwRkRff8PKI/AAAAAAAAB2M/V_ULIw18EV8/s320/13.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Produção em série da franquia Sexta-feira 13. Essa ainda tem a ousadia de copiar o primeiro filme, não respeitar os eventos que aconteceram no filme anterior e, ainda, acontecer num domingo dia 15. Poupe-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;2ª posição: Entre Lençóis (idem, 2009)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ecuHP4YqRtQ/TwRkbrEMavI/AAAAAAAAB2Y/O6uzWkWVWXo/s1600/len%25C3%25A7ois.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://3.bp.blogspot.com/-ecuHP4YqRtQ/TwRkbrEMavI/AAAAAAAAB2Y/O6uzWkWVWXo/s320/len%25C3%25A7ois.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Que filme escroto com historinha escrota. O que são as interpretações de Gianecchini e Paola Oliveira; toda aquela bobagem em relação aos “brinquedinhos” que ela traz na bolsa, toda a bobagem a respeito de ele ser ou não casado; um dos momentos mais ridículos do cinema além de inverossimilhança do começo ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;1ª posição: Qualquer Gato Vira-lata (idem, 2011)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-X_QAG_GtQb0/TwRkjuIo3AI/AAAAAAAAB2o/Sk3TuycjPCs/s1600/gato.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-X_QAG_GtQb0/TwRkjuIo3AI/AAAAAAAAB2o/Sk3TuycjPCs/s320/gato.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;OK, só não é a pior coisa que já vi na vida, porque, infelizmente, eu assisti todas as continuações de “American Pie” (1999) a partir de sua terceira parte. Mas devo dizer que Dudu Azevedo dançando “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;That’s the Way (I Like it)&lt;/i&gt;”, Cleo Pires indignada por ter sido largada e Malvino Salvador fingindo que é um professor elaborando uma tese com uma metodologia tão escrota quanto aquela é demais para qualquer espectador. Mas vejo por aí as pessoas falando que é um filme bacana, uma obra legal, “dá até pra rir” - só se for de desgosto, né.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Outros filmes que merecem destaque:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Toda a série “Halloween” a partir da quarta parte - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;os filmes de 1988, 1989, 1995, 1998 e 2002 são desesperadores de tão medíocres. Que dó da obra original de John Carpenter!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A Casa dos Sonhos (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dream House&lt;/i&gt;, 2011) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;uma bobagem sem gênero, que percorre o cômico, o dramático, o thriller, entre outros a fim de se firmar e simplesmente não consegue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Reféns (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Trespass&lt;/i&gt;, 2011) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;poxa, Nicole Kidman, você fez “Reencontrando a Felicidade” no ano passado e essa bomba esse ano, por quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Atividade Paranormal (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Paranormal Activity&lt;/i&gt;, 2009) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;me poupem de opiniões dizendo que esse é grande filme de terror.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Drama (idem, 2010) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;uma ofensa ao bovarismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-907681620003399554?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/907681620003399554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=907681620003399554&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/907681620003399554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/907681620003399554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/os-melhores-e-os-piores-de-2011.html' title='Os Melhores e os Piores Vistos em 2011'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fbtWZVOdNGA/TwRifHMG4mI/AAAAAAAABz8/HWzQO9aqoc0/s72-c/belle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4101448117549048094</id><published>2012-01-04T00:00:00.001-02:00</published><updated>2012-01-04T09:02:34.776-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>A Noite Americana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TTwyLKzhqoI/AAAAAAAABBs/jM-9CAaB7DE/s1600/noite-americana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TTwyLKzhqoI/AAAAAAAABBs/jM-9CAaB7DE/s320/noite-americana.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;&lt;b&gt;La Nuit Américaine. França, 1975, 112 minutos, comédia. Diretor: François Truffaut.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;&lt;i&gt;Uma das melhores obras já lançandas: é o cinema falando sobre o cinema, fantástico!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem filmes que são feitos para ficar na mente do espectador por muito tempo depois de ele tê-los visto. E muitos desses filmes conseguem esse feito de modo extremamente positivo e despretensiosamente, haja vista que a finalidade primeira é apenas contar uma história com eficiência. &lt;i&gt;La Nuit Américaine&lt;/i&gt; está nesse grupo de filmes, uma vez que é impossível vê-lo e não se deixar levar pela deliciosa história de um set de filmagens no qual o diretor e o elenco – atores e equipe de apoio – lidam com uma série de problemas ao filmar “A Chegada de Pámela”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não creio que haja como resumir bem o filme. Para mim, o seu objeto de exibição é bastante simples, como citei acima, a intenção do filme é mostrar os bastidores de uma filmagem. Não pensem, porém, que a simplicidade do objeto transforma o filme numa produção simples. Muito pelo contrário! François Truffaut, o diretor e roteirista de A Noite Americana, nos prova que a linguagem fílmica que ele usa é extremamente poderosa e complexa, envolvendo o espectador numa codificação literato-cinematográfica fantástica. A começar pelo seu roteiro, que talvez seja, empatado com a direção, o melhor aspecto desse filme longa-metragem. Truffaut ousou ao criar um roteiro no qual relaciona elementos bastante complexos e, embora pareçam fáceis, bastante difíceis de analisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3dtBfL0MVLE/TwL0l6XI3UI/AAAAAAAABl8/e9yxPBQSsiE/s1600/noite-americana-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-3dtBfL0MVLE/TwL0l6XI3UI/AAAAAAAABl8/e9yxPBQSsiE/s1600/noite-americana-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma das melhores cenas: os repetidos takes da cena inicial do filme dentro do filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ouso dizer que a sua obra é bastante metafísica: é o cinema falando sobre o cinema. Não me restaram dúvidas de que o diretor buscou captar a essência das artes cinematográficas e da sua concepção – do seu nascimento à sua morte – a fim de expor aos espectadores todo o charme, diversão e ao mesmo tempo contradições presentes na chamada sétima arte. Para começar, o filme já é todo criado a partir do efeito de &lt;i&gt;mise en abyme&lt;/i&gt;, construindo um filme dentro de um filme e fazendo com que o mundo real – aquele em que Truffaut dirige Jacqueline Bisset, Valentina Cortese, Jean-Pierre Léaud – seja inserido dentro de outro filme, no qual, curiosamente, Truffaut, sob o nome Ferrand, também dirige os personagens. Inquestionavelmente, é exatamente o efeito citado que é capaz de dar base a uma estrutura totalmente metalingüística – é o próprio filme se explicando conforme se desenvolve, a obra “A Chegada de Pamela” explicando a obra A Noite Americana e este, por sua vez, alimentando a estrutura metalingüística de “A Chegada de Pamela”, construindo então um processo interessantíssimo de retroalimentação. Não podemos em momento algum ignorar a potencial metaficção historiográfica presente em A Noite Americana, que eficiente nos mostra a teoria e a prática, misturando um contexto fictício numa produção notadamente real. Como disse, Truffaut merecidamente deve receber elogios pela produção desse roteiro inquestionavelmente satisfatório e excepcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sO4QHZyVACw/TwL05uJWA8I/AAAAAAAABmI/HXDWDvr-u0g/s1600/noite-americana-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-sO4QHZyVACw/TwL05uJWA8I/AAAAAAAABmI/HXDWDvr-u0g/s1600/noite-americana-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Um dos melhores representantes do cinema metalinguístico: na cena acima, vemos os bastidores de filmagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale ressaltar que aqui o efeito de &lt;i&gt;mise en abyme&lt;/i&gt; é ainda maior quanto pensamos no quesito “direção”. Truffaut dirige Truffaut que dirige os atores – chegamos ao nível três da queda no abismo. A direção dele é muito boa, certamente uma das melhores que já vi. Ele realmente soube como conduzir toda a sua obra, tornando-a um exemplo no qual se inspirar, mas sem tentar copiá-lo – até porque não creio que seja possível recriar com extrema capacidade essa obra. Poucas vezes vi um elenco tão fantástico junto. Vejam o filme e perceberão: não há ninguém não-sincronizado, talvez porque eles são atores interpretando atores atuando. Tudo então flui com naturalidade e vemos bastantes destaques, como a belíssima Jacqueline Bisset, que, para mim, é notadamente a melhor atriz do elenco e realmente merecia uma indicação ao Oscar, mas a Academia optou pelo trabalho de Valentina Cortese, a qual também está maravilhosa, ainda que apareça consideravelmente menos do que a atriz inglesa. Outra atriz importante é Nathalie Baye, intérprete de Joelle, que se mostra muito eficiente como ajudante de Ferrand, personagem de Truffaut – a ele, aliás, outro elogio, desta vez pela sua interpretação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como disse no primeiro parágrafo, alguns filmes nos marcam. Tal como &lt;i&gt;The Dreamers&lt;/i&gt;, de Bertolucci, é uma deliciosa homenagem ao cinema, &lt;i&gt;La Nuit Américaine&lt;/i&gt; é a própria representação do cinema ensimesmado: é ele falando dele mesmo. Indubitavelmente, o filme merece ser visto, até porque ele nos mostra também como funcionam os bastidores. Ao mesmo tempo em que acompanhamos uma história cativante, conhecemos também mais ainda sobre como funcionam as técnicas de filmagem. Eu, por exemplo, adorei conhecer o segredo da vela que é uma luminária! Não vejo como elogiá-lo mais. Para mim, essa é uma pérola do cinema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4101448117549048094?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4101448117549048094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4101448117549048094&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4101448117549048094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4101448117549048094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/noite-americana.html' title='A Noite Americana'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TTwyLKzhqoI/AAAAAAAABBs/jM-9CAaB7DE/s72-c/noite-americana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-24915708959834941</id><published>2012-01-02T00:00:00.004-02:00</published><updated>2012-01-02T00:12:42.910-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Cega Obsessão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zJPwro_1FF4/TvsJ_PF6hlI/AAAAAAAABjI/SLkqhj6I6-c/s1600/cega-obess%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-zJPwro_1FF4/TvsJ_PF6hlI/AAAAAAAABjI/SLkqhj6I6-c/s320/cega-obess%25C3%25A3o.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Môjû. Japão, 1969, 86 minutos, thriller. Diretor: Yasuzo Masumura.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #073763;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Da Síndrome de Estocolmo à loucura - o filme percorre excelentemente esse percurso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não fosse o &lt;b style="color: #990000;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000327454755"&gt;Pedro&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, colega com quem divido a casa, ter me falado a respeito desse filme e insistido para que eu o visse, eu decerto teria deixado passar uma produção japonesa terror psicológico superior a muitas das produções recentes. Antes de fazer engrenar a resenha, aproveito para agradecê-lo por me ter feito conhecer essa produção do final da década de 1960, a qual aborda a vida de um artista cego que vive com a mãe, que um dia ajuda-o a seqüestrar uma moça a fim de que ela se torne modelo para uma das esculturas do rapaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Aki é uma modelo famosa, cujo corpo serve de material para a obra de um escultor que a cultua. Michio, um jovem cego, freqüenta o museu de artes no qual as esculturas do outro estão expostas e admira ininterruptamente as formas de Aki, tocando-as na estátua, acariciando-as e, assim, passando a nutrir um sentimento de vontade pela garota, a quem um dia consegue capturar, fingindo-se de massagista. Leva-a para a sua casa e suas ações são acolhidas pela mãe, que consente com o seqüestro e ajuda-o com a moça, mantendo-a presa pelo tempo em que ele deverá esculpi-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j7p1JcN4fgA/TvsKKhjKMiI/AAAAAAAABjk/r-CcGW73-3Q/s1600/cega-obsess%25C3%25A3o-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-j7p1JcN4fgA/TvsKKhjKMiI/AAAAAAAABjk/r-CcGW73-3Q/s400/cega-obsess%25C3%25A3o-cena.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A gradual degradação dos personagem os une no desejo de terem um ao outro com violência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;É evidente que duas das maiores preocupações do roteiro é caracterizar como positivo o jovem escultor e, ao mesmo tempo, mostrar o desespero da moça em relação à situação na qual se encontra. É necessário que nos deparemos com essas duas situações para que, com o passar da história, não a achemos incoerente. A obsessão do rapaz pela moça é mostrado mais como amor distorcido do que como fonte de perigo - o filme nos força a pensar que a atitude dele seria a única para que ele pudesse, afinal, tê-la como objeto para produção artística era tudo que ele sempre quis; assim, os fins justificam os meios e o seqüestro não se nos mostra tão cruel quanto parece. Por outro lado - o lado dela -, há o completo desespero de não saber no que aquilo resultará e se ela será mesmo liberta após o fim daquele processo que, sob a perspectiva dela, é tortura. A personagem tem uma dúvida que não existe para o espectador: enquanto ela teme ficar ali para sempre presa, nós sabemos que ele cumprirá a sua promessa, já que, como disse, o roteiro se ocupou em nos mostrar que o rapaz, apesar de sua atitude extremista, é dotado de boas intenções, logo, não haveria por que não deixá-la ir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Cabe ressaltar que as inúmeras tentativas de fuga de Aki, a modelo, são contrapostas semanticamente pela arte do ambiente no qual ela está. Soam bastante cênicas as cenas nas quais Aki corre, em desespero, de Michio - os dois percorrem o imenso espaço do ateliê dele, pulando esculturas imensas, escalando corpos nus feitos de gesso, cercadas pela nudez das figuras ali esculpidas. Como se nota, nem mesmo a fuga dela parece tão negativa; vemo-la, às vezes, quase a divertir-se naquele parque escuro e amedrontador. Acerca dessa ambiência, vale também apontar a figura da mãe do rapaz, que se mostra perigosa e ferrenha tanto para a jovem quanto para o rapaz, já que ela traz consigo a imagem da opressão, quase numa abstração de sua própria figura - às vezes, parece que ela está em todos os lugares para vigiar e reprimir. Aliás, penso que a intérprete da mãe seja a atriz mais empenhada ali, sua participação é mesmo muito bem trabalhada e atriz não deixa a desejar. Dar o máximo de si não acontece o tempo todo com Eiji Funakoshi e Mako Midori, intérpretes de Michio e Aki, respectivamente, mas, inegavelmente, ambos fazem um bom trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kf_smSJzpx4/TvsKaQkSvRI/AAAAAAAABjw/2TyECzWCRmM/s1600/cega-obsess%25C3%25A3o-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-kf_smSJzpx4/TvsKaQkSvRI/AAAAAAAABjw/2TyECzWCRmM/s1600/cega-obsess%25C3%25A3o-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Próximo do final, já totalmente entregues à loucura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O grande auge do roteiro não se encontra nos desencontros de Aki e Michio, mas sim no momento de comunhão entre os dois - ela, por fim, cede e se entrega a ele gradualmente a partir do momento em que decide fingir-se de apaixonada para poder fugir. A estratégia falha e a situação fica revertida - ele acaba mesmo entregue a ela. A famosa Síndrome de Estocolmo: a prisioneira que passa a amar o seqüestrador, escolhendo, no final, ficar ao seu lado a ter sua liberdade de volta. E verificamos que os dois, agora totalmente envolvidos um com outro - eles têm apenas um ao outro -, entregam a uma desumanização desenfreada, na qual a identificação com a figura do outro é fundamental. O clímax acontece pouco a pouco e o seu ápice é a extrema loucura, na qual as ações são desproporcionais às suas conseqüências e os personagens já cercados pelos seus desejos mais instintivos pela dor levam ao extremo o seu ato de amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Talvez seja a loucura dos personagens o elemento que dá ao filme o seu requinte, assim como a bela fotografia e o ambiente perturbador no qual estão inseridos. A perda da sanidade é o grande atrativo do filme e, no final, a perda do discernimento é o grande mote do enredo - desde a ação de seqüestrar até a escola de, no final, por prazer, mutilar-se pouco a pouco, entregues à dor. O filme retrata assombrosamente dois humanos que abrem mão de sua condição de seres racionais, para, racionalmente, trilhar caminhos diferentes daqueles que se espera que eles sigam. A direção de Yasuzo traz um ritmo lento, mas essencial à integração do espectador à história; destaque para os excelentes momentos de conflito entre Aki e Michio e também para a presença de Noriko Sengoku, a mãe. Creio que a melhor parte dessa composição cinematográfica, é o seu contexto histórico, já que a produção foi apresentada numa época em que o Japão estava fortemente relacionado ao drama da tensão sexual (lembremo-nos de que “O Império dos Sentidos” é da mesma década e percorre o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;porn aesthetics&lt;/i&gt;) enquanto paralelamente se via muitos filmes mais restritos à cultura do país, mostrando as artes marciais, por exemplo. A meu ver, é um grande filme que merece ser conferio. E, mais uma vez, agradeço ao Pedro por tê-lo me apresentado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-24915708959834941?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/24915708959834941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=24915708959834941&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/24915708959834941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/24915708959834941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2012/01/cega-obsessao.html' title='Cega Obsessão'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zJPwro_1FF4/TvsJ_PF6hlI/AAAAAAAABjI/SLkqhj6I6-c/s72-c/cega-obess%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-6517706784172173389</id><published>2011-12-30T00:00:00.004-02:00</published><updated>2011-12-30T00:24:40.655-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Carnage</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OQmvE18nMis/TvsB07y-tNI/AAAAAAAABh8/jsCwBUIW6U4/s1600/carnage.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-OQmvE18nMis/TvsB07y-tNI/AAAAAAAABh8/jsCwBUIW6U4/s1600/carnage.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: magenta; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Carnage. França / Alemanha, 2011, 77 minutos, comédia. Diretor: Roman Polanski.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: magenta;"&gt;Um filme singelo, com alguns momentos engraçados, alguns dramáticos e um bom desempenho dos atores em situações bastante inesperadas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu estava ansiosíssimo para assistir ao filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Carnage&lt;/i&gt;, ainda sem título definido no Brasil, justamente por causa do maravilhoso elenco e do diretor, que nos trouxe, entre outras obras, a interessante produção “O Bebê de Rosemary”, de 1968, estrelando Mia Farrow num filme de terror genial. Decerto a reunião dos intensos Jodie Foster (“O Silêncio dos Inocentes”), Kate Winslet (“O Leitor”) e Christopher Waltz (“Bastardos Inglórios”) resultaria num filme bastante positivo, mesmo que houvesse com eles o mediano - e às vezes irritante - John C. Reilly (“Chicago”). Pois bem, apesar das minhas ânsias, o filme não estreou aqui na minha cidade nem eu nenhum lugar no Brasil, eu acho; baixei-o, pois, e o conferi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Toda a parte substancial da história se passa num apartamento e isso acontece praticamente do começo ao fim da trama, havendo apenas um pequeno prefácio e um posfácio, mas que nada acrescentam verdadeiramente à trama. Assim, ficamos focados em pouco mais de uma hora na qual os personagens se reúnem para discutir a situação de seus filhos, já que Zachary, filho de Nancy e Alan (Winslet e Waltz), agrediu Ethan, filho de Penélope e Michael (Foster e Reilly), com um bastão, prejudicando-lhe os nervos dos dentes. O encontro dos pais consiste basicamente em discutir o porquê de aquilo ter acontecido além de tentar encontrar uma alternativa para que os filhos se encontrem e possam se desculpar. Mas o que eles percebem é que eles mesmos não sabem exatamente como lidar com a situação, já que deixam a todo o momento transparecer os seus descontentamentos com a discussão e com o novo rumo que ela toma bem como demonstram os problemas que trazem em seus casamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rAQKHr8QMpE/TvsDGetUMxI/AAAAAAAABik/puYkU0nQYfg/s1600/carnage-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="396" src="http://3.bp.blogspot.com/-rAQKHr8QMpE/TvsDGetUMxI/AAAAAAAABik/puYkU0nQYfg/s640/carnage-cena2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Quatro pessoas e um suposto encontro "civilizado".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Talvez a característica mais notável seja o fato de que todos estão ali desconfortáveis por estar ali. Nem mesmo os anfitriões estão totalmente à vontade naquela conversa, que percorre caminhos tortuosos à medida que eles passam mais tempo juntos. Cabe ainda apontar a evidente desatenção de Alan, que fica falando no celular devido ao seu trabalho, o que apenas prolonga a estadia do casal convidado na casa do outro casal - e o que apenas acrescenta ainda mais tensão e incômodo aos outros três personagens, que, num determinado momento, já se mostram bastante irritados com aquela situação de constante interrupção. Curioso notar a rápida mudança de comportamento dos interessados - a princípio, a calmaria e a compreensão parece predominar, não sem acompanhá-las também alguma dose de tensão, mas logo, em parte por causa da insistência de Michael para que tomassem café ou comessem torta ou ainda comesse pizza faz com que os dois casais fiquem por mais tempo juntos, dividindo algumas experiências e discutindo assuntos paralelos - como o fato de os homens terem sido “líderes de gangues” quando pré-adolescentes e o recente abandono do hamster da família Longstreet por Michael -, que inevitavelmente levam a discussões mais pesadas a respeito da índole de cada um dos personagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nota-se com facilidade que não há como culpar os pré-adolescentes pela briga que tiveram quando seus próprios pais não conseguem chegar a um acordo pacífico, discutindo um casal com o outro e ainda entre si mesmo. Mais interessante do quando Nancy discute com Michael ou Penélope com Alan é quando Nany e Penélope discutem com seus respectivos maridos, criando aí um clima que trespassa a rincha do “meu filho agrediu ao seu”. Percebemos que os personagens vivem problemas de alicerce mesmo e trazem consigo incômodos que pouco têm a ver com a situação problemática vivida por Zachary e Ethan no parque. Como percebemos ao longo do filme, a carnificina sugerida no título original e no meio de um diálogo entre Penélope e Alan, não precisa acontecer num espaço aberto, com as pessoas armadas com bastões ou cercadas por gangues - ela pode perfeitamente acontecer numa sala de estar, entre pessoas ditas civilizadas, enquanto se servem aperitivos e bom uísque - puro malte 18 anos - e cercados por tulipas amarelas e revistas de história de arte e de culturas não-ocidentais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-srAWBgWQnqc/TvsDYvOZW0I/AAAAAAAABiw/Y9Rntmhl6V4/s1600/carnage-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-srAWBgWQnqc/TvsDYvOZW0I/AAAAAAAABiw/Y9Rntmhl6V4/s1600/carnage-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nancy depois de ter vomitado e estragado as revistas de arte de Penélope e também a roupa do marido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me vem uma dúvida quanto à categoria a que o filme pertence. Parece que o drama é a principal característica dele, mas percebo que, na verdade, os elementos do filme o levam a uma tensão dramática que reside não apenas nas situações em si, mas também nesses próprios elementos. Por exemplo, Nancy passa mal devido a dores no estômago e, para ajudá-la, Penélope lhe oferece coca-cola quente, o que, notoriamente, não é uma idéia muito sábia; o resultado: Nancy vomita na sala, sujando Alan e Penélope além de deixar a sala imunda - isso para não falar das revistas de arte da anfitriã - e com mau cheiro. A situação é hilária, principalmente pelo vômito absurdamente inesperado e pelo resultado daquilo: Alan se irrita com o outro casal, por ter ficado oferecendo comida a todo o tempo e também com a esposa, que sujou a roupa com a qual ela compareceria a uma entrevista àquela tarde; Penélope fica enfurecida pelo que aconteceu às suas revistas, Nancy fica totalmente envergonhada pelo que houve e Michael se mostra o único a tentar intermediar a situação, tornando-a um pouco mais suave. Vemos claramente que o cômico e o dramático confluem, havendo bom humor no drama bem como há tensão na vertente cômica. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como disse no primeiro parágrafo, os atores Kate Winslet, Jodie Foster e Christopher Waltz mostram-se bastante competentes e John C. Reilly, o único mediano do elenco, consegue sustentar-se nesse filme, embora esteja aquém dos colegas de elenco. Não se pode negar que o ponto forte do elenco são as duas mulheres, que praticamente definem todo o andamento do filme, com direito a dois bons momentos, que é quando Nancy discute com Michael a respeito de ele tê-la acusado de negligenciar a educação do filho quando ele mesmo havia abandonado um animal indefeso à sorte, o que provavelmente o levaria à morte, e depois quando Penélope e Michael discutem a respeito de suas perspectivas de vida, numa atuação arrepiantemente singela, que me provou o porquê de Foster ter conquistado uma indicação ao Globo de Ouro e o que me fez pensar bastante se ela, talvez, considerando evidentemente todo o conjunto de sua atuação nesse filme, não merecia a quinta indicação ao Oscar, ao lado dos potenciais nomes de Viola Davis, Michelle Williams, Glenn Close e Meryl Streep. Mas tão humilde que está a divulgação dessa produção que decerto ela não estará entre as indicadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g3hfqw2HjhA/TvsDxln3MJI/AAAAAAAABi8/cHxwLRdX0ZY/s1600/carnage-cena3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-g3hfqw2HjhA/TvsDxln3MJI/AAAAAAAABi8/cHxwLRdX0ZY/s1600/carnage-cena3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Jodie Foster e Kate Winslet: a vertente dramática e a vertente cômica, respectivamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Roman Polanski conseguiu construir uma verdadeira selvageria em ambiente urbano. Nem mesmo o aspecto extremamente cívico do apartamento fez com que seus personagens agissem também cívica e pacificamente, embora eles aleguem isso umas duas vezes. O diretor foi sensato também em não estender a história do que o necessário: em 77 minutos, ou seja, uma hora e dezessete minutos, vemos todos os problemas dos personagens naquele que eles garantem ser “o pior dia” da vida deles. Também devo elogiar o cuidado em não caracterizar os personagens, uma vez que aqui o trabalho entre diretor e elenco foi fundamental para que não víssemos os personagens como criaturas inverossímeis - e isso definitivamente não acontece: somos absurdamente capazes de nos enxergarmos nas atitudes deles. Polanski, pra acentuar o humor do filme, até aparece num &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;cameo&lt;/i&gt;: é ele o vizinho que abre a porta quando Nancy está gritando no corredor dos apartamentos. Enfim, o misto de humor e drama me cativou, embora eu não ache que seja essa a melhor interpretação desses atores nem ache que esse seja o melhor filme de Polanski. Mas me soou inegável que seja uma obra interessante para se assistir e, ainda, para ver o excelentemente desempenho de Jodie Foster, que há algum tempo não me impressionava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-6517706784172173389?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/6517706784172173389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=6517706784172173389&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6517706784172173389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6517706784172173389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/carnage.html' title='Carnage'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OQmvE18nMis/TvsB07y-tNI/AAAAAAAABh8/jsCwBUIW6U4/s72-c/carnage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3888071074905743550</id><published>2011-12-28T12:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-28T12:00:09.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Desenrola</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1oEP7YiJcQU/TvsAR4tpdxI/AAAAAAAABhY/iKbmOc9on6A/s1600/desenrola.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-1oEP7YiJcQU/TvsAR4tpdxI/AAAAAAAABhY/iKbmOc9on6A/s320/desenrola.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: purple; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brasil, 2011, 88 minutos, comédia. Diretora: Rosane Svartman.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: purple; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Uma obra bastante simples, com deslizes imensos no roteiro, alguns personagens bastante chatos, mas, como um todo, funcional e simpático graças aos atores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;O Brasil tem apostado bastante nas abordagens cinematográficas de histórias sobre adolescentes. Somente esse ano, além do título dessa resenha, vimos também “As Melhores Coisas do Mundo”, “Antes que o Mundo Acabe” e “Os Famosos e os Duendes da Morte”. Essa produção - “Desenrola” -, cujo roteiro é de autoria da diretora e de Juliana Lins, aborda a vida de Priscila, de 15 anos, que anseia perder a virgindade bem como quer envolver-se com Rafa, um dos garotos mais bonitos da cidade. Com a viagem da mãe à trabalho, a garota ficará sozinha na casa por aproximadamente 20 dias, período no qual ela tem que lidar com um trabalho em grupo cujo tema é virgindade além de lidar com um garoto, o Boca, que espalhou que ele e ela transaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A primeira coisa que pensei a respeito desse filme é: “mais um filme adolescente sobre jovens querendo perder a virgindade?”. Cheguei à conclusão de que jovens só pensam nisso - a adolescência é toda voltada para o sexo. Pessoas de 15 anos com pensamento político, que praticam a solidariedade, que gostam de arte e cultura, que viajam, que fazem peregrinação não existem. Se o filme quer tratar temas políticos, crianças são a metáfora para esse assunto, como vemos em “Machuca”; se o filme for do John Hughes, veremos adolescentes menos toscos e com maiores problemas na vida; se as pessoas têm outro foco que não o sexo, então parece que obrigatoriamente devem já ter passado dos 20 anos - abro aqui a exceção para o escroto “Qualquer Gato Vira-lata”. Os adolescentes no Brasil pensam em sexo, sobretudo, e perder a virgindade é algo essencial na vida - como Priscila bem diz num momento em que está quase morrendo: a única coisa que não podia era morrer virgem. OK, então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-D5PfUUcKMnE/TvsAe_59odI/AAAAAAAABhk/lyzE0E0kWCs/s1600/desenrola-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/-D5PfUUcKMnE/TvsAe_59odI/AAAAAAAABhk/lyzE0E0kWCs/s400/desenrola-cena2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Dois personagens incapazes de conquistar a nossa simpatia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Esse filme se perde um pouco nesse debate já desgastado do adolescente burguês cujo único drama pessoal é ser virgem. Ainda que o roteiro não se foque exclusivamente nisso, esse mote acaba soando repetido ao espectador e os resíduos dele que aparecem intercalados a outros assuntos dramáticos acabam tornando o filme menor. Também há a centralização da história no pseudo-romance entre Priscila e Rafa, numa história que notadamente não se desenvolve, mas, apesar de sua deficiência, toma mais da metade do filme, ignorando elementos-problema que são absurdamente mais interessante, como a aparente homossexualidade de Caco, o melhor amigo de Priscila, e a gravidez da irmã de Rafa. Sei que gravidez na adolescência, assim como drogas, são assuntos já desgastados, ainda que mais em debates monótonos supostamente instrutivos nas escolas do que cinematograficamente, mas já que o sexo sem camisinha surgiu em questão, poderiam tê-lo abordado com maior fraqueza e menos medo. Digo o mesmo acerca do personagem homossexual - o assunto surge tímido e logo morre, sem qualquer expansão para um debate mais sério. Enquanto isso, a Priscila está lá, correndo atrás &lt;s&gt;do pinto do Kayky Brito&lt;/s&gt; do Rafa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Outro grande problema do filme é o Boca, um personagem que deveria se contrapor inicialmente à Priscila e ao espectador e, pouco a pouco, conquistar tanto a garota quanto a n os, fazendo- com que todos percebam que, no fim, o que importa é estar ao lado de alguém que saiba reconhecer o nosso valor (clichê, né? Pois é...). Isso, porém, é dificílimo de acontecer, porque, infelizmente, o personagem é ridículo e incômodo e o mesmo se aplica ao seu melhor amigo, que consegue ser ainda pior que ele. Assistindo a alguns filmes, concluí que sempre existe um amigo desagradável para perturbar um personagem já escroto - basta vermos “Qualquer Gato Vira-lata”, esse filme resenhado agora e todos da série “American Pie”. Só não incluo aqui o Stuart, de “Três Formas de Amar”, porque Eddie, o protagonista, é um personagem bem bacana. Enfim, o que queria dizer é que é difícil simpatizar com uma criatura tão abominável e destoante como Boca, mas como era necessário um par para romance, não apenas para sexo, aí o jeito foi colocá-los juntos mesmo. Detalhe: para que os olhos do garoto fossem aberto, é necessário o conselho de uma mulher mais velha, uma prostituta simpática - decerto é o diálogo mais curioso do filme, já que ele não representa nada além de ser patético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qGNdGjidAM0/TvsAs19_kkI/AAAAAAAABhw/veJs5HQE96k/s1600/desenrola-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-qGNdGjidAM0/TvsAs19_kkI/AAAAAAAABhw/veJs5HQE96k/s1600/desenrola-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Priscila e Rafa: embora não sejam grandes personagens, não bastante simpáticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;O filme começou e a primeira coisa que eu pensei, tendo assistido a apenas 4 minutos de filme, foi que a atuação de Claudia Ohana seria provavelmente a mais sincera ali. Isso porque ela aparece como mãe de Priscila por breves segundos ao começo e ao final do filme. Mas depois percebi que todos os atores são simpáticos em suas interpretações, cabendo dúvida apenas quanto às participações de Juliana Paes e Heitor Martinez, que não se sabe o porquê de estarem ali. Os outros - Claudia Ohana, Marcelo Novaes e Letícia Spiller - realmente trazem simpatia ao filme e mostram-se elementos de melhoria no filme. Sem os momentos dos quais eles participam, estaríamos mais propensos a achar que os personagens são todos estereotipados. Mesmo a participação de Kayky Brito não é negativa - mesmo seu personagem sendo bastante indisponível sentimentalmente, ele é carismático e faz com que nós não nos incomodemos com ele. O problema, obviamente, está no modo rápido como ele e Priscila se envolvem, ofendendo qualquer espaço temporal coerente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O filme é dotado de momentos desnecessários, mas não se trata de uma perda de tempo. É uma obra de caminhar suave, de narrativa prazerosa e de entretenimento mais palpável do que, por exemplo, aquele que o filme “As Melhores Coisas do Mundo” nos proporciona, ainda que esse tenha qualidade maior. Mesmo caindo em muitos clichês, os atores tentam segurar a história e nos apresentam atuações que merecem alguma valorização, em especial a da protagonista Olívia Torres, que se junta bem numa química interessante com todos do elenco, e que, a somar, tem um sorriso sinceramente lindo. Acredito que não seja um filme que faça com que olhemos mais atentamente para o cinema nacional, mas pelo menos não o deprecie e ainda traz alguma diversão ao espectador - vale a pena vê-lo num dia em que não há muito que fazer, numa noite chuvosa sem expectativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-3888071074905743550?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/3888071074905743550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=3888071074905743550&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3888071074905743550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3888071074905743550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/desenrola.html' title='Desenrola'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1oEP7YiJcQU/TvsAR4tpdxI/AAAAAAAABhY/iKbmOc9on6A/s72-c/desenrola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-133033911615122407</id><published>2011-12-26T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T00:00:02.987-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>O Preço do Amanhã</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xu1KTOOwXB0/Tu_q2clFfhI/AAAAAAAABfs/dNxXmjhzOB0/s1600/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-xu1KTOOwXB0/Tu_q2clFfhI/AAAAAAAABfs/dNxXmjhzOB0/s320/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;In Time. EUA,&amp;nbsp; 2011, 109 minutos, sci-fi. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Diretor: Andrew Niccol.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0c343d;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O filme consegue trazer uma metáfora interessante a respeito do consumismo e ainda tem um ritmo interessante para se sustentar do seu começo ao filme. Não é uma obra-prima, mas não é um filme de ação como muitos que são lançados a cada ano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Assim que li a respeito desse filme, pensei que seria “apenas mais um”. Havia alguma coisa na sua sinopse e nas informações técnicas que me fazia pensar que seria bem chatinho, até mesmo desnecessário. Mas resolvi dar uma chance ao filme e assisti às quase duas horas de ficção, na qual o tempo é o produto mais consumido - ele é fundamental para tudo e todos vivem em função dele: os trabalhadores querem mais tempo, os ricos o têm de sobra, o roubo de tempo nas periferias acontece sempre. No futuro registrado pelo filme, os avanços genéticos permitiram que as pessoas não envelhecessem além dos 25 anos e, chegado o vigésimo quinto aniversário, um relógio no pulso começava a marcar a quantidade de tempo que a pessoa tinha até sua morte: um ano. Então, é necessário acumular mais tempo a fim de viver mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LsEtZuPxx3A/Tu_qz5IxnTI/AAAAAAAABfg/T3QYPF_c3TM/s1600/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-LsEtZuPxx3A/Tu_qz5IxnTI/AAAAAAAABfg/T3QYPF_c3TM/s1600/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Gente rica demais e segurança de menos: roubar bancos nunca foi tão fácil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O roteiro é também do diretor, então Andrew Niccol assina tanto a direção quanto o enredo. Na trama, ele se ocupa em mostrar a exploração dos personagens de uma das área mais pobres - eles são a classe operária de cuja vida é arrancado o máximo de trabalho possível e a quem se oferece pouquíssimo tempo (“dinheiro”) pelo esforço físico. Indubitavelmente, eles representam o grupo mais desvalorizado de pessoas e, por conseguinte, são aqueles que mais buscam uma estrutura capitalista como aquela na qual vivem. Excelente a idéia de transformar dinheiro em tempo, até porque vivemos justamente isso, com a diferença é que tempo continua sendo tempo enquanto dinheiro é fisicamente dinheiro, numa confluência bem menor do que a situação mostrada no filme. Os primeiros trinta minutos do filme se focam no personagem de Will Salas, um rapaz de 27 anos sempre acostumado a viver &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;um dia&lt;/i&gt; por vez - isso porque o máximo de tempo que sempre tem é 24 horas. Sua vida se desestrutura depois de dois eventos: a morte da mãe, cujo tempo acabou subitamente devido aos valores exorbitantes cobrados pelos serviços públicos (transporte, saúde etc.), e o encontro com um homem que tinha um século de vida já vivido e outro século para viver. O homem, já cansado dessa imortalidade, passa todo o seu tempo a Will e depois se mata, deixando o jovem com tempo suficiente para ir em busca do que quer: “reforma agrária” do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A mudança de área, da mais pobre para a mais rica, e o fato de que a polícia e o Guardião do Tempo assume que Will roubou o homem de 100 anos reservados fazem com que o personagem passe a ser perseguido. Mais pra frente, encontra-se com Philipe Weis, um bilionário quase centenário, com quem se envolve num jogo de pôquer e de quem consegue mais uma boa quantidade de tempo. No entanto, acaba descoberto durante uma festa e, visando uma fuga mais segura, usa Sylvia Weis como refém. A garota, até então encantada pelo jeito altivo de Will, agora teme o comportamento dele e as conseqüências daquilo - estão, afinal, voltando para a área mais pobre, onde ela - com uma década acumulada - se tornará facilmente um alvo da máfia do tempo. É interessante notar que o roteiro basicamente se divide em dois momentos, retratando a expansão de Will para territórios além do que é naturalmente dele, e depois na relação de Will com Sylvia e na relação dos dois com os perigos que o cercam. A opção por nos fazer simpatizar com o personagem e com a situação dele antes de levá-lo aos extremos é inteligente, já que assim nós temos mesmo a impressão de que sabemos um pouco mais sobre ele em vez de simplesmente nos vermos na situação de meros espectadores de sua correria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fjSf9i6eWts/Tu_rcchcbtI/AAAAAAAABf0/t7BPIQ0RXMo/s1600/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-fjSf9i6eWts/Tu_rcchcbtI/AAAAAAAABf0/t7BPIQ0RXMo/s1600/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Não importa a situação - ela sempre está de salto e fazendo loucuras!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Andrew Niccol também optou por não dar muita atenção aos momentos dramáticos, preferindo que a discussão a respeito dos dramas pessoais aconteçam pela ação e não necessariamente pelas atuações. Acho que isso foi um acerto, pois se escolhesse enfurnar a ação dando mais espaço pro drama decerto veríamos algo meio desastroso e incoerente. Até porque acho que os protagonistas não sustentariam bem o filme se ele fosse mais dramático - concordo que os dois são esforçados, percebemos que eles tentam o tempo todo não derrabar nos cacoetes de atuação, mas daí a atuar com todo empenho dramático é forçar a barra. Justin, que já havia mostrado em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Social Network&lt;/i&gt; que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pode&lt;/i&gt; ser um bom ator, aqui também mostra que consegue lidar bem outro gênero (embora, convenhamos, ele está péssimo na comédia &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bad Teacher&lt;/i&gt;!). Amanda Seyfried, por sua vez, já percorreu vários gêneros - comédia musical em Mamma Mia!; thriller em “O Preço da Traição”, romance em “Cartas para Julieta” - e mostra que ela também consegue participar de uma ação. E também prova que é plenamente capaz de realizar qualquer coisa - inclusive saltar e correr pelos telhados - de salto alto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O filme de Andrew Niccol não é uma obra-prima, definitivamente. Mas ele tem ritmo adequado ao gênero, tem uma proposta de roteiro que extravasa o senso-comum, embora, claro, haja alguns defeitos ao longo da história - como o fato de os protagonistas serem imbatíveis e de os bancos contarem com tão ínfima proteção. Não é filme de se jogar fora e acho que ele facilmente entretém o espectador, desde que esse não espere uma super trama cheia de reviravoltas nem um filme todo complexo. E talvez a sua linearidade e simplicidade, agregadas a uma dinâmica interessante, sejam os principais motivos pelo filme ter dado certo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-133033911615122407?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/133033911615122407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=133033911615122407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/133033911615122407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/133033911615122407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/o-preco-do-amanha.html' title='O Preço do Amanhã'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xu1KTOOwXB0/Tu_q2clFfhI/AAAAAAAABfs/dNxXmjhzOB0/s72-c/pre%25C3%25A7o-do-amanh%25C3%25A3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-1122419437243660589</id><published>2011-12-24T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T00:00:07.965-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Precisamos Falar sobre Kevin</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y5fO_xwmDO0/Tu_oPFr_y3I/AAAAAAAABe8/Wa7-z1fOMhY/s1600/precisamos-falar-sobre-kevin.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-y5fO_xwmDO0/Tu_oPFr_y3I/AAAAAAAABe8/Wa7-z1fOMhY/s320/precisamos-falar-sobre-kevin.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;We Need to Talk about Kevin. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Reino Unido, 2011, 112 minutos, drama. Diretora: Lynne Ramsay.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mal a década começou e Tilda Swinton já nos presenteia com uma das melhores atuações do cinema. Apesar de algumas falhas, esse filme é potencialmente um dos mais bem desenvolvidos em 2011.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Começaram as divulgações dos indicados às premiações e o nome de Tilda Swinton apareceu aqui e acolá, mostrando que não apenas os cinéfilos, mas também os críticos vêm gostando bastante do seu trabalho nessa produção britânica, que transpôs o material literário homônimo de Lionel Shriver, datado de 2007, para a as telas, nos contando cinematograficamente a história de Eva Katchadourian, uma mulher que não via a maternidade como fonte de felicidade, mas, tendo tido Kevin, dedicou-se à relação com o filho, que se mostrava cada vez mais perturbada, fosse pela índole já naturalmente perigosa do garoto, fosse pela reciprocidade do desafeto entre o jovem Kevin e a mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;É necessário, sobretudo, compreender a situação de Eva antes de chegarmos ao momento em que ela se vê em intenso conflito com seu próprio filho. Percebemos pelo filme que a sua juventude foi extremamente liberal, na qual ela se entregou a situações que considerava prazerosas - festas orgiásticas, conversas regadas a bebidas, muito cigarro, muita caminhada na chuva. Isso ao lado de seu namorado e posteriormente marido, Franklin, com quem viria a ter o pequeno (e monstruoso) Kevin. De certo modo, temos a impressão de que o casamento trouxe consigo um refreamento dos instintos libertários da personagem e que ela, adotando um “estilo de vida” mais centrado e menos expansivo. A somar, vem uma gravidez, que parece limitá-la ainda mais àquela vida que definitivamente não combina com ela. Basta que vejamos dois momentos seus: ela nas festas e fumando com o namorado e depois, já grávida, com o olhar baixo, no rosto uma expressão de acatamento. Não quero, claro, justificar o futuro comportamento do seu filho, mas é inegável que ela própria não se sente à vontade na situação na qual se encontra e provavelmente deixaria transparecer a sua insatisfação com o casamento e com a maternidade mais para frente, o que potencialmente afetaria o seu filho, tornando-o mais distante dela e, talvez, mais predisposto a irritá-la, já que poderia nunca se sentir amado o suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DfAr1yLStQM/Tu_pCOX3ElI/AAAAAAAABfM/Zhl4RIJ3-Wg/s1600/precisamos-falar-sobre-kevin-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-DfAr1yLStQM/Tu_pCOX3ElI/AAAAAAAABfM/Zhl4RIJ3-Wg/s1600/precisamos-falar-sobre-kevin-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Um dos vários momentos em que há desconforto entre mãe e filho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;É inegável que existem três fatores que levam ao fracasso pessoal da vida de Eva, como vemos no filme. O primeiro deles vem dela própria: insatisfeita, ela carrega seu descontentamento para a vida. O segundo vem da casualidade, como vemos na longa cena em que ela passeia com a criança que não pára de chorar. Não se pode atribuir culpa a um recém-nascido; o fato de a criança não parar de chorar é realmente casual, poderia ter acontecido com ela ou com outra pessoa, tudo depende de uma série de coisas envolvendo o bebê, como o nível de fome, de conforto, se tem cólicas ou não etc. É inevitável não achar que foi proposital a choradeira, principalmente quando logo depois o pai o pega e ele fica quieto, embora a mãe tenha tentado isso durante toda a tarde. Aliás, nesse momento há espaço para uma cena maravilhosa, de extrema sensibilidade, justamente por estéticas opostas, que contrapõe a questão física e a questão semântica: já sem poder mais agüentar os choros de Kevin e passeando com ele há muito tempo, Eva para perto de uma britadeira e fica ali ouvindo o som da máquina contra o solo, estando evidentemente mais à vontade com os ruídos terríveis do que com o choro do filho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não podemos, porém, ignorar o terceiro fator, que é, a meu ver, aquele que realmente dá mote ao filme, que transforma a vida de Eva num verdadeiro inferno: seu filho a odeia. Simplesmente, o que ele sempre é ódio e esse sentimento começa na infância e se estende até a vida adulta, mesmo depois de Kevin ter se tornado a ameaça não apenas iminente, mas também comprovada. Esses três fatores são bastante visíveis e já se evidenciam no começo da trama, já que ela, por não seguir uma linearidade, já nos permite saber que Eva teve seu momento de felicidade (anterior ao casamento); seu momento de instabilidade, quando suspeitava de que Kevin não se portava normalmente; o seu momento de dor, quando constata que o filho foi responsável por um homicídio em massa no colégio, quando ele tinha 15 anos; e, por fim, o seu momento de fracasso extremo, quando ela se torna alvo da raiva de todos que perderam seus filhos vitimados pelo filho dela. E o mais importante disso é dizer que Tilda Swinton consegue diferenciar com extrema eficiência cada um desses momentos, mostrando talentosíssima nesse filme e indubitavelmente provando que é uma grande atriz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pgnX-xL0DMA/Tu_pDnICN7I/AAAAAAAABfU/fhUGTJDMlXc/s1600/precisamos-falar-sobre-kevin-cena3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-pgnX-xL0DMA/Tu_pDnICN7I/AAAAAAAABfU/fhUGTJDMlXc/s1600/precisamos-falar-sobre-kevin-cena3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O momento de choque: a descoberta do que Kevin fez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A força do filme se encontra em dois elementos: na monstruosidade de Kevin e na atuação de Swinton. O roteiro explicita muito bem que a criança é realmente perigosa, havendo nele desde cedo uma raiva iminente, algo descontrolável contra a mãe, perturbando-a tanto quanto pode. É notável que suas ações visam exclusivamente incomodá-la - as tantas vezes que suja a casa como pirraça, o modo não a responde adequadamente, as suas atitudes evasivas e a sua constante má vontade, enchendo as suas falas de agressões. Todos os intérpretes de Kevin conseguiram resumir a potência destrutiva do personagem no olhar e nos pequenos detalhes, de modo a não tornar o personagem caricato.&amp;nbsp; Todos souberam bem como trabalhar os detalhes e eles realmente trouxeram à tona o que há de maligno em Kevin. Evidente que o fato de a mãe nunca ter lhe amado totalmente é um elemento essencial ao comportamento do jovem, mas percebemos que existe uma naturalidade muito grande nele - é naturalmente mau, é ruim de nascença. Tilda Swinton sustenta praticamente o filme nas costas, não apenas por ser a protagonista, mas porque parecia determinada a dar o melhor de si - não é à toa que tem conquistado a todos pela sua belíssima performance como Eva Katchadourian. Difícil apontar uma cena de destaque, já que em todas a atriz está excepcionalmente bela, decerto num de seus melhores trabalhos artísticos que, indubitavelmente, deve lhe render alguns prêmios. O filme só não é uma maravilha nas atuações porque John C. Reilly realmente não ajuda. Sua interpretação como Franklin, o pai de Kevin, deveria nos fazer compreender que o filho realmente se porta de modos diferentes com o pai e com a mãe. Mas a figura de Reilly em cena faz com que o associemos a esses pais bobões que acham tudo bonito e que só defendem as criancinhas, e não como o pai que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;verdadeiramente vê no filho uma criança amável porque a criança é, sob sua perspectiva, adorável&lt;/i&gt;. Esse é um problema, porque quando contracena com Swinton, parece que a personagem dela é tosca e problemática e não que ela percebe haver um erro no Kevin, que, como percebemos, em ironia máxima com o título, nunca é o foco de nenhuma conversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Honestamente, acredito que esse filme foi uma das mais agradáveis surpresas do ano. Para mim, dificilmente outra atriz conseguirá se equiparar ou superar a maravilhosa performance de Tilda Swinton bem como poucos filmes apresentaram abordagem tão sincera quanto essa. Mesmo que a falta de linearidade do roteiro seja um problema - seria bem mais interessante ver começo, meio e fim, a fim de evitar rodeios desnecessários -, essa produção se revela um filme forte, que não se restringe a um bom aspecto técnico ou artístico, mas que se expande e oferece ao espectador quase duas horas de um deleite bastante tenso. Ao final, a pergunta que fica é: adiantaria se tivessem conversado sobre Kevin?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-1122419437243660589?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/1122419437243660589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=1122419437243660589&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/1122419437243660589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/1122419437243660589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/precisamos-falar-sobre-kevin.html' title='Precisamos Falar sobre Kevin'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-y5fO_xwmDO0/Tu_oPFr_y3I/AAAAAAAABe8/Wa7-z1fOMhY/s72-c/precisamos-falar-sobre-kevin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-6312161610752928411</id><published>2011-12-22T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-22T00:00:07.281-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Mães e filhos: uma relação de conflito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Convidei há algum tempo o Darlan para que escrevesse para o blog um artigo que abordasse as relações conflituosas entre mães e filhos - um tema que vem sendo abordado tanto no cinema quanto na literatura há bastante tempo. O seu corpus se dá pelos títulos cinematográficos "Sonata de Outono", "Gente como a Gente", "Preciosa" e, no campo literário, pelo título "Electra". Aproveitando também, esse texto serve como introdução à próxima resenha, "Precisamos Falar sobre Kevin". Gostaria de agradecer ao Darlan por ter aceitado participar e pelo belo texto que escreveu, além de já informar que ele decerto será convidado outras vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;por Darlan Xavier Nascimento&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;   &lt;o:AllowPNG/&gt;   &lt;o:TargetScreenSize&gt;1024x768&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Quando fui convidado a escrever um artigo para o blog Literatura e Cinema, achei que era sarcasmo do dono do blog, pois, me conhecendo, sabia dos problemas familiares pelos quais já passei, por diversas razões. Um tema como “mães e filhos em conflitos” me vem à mente sempre que me lembro do que já vivi (é importante ressaltar que uso o verbo no pretérito). Hoje em dia, tenho uma relação maravilhosa com minha mãe. Ela é bróder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GlU5p_xEFPQ/Tu_wj2bNDuI/AAAAAAAABgE/HZ6tIpue6JM/s1600/sonata-de-outono-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-GlU5p_xEFPQ/Tu_wj2bNDuI/AAAAAAAABgE/HZ6tIpue6JM/s1600/sonata-de-outono-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Ingrid Bergman: uma mãe incapaz de notar as próprias filhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;Interessantes sugestões de obras para comentar foram as que recebi, pois, em cada uma, vemos uma faceta diferente desse estereotipão que existe acerca das mães. Muito se fala sobre o sentimento maternal que a mulher desenvolve ao descobrir que está em gestação. O tema da dissertação de mestrado de Caroline Rossato Pereira (2006), da UFRGS, foi exatamente uma análise sobre as impressões do relacionamento mãe-filho durante a gravidez, e ela chegou à conclusão de que a gestação “&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;[...] traz às mães a necessidade de uma redefinição em seu papel.” (PEREIRA, 2006). Esse, definitivamente, não é o caso de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sonata de outono&lt;/i&gt;, filme bergmaniano de 1978, que mostra o frágil relacionamento entre a renomada pianista Charlotte Andergast (Ingrid Bergman) e sua filha Eva (Liv Ullmann), que toma também as dores da irmã portadora de necessidades especiais Helena (Anna Lena Nyman). Charlotte nunca esteve presente na vida das filhas, por conta das inúmeras viagens de trabalho. Não houve redefinição de sua vida profissional em detrimento das filhas, o que, de certa forma, influenciou a personalidade de Eva (timidíssima). Mas, ao longo do filme, percebemos que a timidez não passa de máscara para ressentimentos relacionados a esse distanciamento. A cena mais forte do filme é a lavagem de roupa suja entre Eva e Charlotte, em que todas as mágoas são desengolidas para grande clareza dos fatos. O ar de sofrimento parece ser reforçado pela fonética da língua sueca (idioma do filme), que, cheia de tepes e sons guturais, forma o que nós diríamos ser uma língua agressiva (assim como o alemão...). O choro quase contido de Eva misturado com tais sons cria um ambiente desesperador. Filme difícil de engolir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PVfCkEuFO1k/Tu_wiD08G0I/AAAAAAAABf8/CJ2X3SYJnYo/s1600/preciosa-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-PVfCkEuFO1k/Tu_wiD08G0I/AAAAAAAABf8/CJ2X3SYJnYo/s1600/preciosa-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mo'Nique: a mãe-monstro, que, por ciúmes, odiava a filha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;E quando penso em como é difícil a vida de Eva, me vem à cabeça o segundo filme da lista: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Preciosa: uma história de esperança&lt;/i&gt; (2009). Claireece Preciosa (Gabourey Sidibé) tem a vida – com perdão da palavra – mais fodida que posso imaginar: além de ser analfabeta, pobre, negra e obesa (o que provoca sua marginalização na sociedade norte-americana), Preciosa é uma adolescente grávida do segundo filho (ambos oriundos de relações forçosas com seu pai!). Como se não bastasse só (?) isso, o relacionamento dela com a mãe Mary (Mo’Nique) é completamente conturbado. A mãe odeia a filha por ciúmes, já que o pai só trepa com a filha. Assim como em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sonata de outono&lt;/i&gt;, a parte mais emocionante do filme é a revelação, a exposição dos sentimentos. Mas aqui a protagonista é a mãe – e não a filha –, o que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2010 para Mo’Nique. Aqui aparece um segundo tipo de mãe: aquela que prova o determinismo: o ambiente denegrido (para ser eufêmico) determina essa relação mãe-filha, sujeita a atritos constantes pelo inconformismo socioeconômico. Os únicos momentos felizes de Preciosa são os de sua própria ilusão, quando ela se vê no lugar de mulheres de sucesso, mas essa válvula de escape não se sobrepõe, infelizmente, à realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y3QQEgGDL4I/Tu_wlYVQz3I/AAAAAAAABgM/94Fn4aewlpc/s1600/gente-como-a-gente-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-y3QQEgGDL4I/Tu_wlYVQz3I/AAAAAAAABgM/94Fn4aewlpc/s1600/gente-como-a-gente-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Mary Tyler Moore: uma mãe que só conseguiu amar ao filho mais velho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;O terceiro tipo de mãe que entra em foco agora é aquela que culpa o filho pela ruína da família, e é o caso de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Gente como a gente &lt;/i&gt;(1980), cujo nome original é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ordinary people&lt;/i&gt;, mostrando que isso pode acontecer a qualquer instante com qualquer família. Conrad Jarrett (Timothy Hutton) se diz culpado pela morte do irmão e tem de ser submetido a terapia para conseguir lidar com a situação. Isso não é explícito, mas percebe-se que a mãe Beth (Mary Tyler Moore) preferia o filho falecido, e, para ela, é difícil ter de suportar a morte de seu ente querido além dos problemas psicológicos do outro (não se sabe se ele foi realmente culpado pelo acidente que matou o irmão).&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt; &lt;/span&gt;A preferência pelo primogênito remonta à época do Antigo Egito, em que a décima praga era exatamente a morte do filho homem mais velho de cada família. Falando psicologicamente, Keller e Zach (2002) sugerem que exista essa diferenciação entre primogênitos e os outros filhos como forma de atribuição de status social. Além disso, eles inferem que isso exista como forma de investimento dos pais, para que pelo menos um dos filhos da prole tenha sucesso e dê prosseguimento à linhagem familiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7jtjPTY-CJc/Tu_yjRWs62I/AAAAAAAABgU/YigfudCHkus/s1600/clytemnestra1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-7jtjPTY-CJc/Tu_yjRWs62I/AAAAAAAABgU/YigfudCHkus/s1600/clytemnestra1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;A morte de Clitemnestra, a pedido de Medeia, sua filha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;A quarta obra a ser analisada é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Electra &lt;/i&gt;(século V a.C.), também vista pela ótica psicanalítica: o termo “complexo de Electra”, colocado em voga por Karl Jung e baseado nessa peça teatral de Sófocles, representa a relação mãe-filha em que há uma identificação tão grande que, mesmo que inconscientemente, a filha tem a tendência a querer destruir a mãe para poder possuir o pai para si. E esse é mais ou menos o resumo da história: Electra convence Orestes, seu irmão, a matar a mãe (Clitemnestra), para vingar a morte do pai (Agamênon). Paira aí a dúvida: por que tanta revolta pela morte do pai? Seria por puro sentimento filial, ou seria já um estágio mais avançado de amor? Esse tipo de relação entre mãe e filha atinge o limiar da doença e da demência afetiva, idiossincrasia do drama grego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt;"&gt;O que se nota, de maneira geral, é que cada caso é um caso. Apesar de influências externas (cultura, socioeconomia) serem relevantes na construção da família enquanto instituição que compõe a sociedade, as internas (presença de pai ou não, por exemplo) empregam mais ênfase. Claro que todas as histórias citadas são meros exemplos, mas formam o estereótipo mais genérico – e cruel – sobre a relação entre mães e filhos: a exacerbação do sentimento. Agora, se essa explosão sentimental é positiva ou negativa, a visão que um tem do outro determina.&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-6312161610752928411?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/6312161610752928411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=6312161610752928411&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6312161610752928411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6312161610752928411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/maes-e-filhos-uma-relacao-de-conflito.html' title='Mães e filhos: uma relação de conflito'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GlU5p_xEFPQ/Tu_wj2bNDuI/AAAAAAAABgE/HZ6tIpue6JM/s72-c/sonata-de-outono-cena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3318623641498805292</id><published>2011-12-20T00:00:00.003-02:00</published><updated>2011-12-21T05:26:11.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>A Pele que Habito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z9RXnyjfU04/Tu_ltvfloHI/AAAAAAAABec/qZ_qebO9sF4/s1600/pele_que_habito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z9RXnyjfU04/Tu_ltvfloHI/AAAAAAAABec/qZ_qebO9sF4/s320/pele_que_habito.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #073763;"&gt;La Piel que Habito. Espanha, 2011, 115 minutos, thriller. Diretor: Pedro Almodóvar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quando todos elogiavam sem parar o filme, duvidei de sua qualidade aparentemente inquestionável. Ao vê-lo, concluí tratar-se de uma das melhores obras do Almodóvar!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #073763; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Sou fã de Almodóvar e usualmente encontro em suas obras um deleite magnífico, seja num roteiro excelente que trabalha o psicológico dos personagens, seja em sua direção não-conservadora e bastante ousada. Vemos temas bastante delicados em suas obras, como incesto, estupro, adultério - mas, honestamente, penso que seja com &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;La Piel que Habito&lt;/i&gt; que Almodóvar trouxe a sua maior polêmica. A obra não-linear nos apresenta um médico-cirurgião que se encontra obcecado por sua magnífica pesquisa: uma pele resistente que substitui - ou melhor, se sobrepõem - a pele verdadeira, possibilitando, como vemos, reconstituições da face ou, ainda, modificação dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Acredito que será difícil discorrer acerca do roteiro, porque muito do filme se constrói e ele todo é o seu próprio mote. Assim, é difícil apontar partes “essenciais” dele sem dar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;spoilers&lt;/i&gt;, mas adianto desde já que é inevitável não revelar detalhes reveladores do filme - se você ainda não viu, recomendo não continuar a leitura. Pois bem, a primeira meia hora do filme é justamente aquela na qual se verifica a semente da dúvida que nos é implantada: parece que tudo o que está ali está deveras concluso e não há o que acrescentar, assim, ao término do primeiro quarto de filme, ficamos pensando no que virá a seguir e quais novas informações serão acrescentadas àquilo que já vimos. Basicamente, temos conhecimento de que o Dr. Robert mantém uma garota em cativeiro, embora a relação deles não seja exatamente a de carcereiro e prisioneiro. A curiosidade do espectador é causada justamente por essa dubiedade na relação dos dois e, ainda, pela presença curiosa de Marília, a governanta da casa, que, lá pelos trinta minutos, confessa à Vera, a encarcerada, um pouco da história de Robert e o porquê de ela, Vera, ter sido confundida com Gal, a esposa falecida do médico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LMdHTdnFemk/Tu_lrHucplI/AAAAAAAABeM/aV5s2djIwdA/s1600/pele-que-habito-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-LMdHTdnFemk/Tu_lrHucplI/AAAAAAAABeM/aV5s2djIwdA/s1600/pele-que-habito-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Vera e Robert, perto do clímax final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A mistura de flashback com o ar de mistério da narrativa da governanta estende a curiosidade de Vera ao espectador. Somos, naquele momento, todos ouvintes atentos do que a senhora tem a dizer. Num corte, finda-se o “primeiro ato” e somos levados ao passado, seis anos antes da narrativa que dá início ao filme e seis anos depois da morte de Gal, a esposa de Robert. Lá conhecemos um evento que transtornou Norma, filha de Robert, levando-a à morte por suicídio e fazendo com que Robert se encontra, por fim, na decisão que o levaria a extremos e a qual Vera está relacionada. Confesso que achei os trinta primeiros minutos bastantes mornos e prolongados, embora, obviamente, houvesse aquela característica almodovariana que prende o espectador ao que está sendo narrado. Não fosse também o charme de Antonio Banderas, eu teria achado o prólogo bastante comum - algo que definitivamente não combina com o diretor. Então, o novo ato trás consigo uma amostra valente de perspectivas: primeiro vemos o pensamento de Robert acerca da situação, depois vemos o que verdadeiramente aconteceu (algo semelhante acontece em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Atonement&lt;/i&gt;). Daí pra frente a história deslancha e conhecemos por fim o homem sem escrúpulos que o médico é e o seu plano de vingança, que, como veremos, se encerra muito shakespeariano (quem conhece as pessoas desse autor sabe do que eu falo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Honestamente, a sua vingança é, a meu ver, um das mais geniais já realizadas. A transformação de Vicente, o suposto estuprador de sua filha, em Vera é um dos argumentos mais assustadores e mais bem trabalhados que eu já vi em cena. Interessante também notar que há aqui um jogo de verdades que frustram e amedrontam o espectador: Vicente não estuprou Norma, filha de Robert, logo não cabia que fosse punido por esse crime, já que ele não chegou a acontecer; por outro lado, Vicente é a pessoa que causou o distúrbio em Norma, fazendo-a achar que seu pai (que a encontrou inconsciente) fosse seu agressor. Assim, ainda que responsável por algo, não era responsável por tudo pelo que Robert o acusava - mas, afinal, foi ele que indiretamente levou a garota à morte, então, sob a perspectiva de Robert, nada mais justo do que ele se transformar numa garota. Assim que o espectador descobre qual é a cirurgia realizada em Vicente, tudo vem à tona de modo intragável - constatamos, pois, que Vera é na verdade Vicente e que ela própria já não se vê como homem devido aos seis anos que passou enfurnada na casa do cirurgião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XpLLzm3s5hY/Tu_lsiC7nQI/AAAAAAAABeU/7jmcVHdNUC4/s1600/pele-que-habito-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-XpLLzm3s5hY/Tu_lsiC7nQI/AAAAAAAABeU/7jmcVHdNUC4/s1600/pele-que-habito-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Um dos momentos mais importantes do primeiro ato do filme: o Tigre, antes de descobrir Vera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Se o roteiro tem sua primeira meia hora bastante morna, a direção de Almodóvar e os atores fazem questão de suprir a carência do argumento fílmico. Em pouco tempo, as atuações se tornam ainda mais notáveis, principalmente a de Jan Cornet e Elena Anaya, que parecem bem mostrar os dois lados da moeda: o medo que de tão imenso chega a ser impassível de expressão e o acatamento inevitável. Ambos trazem interpretações seguras, sem cacoetes, muito densas e próprias - já não estivessem as temporadas de premiações tão fechadas como aparentemente estão, eu acredito haver um espaço pelo menos para ela. Banderas traz consigo um charme e segurança em cena bem mais maduros - inevitável não se surpreender com sua voz firme, sua postura cênica marcante. Se fosse isso uma peça teatral, mesmo ele longe da ribalta, ainda o veríamos viril, tão potente é sua atuação aqui. E Almodóvar conseguiu me seduzir com o charme tenebroso do seu filme, de uma história de desejo às avessas - é quase penumbroso o caminhar de Vicente até transformar em Vera e ainda mais penumbroso o relacionamento que se estabelece entre ela e Robert: vemos quase uma síndrome de Estocolmo, mas, a somar mais suspense, verificamos não sê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quando todos comentavam a maravilha desse filme, eu suspeitei. Se todos falam muito bem, ou é um filme grandioso ou é loucura massificada. E curiosamente me deparei com um filme verdadeiramente bom, que impressiona e choca paralelamente, dada a sua composição cheia de qualidade. Essa obra de Almodóvar é um exercício de cinema - um produção para não ser esquecida e para ser revista várias vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-3318623641498805292?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/3318623641498805292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=3318623641498805292&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3318623641498805292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3318623641498805292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/pele-que-habito.html' title='A Pele que Habito'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z9RXnyjfU04/Tu_ltvfloHI/AAAAAAAABec/qZ_qebO9sF4/s72-c/pele_que_habito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4390077086301382006</id><published>2011-12-18T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-18T00:00:00.448-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Professora sem Classe</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pmTEc-FpqaE/TuXCX4a8SEI/AAAAAAAABeE/AZXYaDEG9tk/s1600/professora-sem-classe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-pmTEc-FpqaE/TuXCX4a8SEI/AAAAAAAABeE/AZXYaDEG9tk/s320/professora-sem-classe.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Bad Teacher. EUA, 2011, 92 minutos, comédia. Diretor: Jake Kasdam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Confesso que o filme é mesmo um lixo, mas não nego minha simpatia por Cameron Diaz nem deixo de confessar que me diverti enquanto o via – enfim, para mim, foi um passatempo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Que Cameron Diaz é uma atriz duvidosa ninguém duvida e poucos contestam com bons argumentos essa suposição. Seu histórico tem alguns filmes interessantes, alguns engraçadinhos, mas muitos deles são verdadeiras bombas de má qualidade e pedância, como é o caso de “Tudo para Ficar com Ele” (2002) e as duas adaptações cinematográficas de “As Panteras”. Mas, mesmo assim, ela conquistou minha simpatia e ela consegue me fazer rir, mesmo que seja em situações descabidamente ofensivas à inteligência – assim, não recuso ver um filme com ela. E foi justamente por isso que resolvi encarar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Bad Teacher&lt;/i&gt;, lançado esse ano e que conta, além da Diaz e Jason Segel (de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“&lt;/i&gt;Ligeiramente Grávidos”), também com Justin Timberlake, que tem definitivamente estendido sua carreira às telas, não apenas aos palcos e álbuns musicais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Cameron Diaz é Elizabeth Halsey, uma professora sem nenhum talento que realmente não tem interesse em estar na sala de aula. Lecionar, para ela, é uma ocupação secundária, já que sua prioridade é casar-se com um homem que banque seus gastos. Com o fim do noivado, ela é obrigada a retomar as aulas e seguir como professora – até conhecer Scott Delacorte, um professor substituto que possui uma grande herança pela qual Elizabeth se interessa. Aí tudo desanda quando ela se dedica exclusivamente a persegui-lo enquanto perturba as vidas de Russel, professor de Ed. Física, e Amy, professora que segue a linha-dura de ensino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XgBJmonvG9A/TuXCWK6-9tI/AAAAAAAABd8/yirXZF6r-RQ/s1600/professora-sem-classe-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-XgBJmonvG9A/TuXCWK6-9tI/AAAAAAAABd8/yirXZF6r-RQ/s1600/professora-sem-classe-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Justin e Cameron, o suposto casal engraçado da trama.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Honestamente, o roteiro é bem ruim e todas as cenas tendem a um humor vulgar. Ao longo do enredo, vemos cenas bastante escrotas e situações que realmente não significam muito. Destaque para os diálogos forçados, muito palavrão que nem mesmo dentro das situações é engraçado e, ainda, uma péssima participação de Justin Timberlake. Mas, ainda assim, acho que o filme consegue se segurar e entreter aqueles que estão abertos para o entretenimento vil que essa produção oferece. A personagem de Cameron Diaz é verdadeiramente mal construída, não sabemos nada de sua vida além de algumas coisas básicas: ela quer se casar com um cara de dinheiro, quer peitos novos e está disposta a tudo para conseguir a quantia necessária para implantar sua próteses de silicone. Desde o começo percebemos que ela realmente não nasceu para o magistério – estar em sala de aula é um verdadeiro erro, mas mesmo assim, sendo isso que ela tem pra fazer, é isso que ela faz. Logo nas primeiras cenas já vemos a sua reação diante dos alunos: ela definitivamente se mantém alheia a eles e quando se direciona a eles é para maltratá-los de alguma forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Percebemos dois momentos bem distintos dela: primeiro, quando simplesmente os trata como lixo, e depois, quando descobre existir um bônus para o professor cuja classe atingir a maior média nos exames estaduais. Vemos que há ali alguma capacidade de lecionar, mas, evidentemente, está obstruída por sua vontade egoísta de aumentar os peitos. Adoro especialmente dois momentos: aquele em que seu companheiro de apartamento pergunta se ela não saíra para comemorar com as outras enfermeiras (evidenciando que ele nem sequer sabe qual a profissão da pessoa com quem divide a casa – aliás, a reação de Elizabeth à pergunta dele é ótima!) e quando ela decide entregar as provas aos alunos que, contrariamente às expectativas dela, não apresentaram resultado alto nas avaliações. Isso, evidentemente, para não comentar sobre as cenas do lava-rápido organizado pelos alunos para arrecadar dinheiro – é tão absurda a cena que honestamente chega a ser engraçada. Adoro quando usam da sensualidade para criticá-la, como acontece aqui e também em “A Mulher Invisível”, filme nacional com Selton Melo e Luana Piovani.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cljaeEl0_LY/TuXCUFHQZZI/AAAAAAAABd0/9zVIzsPqyss/s1600/professora-sem-classe-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-cljaeEl0_LY/TuXCUFHQZZI/AAAAAAAABd0/9zVIzsPqyss/s1600/professora-sem-classe-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;ELizabeth Halsey aplicando um de seus métodos pouco ortodoxos com seus alunos - se errar, leva bolada!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Esqueçam qualquer tipo de qualidade, porque o que tem aqui é mesmo o deboche. Sim, é o filme debochado e ele não pretende ser nada além disso. Cameron Diaz também sabe que ela e o cinema não são verdadeiros amigos e que ele lhe proporcionou os momentos mais ridículos em cena e é justamente por isso que ela já não se ocupa em faz “grandes produções” – ela está aí, debochando também com personagens que não querem dizer nada e que são superficiais e, justamente assim, passíveis de serem interpretas por ela. Não é nenhum grande filme, não esperem isso – muitos de vocês nem sequer vão rir, outros, como eu, que são fãs do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;guilty-pleasure&lt;/i&gt; que a Cameron Diaz é, vão dar algumas risadas, principalmente com as reações absurdas dela às coisas. Tudo bem que Justin ferra o filme e ele participa de uma das cenas mais ridículas que eu já vi no cinema – que é aquele sexo com roupas –, mas ele também já mostrou que tem um talentinho (como foi visto em “A Rede Social” e “O Preço do Amanhã”), então eu desconto isso dessa péssima interpretação e maneiro nas minhas críticas, já que sua atuação que não quer dizer nada está num filme que não quer dizer nada. Dá pra rir. Às vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4390077086301382006?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4390077086301382006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4390077086301382006&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4390077086301382006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4390077086301382006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/professora-sem-classe.html' title='Professora sem Classe'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pmTEc-FpqaE/TuXCX4a8SEI/AAAAAAAABeE/AZXYaDEG9tk/s72-c/professora-sem-classe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4976891253200864120</id><published>2011-12-16T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-16T00:00:03.044-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Qualquer Gato Vira-lata</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fLfR0iFMCRk/TuXBG90YdwI/AAAAAAAABdk/-WXqFbvx0Ts/s1600/qualquer-gato-viralata.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-fLfR0iFMCRk/TuXBG90YdwI/AAAAAAAABdk/-WXqFbvx0Ts/s320/qualquer-gato-viralata.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: magenta; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brasil, 2011, 91 minutos, comédia. Diretores: Daniela de Carlo e Tomas Portella.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: magenta; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Trata-se não apenas do pior filme brasileiro a que eu já assisti, mas também do pior filme a que eu já assisti – insuportável demais. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Para quem conhece um pouco da dramaturgia nacional, sabe que “Qualquer Gato Vira-lata Tem uma Vida Sexual mais Sadia do que a Nossa” é uma das peças teatrais de maior sucesso. A peça produzida por Juca de Oliveira ficou cerca de 4 anos em cartaz, entre 1998 e 2002, e levou inúmeros espectadores a ver as apresentações. A adaptação dessa peça aconteceu e foi transposta para as telas do cinema e a defesa dos personagens centrais ficou por conta de Cléo Pires, Malvino Salvador e Dudu Azevedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Tati acabou de levar um pé na bunda do namorado (Azevedo) no dia do aniversário dele sob alegações dele de que não era romântica e que era invasiva demais. Abalada e sem saber como reagir a isso, ela acaba encontrando por acaso um professor de biologia (Salvador) que diz que as relações amorosas seriam mais sadias se as mulheres agissem como são programadas para agir: simplesmente esperando o homem “atacar”, já que essa é a função biológica natural deles. Assim, mesmo oposta a esse pensamento, a garota decide tornar cobaia de um teste que provaria na prática a veracidade da tese defendida pelo professor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Khb9fzmyqwE/TuXBjQtEAfI/AAAAAAAABds/n7OczLrr3BE/s1600/qualquer-gato-viralata-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Khb9fzmyqwE/TuXBjQtEAfI/AAAAAAAABds/n7OczLrr3BE/s1600/qualquer-gato-viralata-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Malvino, Cleo e Dudu numa das cenas mais toscas do filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Ainda que eu tenha tentado melhor um pouco o mote ridículo desse filme, eu acho que realmente não consegui mostrar com eficiência o quanto é medíocre todo o alicerce da história. Não sei o quanto da peça de Juca de Oliveira está presente nesse filme, mas, se esse filme patético conquistou fãs, não me surpreende mesmo que um milhão de pessoas tenha ido ao teatro para assistir a esse lixo de proposta de dramaturgia. Imagino – e espero! – que a peça tenha se direcionado por outros caminhos, porque esse filme é verdadeiramente a pior coisa que eu já vi na minha vida. Não sei bem de onde veio a necessidade de quatro mãos para escrever esse roteiro quando apenas uma – sim, de um roteirista maneta – seria necessária para redigir um texto tão ínfimo em qualidade. Tudo o que vemos aqui é extremamente óbvio e nada é verdadeira surpreendente. Aliás, se torna um postulado que o filme será um desastre já nos primeiros vinte minutos, mas mesmo assim tive alguma esperança de que houvesse uma pequena estabilidade na qualidade, mas essa estabilidade só se verifica na quantidade imensa de sequências ofensivas a que assistimos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Penso que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ofensivo&lt;/i&gt; seja uma palavra que resuma bem esse filme. Ele é tão medíocre que ofende, agride a inteligência do espectador quando nos oferece personagens tão limitados. O que é aquela Tati, meu Deus? Ela reclama da teoria machista de Conrado, mas ela é a criatura mais medonha que existe – corre atrás do namorado como se ele fosse o único motivo possível para se existir. E é curioso que ela chora por homem do começo ao final do filme, em momento nenhum ela para – se não é por Marcelo, que é um escroto, é por Conrado, que é um bocó. Acho que o termo “bocó” jamais coube também a um ser quanto cabe a Conrado – nem vou me estender nesse personagem, porque realmente não há muito que dizer, de tão insignificante que ele é. Marcelo, por sua vez, é um personagem acéfalo, que somente passeia pela película para mostrar seus músculos, uma dança incoerente para uma boate e, lógico, a incapacidade de Dudu Azevedo para a atuação. Aliás, as cenas que comportam Marcelo e seu excelente amigo Magrão são as piores, já que eles realmente representam o que há de pior nas atitudes masculinas: são personagens tão incomensuravelmente estereotipados que incomodam verdadeiramente – Magrão então só serve para fazer gestos vulgares, simulando sexo com as mãos e boca, terrível!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--8WTulZlBvI/TuXBEBvRO3I/AAAAAAAABdc/Vw2kMceSqQM/s1600/qualquer-gato-viralata-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/--8WTulZlBvI/TuXBEBvRO3I/AAAAAAAABdc/Vw2kMceSqQM/s1600/qualquer-gato-viralata-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Nem mesmo o momento catártico é funcional nesse filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não sei exatamente o que se pode esperar dos atores – aliás, alguém pode explicar qual a função de Rita Guedes na história? –, já que a direção é verdadeiramente tenebrosa. Como poderiam os atores trabalhar eficientemente se não houver alguém com olhos críticos para lhes guiar? Nem Daniela nem Tomas puderam notar erros crassos nas atuações cheias de cacoetes dos atores, aí se vê um defeito imenso na direção. Não entendo, aliás, como eles puderam ceder à obviedade de todo o filme – nenhuma cena ali parece condizente com cérebro. Simples assim: são cenas tão estúpidas e mínimas que qualquer criança perceberia a ineficiência delas. O encadeamento das cenas é extremamente chato, porque parece que sempre vamos ver algo que já vimos e é exatamente isso acontece, porque toda a história se constrói numa previsibilidade bruta e incômoda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;O filme consegue ser tão desequilibrado no que quer mostrar que Conrado, por exemplo, só fica extremamente irritado quando Marcelo deduz que ele ainda não pegou Tati porque ele é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;viado&lt;/i&gt;. Eis o momento de irritação máxima do personagem, só para que tenhamos uma noção do quão interessantes são esses personagens a cuja vida assistimos por uma hora e meia. As diversas caretas de Cléo Pires também não ajudam. Me pergunto onde está a atriz responsável pela criação da maravilhosa Lurdinha, de “América”, aquela que dava em cima do Glauco (Edson Celurari). Se lá em 2005 e em alguns momentos da teledramaturgia essa atriz estava bem, aqui ela se mostra sofrível – o que é uma pena, porque já a vimos bem mais atenciosa à sua personagem, como no filme “Benjamin”, baseado no romance do Chico Buarque. Para mim, a maior surpresa negativa foi realmente ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Se chegaram até aqui, devem saber que eu achei esse filme um verdadeiro lixo. Produção que não serve nem mesmo para se mostrar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;como não fazer um filme&lt;/i&gt;. E eu achei que eu jamais veria filmes piores do que “O Sacrifício do Mal” ou “Terra Rasa”, duas produções coincidentemente do gênero terror, mas vi nessa comédia nacional uma verdadeira ameaça à inteligência, um exercício de retrocesso e o mais triste é saber que muitos vão simplesmente ignorar todo o conteúdo descabido desse filme e disseminá-lo como um “filme que diverte se você não se ativer aos defeitos” – definitivamente não é um filme que pode ser &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;engraçadinho&lt;/i&gt;: é um filme de roteiro todo construído em erro, de atuações pífias, de direção parca, de edição medíocre, de trilha sonora incômoda (o que é aquela música chata que toca na balada). Enfim, uma bosta, uma grande bosta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4976891253200864120?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4976891253200864120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4976891253200864120&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4976891253200864120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4976891253200864120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/qualquer-gato-vira-lata.html' title='Qualquer Gato Vira-lata'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fLfR0iFMCRk/TuXBG90YdwI/AAAAAAAABdk/-WXqFbvx0Ts/s72-c/qualquer-gato-viralata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-2814475463119696480</id><published>2011-12-14T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-12-15T21:50:42.321-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Premonição 5</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--S74jNUgYM4/TtvVb6e7LoI/AAAAAAAABbE/cMwy0RKb8wQ/s1600/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/--S74jNUgYM4/TtvVb6e7LoI/AAAAAAAABbE/cMwy0RKb8wQ/s320/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Final Destination 5. EUA, 2011, 92 minutos, terror. Diretor: Steve Quale.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #073763;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mais uma continuação desnecessária. O único aspecto verdadeiramente positivo desse filme é o seu final, que realmente surpreende o espectador - mas só o final faz valer a pena?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Em 2000, fomos apresentados à histórias de jovens que, tendo sido alertados por um rapaz que teve uma premonição, saem de um avião que, momentos depois, explode, vitimando todos os que estavam lá dentro. A parte boa: os que saíram se salvaram. A parte ruim: como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;deveriam&lt;/i&gt; ter morrido e escaparam, a morte - aqui representada abstratamente - se ocupa de corrigir o curso natural das coisas, impedindo que esses sobreviventes perturbem ainda mais o trajeto esquemático das mortes. Em 2003, na primeira continuação, vemos a mesma história, mas as pessoas dessa vez sobrevivem a um acidente na estrada e elas estão diretamente relacionadas às pessoas do primeiro filme. Em 2006, a mesma história, mas o acidente é numa montanha-russa; em 2009, de novo, desta vez num estádio de corrida de carros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sMuiVnLOSWM/TtvVawPNV4I/AAAAAAAABa8/S-BXitw06RM/s1600/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-sMuiVnLOSWM/TtvVawPNV4I/AAAAAAAABa8/S-BXitw06RM/s1600/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Os personagens arquetípicos que se nos apresentam ao longo do filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Em 2011, onze anos e três continuações depois do primeiro filme, somos apresentados à história de um grupo de jovens que escapa de um acidente numa ponte que, tendo entrado em ressonância (para os que não conhecem o fenômeno, recomendo que procurem vídeos no youtube sobre o acidente com a Ponte de Tacoma), resulta em colapso matando inúmeros trabalhos e transeuntes. O protagonista dessa obra é Sam, um garoto que trabalha num restaurante e que recebe o convite para ir trabalhar como estagiário em Paris, mas que se vê em dúvida entre aceitar ou não a oferta, principalmente por causa do seu envolvimento com Molly, sua namorada, que acredita que eles não estão passando por uma boa fase no relacionamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Vemos aqui, no que tange ao relacionamento, proximidade do que vemos no filme original. Enquanto o romance de Alex Browning (Devon Sawa) e Clear Rivers (Ali Larter) se constrói gradualmente a partir do momento em que os rapazes têm a premonição, registrando a diferença de que Sam e Molly já estavam enamorados enquanto Alex e Clear não. A somar, há diversas outras semelhanças entre os personagens, os quais eram extremamente eficientes no primeiro filme e razoavelmente interessantes no segundo filme, mas que a partir de então tornaram-se simplesmente arquétipos mal elaborados e poucos desenvoltos que participam exclusivamente para preencher funções (Propp ia adorar isso!) e depois morrer. O personagem de Peter (Miles Fisher), por exemplo, remete aos revoltados com a morte, incapazes de compreender a situação; Olívia (Jacqueline MacInnes Wood) representa a personagem fútil, extremamente preocupada consigo mesmo, o que rende comentários inoportunos - infelizmente, são todos personagens arquetípicos que não funcionam mais, mas, mesmo assim, continuam reaparecendo nessa trama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WV2hkAzazDc/TtvVZNGZUMI/AAAAAAAABa0/MgsowRqBeQ8/s1600/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-WV2hkAzazDc/TtvVZNGZUMI/AAAAAAAABa0/MgsowRqBeQ8/s1600/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O mocinho e a garota fútil da famosa cena do laser no olho do trailer do filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Se o acidente do primeiro filme é extremamente tenso, causando no espectador um arrepio pelo agouro que o personagem sente e se no segundo a maravilhosa execução do acidente na estrada causa extrema aflição, nesse filme o mesmo está muito longe de acontecer - não quero ser chato, mas os acidentes do primeiro, segundo e terceiro filmes soam plausíveis enquanto os do quarto e quinto soam exagerados. Se já é difícil para o espectador mais atento aos fenômenos físicos acreditar aquele efeito de ressonância de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;dois minutos&lt;/i&gt;, mais difícil deve ser para o espectador que nem entende o porquê de a ponte entrar em colapso. E a cena é chata, sem emoção! Tenho reações mais adversas vendo cães e gatos brigando do que vendo aqueles personagens morrendo - morressem um a um ou todos juntos, eu teria me entretido tanto quanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;[Spoiler] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Se essa produção escorre do começo ao fim regada a momentos bem exagerados e longe do cenário sombrio do primeiro filme (lembram-se de Alex e Clear tentando passar por um cabo energizado?), o seu final é extremamente interessante, fazendo uma conexão direta com os personagens do filme de 2000. É maravilhoso quando Sam e Molly estão no avião que os levará a Paris - isso logo depois de estarem no restaurante MIR&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O81 -&lt;/i&gt; e descobrem-se numa situação de tumulto no avião, devido a um rapaz que teve um sonho de que o avião explodiria e precisou ser removido do avião. Isso mesmo: estamos falando de Alex, do primeiro filme! Isso situa todos os acontecimentos do quinto filme como anteriores ao primeiro, adicionando ainda uma informação interessante: quando for a sua vez de morrer, caso você mate alguém no seu lugar, você assume o tempo de vida da pessoa. Isso me soa furo do roteiro, pois, sendo esse filme anterior aos outros e estando o personagem de Tony Todd nas outras produções (com exceção da quarta), me soa estranho que ele não tenha repetido as informações que deu aqui, mas que tenha acabado por mudá-las. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;[Fim do spoiler]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Com exceção desse final, que é mesmo muito interessante e sugere muitos questionamentos - a destruição do vôo 180 foi, talvez, uma correção das coisas -, o resto do filme é bastante monótono, com cenas bem sem graças e falta de emoção. Para mim, com exceção dos dois primeiros filmes (sem consideração pelo final do segundo, que é ruim), os outros filmes são dispensáveis, então não havia por que esse existir. Mas, uma vez que existe, que entretivesse pelo menos! Ainda bem que só tem 92 minutos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-2814475463119696480?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/2814475463119696480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=2814475463119696480&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2814475463119696480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/2814475463119696480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/premonicao-5.html' title='Premonição 5'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--S74jNUgYM4/TtvVb6e7LoI/AAAAAAAABbE/cMwy0RKb8wQ/s72-c/premoni%25C3%25A7%25C3%25A3o5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-7941357421945601368</id><published>2011-12-12T00:00:00.005-02:00</published><updated>2011-12-12T00:00:00.036-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Assalto ao Banco Central</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FVuQe7YI61o/TuM-7I2ZoJI/AAAAAAAABdM/p6-6nyxtKj4/s1600/assalto-ao-banco-central.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-FVuQe7YI61o/TuM-7I2ZoJI/AAAAAAAABdM/p6-6nyxtKj4/s320/assalto-ao-banco-central.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brasil, 2011, 102 minutos, policial. Diretor: Marcos Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Pode ser exagero meu, mas esse é um dos filmes que mais me impressionaram técnica e artisticamente depois de “Central do Brasil” e “Cidade de Deus” – ou seja: filmaço nacional!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A produção de filmes brasileiros desistiu – ou pelo menos abriu mão – de mostrar pobreza e miséria e polícia enfadonha dominando o morro. Parece que nos últimos anos estamos vendo algo novo: enveredamos para a comédia menos formulaica (o que significa um avanço), estamos nos envolvendo com biografias de figuras importantes para a história nacional e, vez ou outra, acontece uma adaptação da literatura nacional (como é o caso das freqüentes adaptações de peças e textos rodrigueanos) ou de eventos verídicos, como é o caso desse filme, que registra os acontecimentos de 6 de agosto de 2005, quando ocorreu o maior assalto a banco da história brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;É preciso que nos atenhamos a esse pequeno detalhe: embora o filme tome como mote um acontecimento real, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a sua história é fictícia&lt;/i&gt;. Os bandidos jamais foram capturados como o filme mostra nem se teve notícias precisas dos responsáveis pelo segundo maior crime do gênero. Vale lembrar que todo o processo do roubo levou cerca de três meses, tempo necessário para que o bando se reunisse e criasse uma fábrica de grama sintética de fachada numa determinada rua para escavar, a partir dessa empresa, um túnel que os levaria exatamente ao cofre do banco, de onde roubaram cerca de 164 milhões de reais, dos quais apenas 20 milhões foram efetivamente recuperados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jJ1dCvsQdqI/TuM-5OQ-X4I/AAAAAAAABdE/HhIqK3jwJVU/s1600/assalto-ao-banco-central-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-jJ1dCvsQdqI/TuM-5OQ-X4I/AAAAAAAABdE/HhIqK3jwJVU/s1600/assalto-ao-banco-central-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;11 pessoas, 3 meses, 78 metros de túnel, 3,5 toneladas de notas e 164 milhões em notas de R$50. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Uma vez esclarecido isso, podemos partir para a análise do roteiro, que, a meu ver, só por mesclar de modo tão magnificente ficção e realidade, sem que uma perturbe a outra, já merece um imenso elogio. Primeiro somos apresentados ao Barão – o cabeça do bando – e à Carla, sua mulher, e uma das peças fundamentais na trama. Com extrema eficiência e rapidez, somos rapidamente apresentados à formação do grupo e vemos como cada um dos ajudantes é selecionado: um por ser companheiro de longa data do chefe, outro por ser especialista em túneis, um terceiro por ser engenheiro e precisar apontar o melhor caminho pelo qual devem percorrer e assim vai. Agilmente, logo nos primeiros vinte minutos já conhecemos praticamente todo mundo e já conhecemos suas funções e personalidades. Cabe aqui a informação de que o filme foca no drama do acontecimento, não nos problemas pessoais, assim conhecemos as personalidades e passados dos personagens à superfície, sem, porém, torná-los superficiais – e essa é uma característica fundamental pra trama, uma vez que roteiro e direção auxiliam os personagens e conseguem colocar os espectadores dos seus lados em vez de em oposição a eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Outro ponto fundamental da história é a agilidade do plano fragmentado de ação. Se o filme fosse totalmente linear, o espectador poderia ter interesse diminuído pelo fato de saber que os ladrões conseguiriam sair livres, já que, como o fato, a polícia federal não conseguiu prender os responsáveis pelo crime. Assim, a fragmentação da obra, colocando passado, presente e futuro em planos nivelados, faz com que o espectador atente não apenas à execução do plano do roubo, mas também no trabalho da polícia. Que o roubo aconteceu, já sabemos – isso é fato; que a polícia, na ficção do filme, prendeu os bandidos, também sabemos – vemos isso logo. A pergunta que fica é: onde é que eles erraram e onde a polícia acertou? Sabemos, ao concluir o filme, que bandidos e polícia tiveram acertos e erros e, embora para alguns tenha dado errado, para outros tudo sucedeu muito bem. A opção pela mistura dos tempos, colocando-os misturados na disposição do filme cria uma agilidade maior – é um quebra-cabeça que vai sendo montado pelas bordas, o que importa está bem no meio e a informação nucléica vem cada vez mais rápido. Claro que não podemos de modo algum nos esquecermos da edição, que é realmente essencial para o ritmo do filme tampouco devemos deixar de incluir elogios à eficiência do diretor Marcos Paulo, responsável, sobretudo, por grandes títulos da teledramaturgia nacional (foram dirigidas por ele as novelas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Porto dos Milagres, A Indomada&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Beijo do Vampiro&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SnzN3FJseLg/TuM-3sZH1nI/AAAAAAAABc8/H6bqWwF5MYc/s1600/assalto-ao-banco-central-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-SnzN3FJseLg/TuM-3sZH1nI/AAAAAAAABc8/H6bqWwF5MYc/s1600/assalto-ao-banco-central-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Telma, uma das personagens deficientes do roteiro, e Amorim: os responsáveis pela captura dos bandidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Se a situação dos bandidos é bem defendida pelo roteiro e pelos atores, a situação da polícia parece meio bamba. É meio difícil entender o porquê de terem colocado a personagem de Giulia Gam como uma criatura tão descontextualizada ali – não pude compreender a necessidade da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;quase&lt;/i&gt;­-proposta de discussão sobre sua sexualidade bem como não dá pra entender as diversas falas sem sentido. Até mesmo que eu não tenho experiências práticas com análise de material em investigação sei que existem erros que não se cometem, como buscar um quando se pode pegar todos. Essa pequena deficiência – associada a alguns momentos de fraqueza na atuação da atriz – fazem o filme perder um pouco do seu fôlego. Em contrapartida, vemos um Lima Duarte feroz, vívido, muito mais interessante do que em muita novela que ele já fez. Ele realmente me convenceu de que é assim que delegados se portam, é exatamente daquele jeito que eu imagino os oficiais brasileiros agindo: naquela postura, naquele tom de voz. Hermila Guedes, Milhem Cortaz, Eriberto Leão, Gero Camilo e todos os outros atores que estão do “lado negro da força” defendem seus personagens com tanta eficiência que acabam por transcendê-los – inevitável não acreditar neles, são verdadeiramente bandidos dispostos a lutar pelo que querem – e querem muito dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A junção das atuações, roteiro e direção resultam num filme potente e marcante. É mesmo uma obra singela do cinema nacional, mas verdadeiramente forte a ponto de se fazer lembrar. Adoro o modo como tudo vira crítica aqui, seja nas falas do engenheiro – que diz que no Brasil, chega um e faz merda, aí vem outro seis meses depois e faz merda em cima da merda –, no comportamento da polícia, que deveria servir e proteger, mas acaba até mesmo traindo os seus e roubando bandido em função de benefícios pessoais e da ineficiência das investigações, que, como se vê no filme, mesmo conseguindo algumas informações, realmente não chega à profundidade do problema. Tem aqui até mesmo espaço para um pouco de humor, uma participação simpática de Cássio Gabus Mendes e, ainda, uma bela cena de sexo ao som de “Fora de Ordem”, do Caetano Veloso. Acredito, claro, que falte nesse filme a pungência dramática de Fernanda Montenegro em “Central do Brasil” assim como a delicadeza e precisão técnica de “Cidade de Deus” – mas, mesmo assim, acredito ser essa uma das melhores obras nacionais realizadas e que vale a pena ser vista por todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-7941357421945601368?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/7941357421945601368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=7941357421945601368&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/7941357421945601368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/7941357421945601368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/assalto-ao-banco-central.html' title='Assalto ao Banco Central'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FVuQe7YI61o/TuM-7I2ZoJI/AAAAAAAABdM/p6-6nyxtKj4/s72-c/assalto-ao-banco-central.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-7428323527737038505</id><published>2011-12-10T00:00:00.005-02:00</published><updated>2011-12-10T03:42:40.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>A Centopeia Humana 2</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VMAp4GpiUd8/TtvIHZntnYI/AAAAAAAABYs/O2kKtHkcbKE/s1600/centopeia-humana2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-VMAp4GpiUd8/TtvIHZntnYI/AAAAAAAABYs/O2kKtHkcbKE/s320/centopeia-humana2.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;The Human Centipede 2. Holanda, 2011, 88 minutos, terror. Direção: Tom Six.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Essa produção parece ter cruzado a barreira do artístico e, infelizmente, chegou no campo do agressivo-inútil para precisar firmar-se como filme impactante.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quando resenhei &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Human Centipede&lt;/i&gt; aqui, no ano passado, eu havia comentado de que ficara decepcionado com o filme justamente porque ele prometia mais do que cumpria – víamos uma obra que se dizia muito intensa, mas que muito mais sugeria do que mostrava, parecendo haver inconsistência entre os diversos falares dos produtores e aquilo que nos era apresentado. Pois bem, chegou a primeira continuação e com ela muitas novidades – algumas boas e outras um pouco negativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A primeira coisa que me chamou a atenção quanto à nova história é justamente o fato de que ela transforma o primeiro filme em “apenas um filme”. Martin é um rapaz de idade indefinida, com algum tipo de retardo mental, que é apaixonado pelo filme “A Centopeia Humana”, de Tom Six, e que, motivado pelo que ele vê em cena – no caso, a criatura composta de três seres humanos feita por Dr. Heiter, protagonista do filme –, decide criar a sua própria centopéia, mas decide fazê-la com doze indivíduos. Como se vê, parece haver uma notável confluência de dois filmes num só, já que ambos acabam encontrando-se intrinsecamente na diegese, sendo um a extensão do outro. Por exemplo, se o primeiro filme é tratada como um filme na continuação, logo percebemos que seria fundamental que víssemos também aquilo que Martin vê para entender o porquê daquela sua fascinação pela criatura bisonha que ele quer criar. É como se víssemos a apenas um filme e a primeira parte fosse, na verdade, um momento em que nós, juntamente com o personagem da segunda película, acompanha a história. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zYc852-4jzQ/TtvIFOC2qAI/AAAAAAAABYc/zjP2FrQW34A/s1600/centopeia-humana2-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-zYc852-4jzQ/TtvIFOC2qAI/AAAAAAAABYc/zjP2FrQW34A/s1600/centopeia-humana2-cena.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Um personagem silente de expressão aburdamente comuniticativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Isso faz com que nós enxerguemos o exercício magnífico da metalinguagem presente no roteiro escrito por Tom Six e, mais ainda, que possamos compreender os recursos utilizados para justificar essa diferença entre real (segundo filme) e ficção (primeiro filme) – e ainda assim nem mesmo podemos fazer distinções muito precisas, porque há duas cenas nessa segunda obra que nos levam a crer tratar-se também de outro filme, sendo, então, “o filme dentro do filme dentro do filme”, num &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mise em abyme&lt;/i&gt; extremamente intenso. A diferença entre o real e o fictício é feito através da fotografia – uma colorida, no primeiro, e outra em preto e branco, no segundo. Assim, percebemos que os dois filmes já se assumem distintos quanto ao seu plano de realidade. E o diretor e roteirista Tom Six enfatiza que o primeiro trata-se verdadeiramente apenas de um filme, já que Martin inclusive possui um portfólio no qual cola fotos e cenas dos atores do filme, tendo um especial desejo por Ashlyn Yennie, que, aqui, atua como ela mesma, sendo a atriz a quem Martin conseguiu contatar para um novo filme do Tarantino, como forma de atraí-la para ser, por fim, parte de uma centopéia humana de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O roteiro do filme aborda as situações de modo ágil, já que ele não se ocupa em ficar explicando muitas coisas, o que é sensato, pois, quisesse explicar, decerto veríamos explicações fraudulentas que não satisfariam a nossa curiosidade. Assim, é melhor que não saibamos como Martin faz para limpar o estacionamento no qual trabalha ou, ainda, como faz para não se pego por nenhuma das câmeras que vigiam o local. Sem espaço para essas explicações – dando o dever de preencher as lacunas ao espectador – o filme segue em frente, focando-se especialmente em como Martin captura as suas vítimas. Outra qualidade interessantíssima do filme é a composição do personagem Martin, que se trata de uma figura bastante assombrosa não apenas pelo seu comportamento violento e pelo distúrbio mental que lhe faz desejar bizarramente a centopéia, mas também pelo seu comportamento passivo diante de muitas situações, como nas cenas em que o vemos em casa sendo oprimido por uma mãe que lhe odeia. Ainda, tem o simples fato de terem-no caracterizado muito peculiarmente – seus olhos ficam esbugalhados a maior parte do tempo, ele não para de suar e se move mecânica e dificilmente, devido à sua barriga imensa, parece perturbá-lo, já que dificulta o caminhar, e perturba a nós também, justamente por parecer descomunal, acentuando a peculiaridade dele. Destaque especial pelo modo medonho com o qual ele fica passando o dedo na língua, com um desejo asqueroso. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Asco&lt;/i&gt; talvez seja a palavra que melhor defina esse personagem e penso que ele seja um dos que mais me fizeram sentir náuseas – apenas por si próprio e pelo seu comportamento doentio. Não se pode falar sobre Martin e sua mãe sem comentar a respeito da cena interessantíssima que alude à &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Psycho&lt;/i&gt;, de Hitchcock – depois de assassinar sua mãe e destruir a face dela, Martin a coloca à mesa, como se ambos jantassem juntos, e vemo-la em posição semelhante e em ambiência semelhante àquela da cena final do clássico de 1960, quando conhecemos que a mãe de Bates, na verdade, está morta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oh4lNnJJbfI/TtvIGbEk9EI/AAAAAAAABYk/dr9yozRTIVQ/s1600/centopeia-humana2-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-oh4lNnJJbfI/TtvIGbEk9EI/AAAAAAAABYk/dr9yozRTIVQ/s1600/centopeia-humana2-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma câmera teatral que enquadra o médico pedesrasta, a mãe enraivecida e o protagonista louco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Se o roteiro parece lento, mas interessante, até sua primeira metade, ele se torna gradualmente desmotivador à medida que o filme se aproxima daquilo que eu considero ser o seu maior erro: o excesso de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gore&lt;/i&gt;. Tom Six havia prometido e não cumprido em&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; The Human Centipede&lt;/i&gt;; aqui, no entanto, ele cumpre mais do que esperávamos. Eu sou um profundo defensor do cinema agressivo, que mostra cenas sem medo da reação do público, que não se abala pelos espectadores mais frescos que não podem com nada que já sentem o estômago embrulhar. Nessa obra, no entanto, o que vemos é realmente uma quantidade descabida de cenas fortes, que incluem dentes sendo quebrados a martelada, línguas arrancadas, cortes do ligamento do joelho, um parto violento e muito &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mouth to ass&lt;/i&gt; com direito a fezes jorrando. Difícil dizer que se trata apenas de uma obra artística, uma vez que arte busca atrair o público e colocá-lo diante de alguma estesia, fazendo-o refletir de algum modo, e aqui o público mal consegue terminar de assistir ao filme. Em muitos momentos, eu precisei virar o rosto para não ver certas cenas. Podemos, claro, assumir que a violência gráfica seja a principal característica desse filme e não faria sentido reclamar dela, uma vez que o filme foi provavelmente feito para uma parcela pequena da audiência, justamente aquela que não se incomoda com muitas das cenas aqui mostradas – e somente assim eu poderia dizer que Tom Six há de ser provavelmente um dos nomes mais potentes desse novo cinema de horror em que o narrar e o chocar são intrínsecos e, por si sós, extremamente violentos. Caso tenham pretendido atingir todo o público fã do gênero, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gore&lt;/i&gt; excessivo pode prejudicar, até porque é difícil agüentar tanto sangue e tantos closes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A meu ver, esse filme procura mais chocar do que narrar, pois, realmente, muito do que vemos poderia ser omitido, principalmente porque já vimos uma vez pelo menos. A repetição de muitas cenas sanguinárias me fez crer que isso tudo tem a ver com a questão de firmar-se como um filme impactante, que choca o público, muito mais do que narrar – o que vinha sendo feito muito bem até o segundo terço do filme. Um pouco menos de gratuidade, um pouco menos de exagero e teria sido esse um dos melhores filmes de terror que vi recentemente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-7428323527737038505?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/7428323527737038505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=7428323527737038505&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/7428323527737038505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/7428323527737038505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/centopeia-humana-2.html' title='A Centopeia Humana 2'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VMAp4GpiUd8/TtvIHZntnYI/AAAAAAAABYs/O2kKtHkcbKE/s72-c/centopeia-humana2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4000567617138729495</id><published>2011-12-08T00:00:00.003-02:00</published><updated>2011-12-08T00:00:00.660-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Red State</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jOwm-Z4FcN4/TsLt3gdl7OI/AAAAAAAABWs/cgf1hAB1vqg/s1600/red-state.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-jOwm-Z4FcN4/TsLt3gdl7OI/AAAAAAAABWs/cgf1hAB1vqg/s320/red-state.jpg" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Red State. EUA, 2011, 88 minutos, drama. Diretor: Kevin Smith.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Trata-se da obra mais madura de Kevin Smith e provavelmente uma das que melhor relacionam política e religião sem se tornar pedante.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;“- Eu não quero viver nesse mundo mais. Eu quero ir com Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;- Bem, querida, se você morrer lutando contra um exército de idólatras protetores de sodomitas, acho que o Senhor dará a uma você mansão em seu reino.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;- Você sempre sabe o que dizer para me fazer sentir melhor, pai.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;(Abin Cooper e Sara, fundamentalistas da Five Points Church)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Que eu sou fã de Kevin Smith, vocês já devem saber. Eu realmente gosto dos seus filmes, em especial &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Chasing Amy&lt;/i&gt;, que considero uma das melhores discussões sobre sexualidade apresentada nos anos 90. Fiquei surpreso ao descobrir que ele seria o responsável pela direção desse filme - que, aliás, havia sido ele também o roteirista desse longa-metragem, já que, como todos que conhecem sua carreira, percebem que a atmosfera de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Red State&lt;/i&gt; difere notadamente das suas produções anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QghnWqlPxG8/TsLt13b210I/AAAAAAAABWk/mqkfDpiylug/s1600/red-state-cena3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-QghnWqlPxG8/TsLt13b210I/AAAAAAAABWk/mqkfDpiylug/s400/red-state-cena3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Travis, Jarod e Billy-Ray analisando o perfil de Sara, que, pela internet, ofereceu sexo aos três - ao mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Depois de assistir a esse filme, concluí realmente que a obra é bastante distinta, principalmente por causa de tom muito sério em sua crítica, mostrando-se assim muito mais agressivo na mensagem que quer passar. A história começa já mostrando a psicologia das pessoas que serão personagens do filme: inúmeros fundamentalistas estão à porta da casa de um garoto, onde aconteceu seu funeral, já que ele foi morto misteriosamente atrás de uma boate gay. Essas pessoas protestam, em afirmações como “Homossexuais merecem o inferno”. Logo depois, sem enrolações, já somos apresentados a três personagens, Travis, Billy-Ray e Jarod, adolescentes que, à procura de sexo, acabam se deparando com Sara, filha de Abin Cooper, um religioso extremista que culpa os homossexuais pelos problemas pelos quais o mundo passa, uma vez que, segundo ele, eles são a representação de Satã na terra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não é preciso muito para que possamos ver posicionamentos políticos e opiniões bastante significativas, independentemente do lado de qual venham. Tanto àqueles que se opõem aos fundamentalistas quanto aos próprios religiosos é dado espaço para que eles se apresentem e, assim, o espectador possa conhecer mais sobre cada um deles. Talvez o melhor seja a direção de Kevin Smith, que realmente não se preocupou em tornar-se partidário ao longo do seu filme, já que, como disse, ele realmente faz uma crítica quase metalingüística: ele deixa que ela própria se construa ao longo do filme, de modo que o espectador realmente não se sinta influenciado. E, honestamente, não penso que haja influência - a posição desses fundamentalistas é por si só já bastante perigosa para eles mesmos. Eles representam verdadeiramente um perigo à sociedade, pois, seguindo suas crenças, restringem a vida dos outros; como Abin diz num determinado momento a respeito das palavras de Deus: “[...] Deus odeia os perversos. Odeia a quem ignora seus justos ensinamentos, abandonam sua aliança e mofam seus atos”. E, sem demora, conhecemos essas personagens e aquilo de que elas são capazes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rh6vqLVq56Q/TsLt0AsYA3I/AAAAAAAABWc/6vGC5rHC9uY/s1600/red-state-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rh6vqLVq56Q/TsLt0AsYA3I/AAAAAAAABWc/6vGC5rHC9uY/s1600/red-state-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Não demora para que comecemos a ver o lado "perturbador" dos fundamentalistas que vai além de suas palavras rudes e extremistas contra os homossexuais e os que eles julgam "perversos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Talvez os personagens fossem bem menores são fosse o panorama dado às personalidades e a atuação dos atores. Percebemos, por exemplo, na figura de Cheyenne, que, embora tendo duas crenças e críticas pessoais, ela é capaz de pensar racionalmente, assumindo que as crianças são induzidas àqueles ensinamentos e, portanto, não pensando por si próprias, não devem ser responsabilizadas pelo que virá a acontecer a partir do último terço do filme. Assim, ela representa algo mais racional do que dogmático, assim como há em todo grupo religioso. Desse modo, o roteiro não nos mostra apenas os extremistas como Abin, mas também os mais centralizados. A somar, há as atuações, que conferem intensidade e realidade aos personagens. A meu ver, Melissa Leo - ganhadora do último Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante - poderia facilmente concorrer a outro prêmio, uma vez que sua atuação aqui é estonteante. Ela consegue transmitir todas as emoções possíveis e, ainda, o oposto daquelas que ela sente; vejamos quando ela demonstra felicidade - em nós, isso causa absurdo desespero, pois algo ruim virá. Os jovens Michael Angarano e Kyle Gallner estão muito bem também em seus papéis, representando a concretude do desespero; ambos muito críveis em cena, o que me fez repensar a questão de como o jovem é posto em filmes somente para morrer (principalmente, em filmes de terror). De algum modo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Red State&lt;/i&gt; se aproxima de alguns filmes de terror, principalmente quando apresenta o modo desenfreado como os jovens se entregam à fuga impensada. Aqui, percebemos que o erro não se concentra neles, mas numa questão política que obriga a polícia a assumir - ou a fingir - que tudo é ameaça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PpZGClB3Py8/TsLxMVWYIbI/AAAAAAAABW0/qgkRtO4ybFg/s1600/red-state-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-PpZGClB3Py8/TsLxMVWYIbI/AAAAAAAABW0/qgkRtO4ybFg/s1600/red-state-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Melissa Leo num outro momento fantástico de sua carreira: como Sara, elas nos concebe uma atuação segura e assombrosa, fazendo-nos acreditar na sua crença religiosa. Destaque para a cena na qual está presente o diálogo de abertura dessa resenha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não se pode negar que Kevin Smith conseguiu criar um filme absurdamente irônico. A maior parte das cenas nos leva a sensação de tudo ali é uma verdadeira brincadeira de mau gosto - não que isso represente algo ruim, porque não o é nesse longa-metragem. Ao vermos a situação dos três jovens e os seus destinos - evidentemente, me refiro a como as circunstâncias encerram suas participações na trama -, percebemos que há extrema ironia, causa humor negro e, pior ainda, uma situação que pode perfeitamente acontecer na vida real, o que torna tudo ainda mais assustador. Numa das cenas finais, outra ironia extrema no que diz respeito à política governamental que a polícia e os esquadrões de proteção são obrigado a seguir: investir pesadamente na chacinha, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;matar primeiro&lt;/i&gt; de modo a eliminar um perigo que poderia nem existir de fato; ou, então, não deixar testemunhas do que poderia ser posteriormente chamado de massacre.&amp;nbsp; O humor está presente na crítica, um humor difícil de digerir por causa do seu gosto amargo, uma revelação pungente do que são as abordagens desumanas às quais qualquer um está submetido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Trata-se, para mim, de uma obra tão grande quanto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Chasing Amy&lt;/i&gt; ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Clerks&lt;/i&gt;, mas se difere quanto ao seu tom narrativo. Aqui há uma seriedade muito forte, um tom menos ameno de comédia, uma dose bem mais significativa de drama. E acredito que, devido ao amadurecimento profissional que verificamos aqui, Smith pode nos apresentar uma das melhores obras lançadas em 2011.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4000567617138729495?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4000567617138729495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4000567617138729495&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4000567617138729495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4000567617138729495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/red-state.html' title='Red State'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jOwm-Z4FcN4/TsLt3gdl7OI/AAAAAAAABWs/cgf1hAB1vqg/s72-c/red-state.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-5922022743290515349</id><published>2011-12-06T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-12-06T02:35:53.890-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Bruna Surfistinha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6RfcZ_-ZG5c/TrOCaPas31I/AAAAAAAABMw/LNpiGRp7RfQ/s1600/bruna-surfistinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-6RfcZ_-ZG5c/TrOCaPas31I/AAAAAAAABMw/LNpiGRp7RfQ/s320/bruna-surfistinha.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brasil, 2011, 109 minutos, drama. Diretor: Marcus Baldini.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Uma obra que consegue manter a sua sobriedade no argumento e que consegue mostrar uma interpretação satisfatória de Deborah Secco, que, de algum modo, desmistifica a personagem Bruna Surfistinha.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não duvidei em momento algum que o livro escrito por Raquel Pacheco em 2005 viria a se tornar um filme. Vários temores me ocorreram: quem seria a intérprete, como o filme seria estruturado, como seria a sua composição final etc. Aí, no meio de 2010, a notícia de que Deborah Secco ficaria responsável por interpretar Raquel (a pessoa) e Bruna (a personagem) e não soube exatamente se me sinto confortável ou desconfortável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não vou me estender na história do livro, já que ele é biográfico e relata a história de Raquel, que saiu de casa aos 17 anos decidida a tornar-se garota de programa e, assim, enquanto prostituta, fez sucesso, conquistou clientes, conseguiu um bom dinheiro (e também o desperdiçou com drogas). Imaginei que o argumento do roteiro se aproveitaria de situações mostradas no livro e também faria uso de situações não expostas lá e pode-se dizer que é mais ou menos isso que aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-y1R59QfQfZM/TrOEDZiPPoI/AAAAAAAABNQ/4eDQT3A2G7A/s1600/bruna-surfistinha-scene2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="336" src="http://2.bp.blogspot.com/-y1R59QfQfZM/TrOEDZiPPoI/AAAAAAAABNQ/4eDQT3A2G7A/s400/bruna-surfistinha-scene2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Antes de falar a respeito do por que acho que esse seja um filme bem sucedido, quero explicar o meu medo anterior e também expor o contraponto à minha posição a seu favor. É difícil não olharmos para Deborah Secco e pensar que o filme fará sobretudo uso de sua imagem antes de fazer uso de sua capacidade como atriz. O fato de ela estar dentro de um padrão de beleza que agrada à maior parte da população masculina, somado ao fato de que ela, nesse filme, interpreta uma prostituta, poderia ter servido como desculpa para que, em vez de desenvolverem a personagem com base na sua vida, nas suas experiências e nas situações pelas quais ela passou – isso, evidentemente, abordando o sexo também –, poderia ter sido feito da mulher sensual que Deborah representa, explorando assim muitas cenas de nudez que pouco acrescentassem à trama. E, felizmente, não é isso que acontece e, de certo modo, verifica-se inclusive o oposto disso: as cenas de sexo parecem mais ligadas à destruição física e moral do que à sensualidade do ato. E isso, como se nota ao longo da trama, é um ponto positivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quanto ao contraponto, a respeito do qual não me estenderei muito, penso que seja algo no encadeamento da história. Embora o roteiro se esforce para criar uma personagem verossímil, existem algumas coisas no encaixe das cenas e mesmo na composição do roteiro que soam estranhas, havendo muitas quebras de expectativas ao longo da trama. Essa oscilação constante faz com que a dinâmica do filme se perca, pois temos sempre a impressão (sensorialmente, talvez) de que já passamos por uma determinada cena mais de uma vez. Por outro lado, a favor do roteiro e da interpretação de Deborah Secco, tenho a dizer que as duas personagens são muito bem distintas: Raquel Pacheco é de uma fragilidade notável enquanto Bruna, a Surfistinha, é muito obstinada. Percebemos que a fusão das duas na mesma pessoa é provavelmente o que mais dá funcionamento à trama, que mais faz girar a engrenagem dessa história. Não fosse essa distinção, decerto o enredo seria terrivelmente mais pobre e o espectador sairia do cinema muito insatisfeito. Já que isso não acontece: outro ponto a favor do filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Wl7SqHx0GRM/TrOCa0tFp1I/AAAAAAAABM4/X4iuuqtLIco/s1600/bruna-surfistinha-scene.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Wl7SqHx0GRM/TrOCa0tFp1I/AAAAAAAABM4/X4iuuqtLIco/s1600/bruna-surfistinha-scene.jpg" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Vale também apontar que não estamos diante de uma obra que escorra em muitos lugares-comuns. Não nego haver cenas bastante conhecidas, como aquela na qual Bruna faz uso do seu charme para convencer um policial a liberá-las da multa. No entanto, Baldini conseguiu dar algum charme aos elementos clichês da trama, suavizando-os. E também não estamos diante de uma obra pudorada, que teme mostrar cenas de sexo; no entanto, também não estamos diante de uma obra que chama a atenção pelas cenas de sexo. Na medida certa, o diretor soube como dosá-las, com alterná-las e usá-las sem comprometer o filme ao torná-lo um chamariz para fãs de cenas de sexo explícito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Honestamente, penso que se trata de uma obra nacional que vale a pena ser vista, principalmente pelos elementos que eu já disse acima e pela presença magnífica de Drica Moraes, que está ótima como a cafetina responsável pelo primeiro emprego de Bruna. A combinação Secco-Moraes rende boas cenas, nas quais ambas se destacam e chamam a atenção. Mais um desabafo honesto: penso que seja necessário mais filme como esse do que as tantas continuações de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Se Eu Fosse Você.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-5922022743290515349?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/5922022743290515349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=5922022743290515349&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5922022743290515349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5922022743290515349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/bruna-surfistinha.html' title='Bruna Surfistinha'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6RfcZ_-ZG5c/TrOCaPas31I/AAAAAAAABMw/LNpiGRp7RfQ/s72-c/bruna-surfistinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4009004984516343795</id><published>2011-12-04T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-04T00:00:00.483-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Sem Saída</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xh-UXbd5dn8/TsLfFQJndZI/AAAAAAAABU8/EZwXPlUsbic/s1600/sem-saida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-xh-UXbd5dn8/TsLfFQJndZI/AAAAAAAABU8/EZwXPlUsbic/s320/sem-saida.jpg" width="217" /&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Abduction. EUA, 2011, 106 minutos, ação. Diretor: John Singleton.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O filme recorre aos clichês do gênero e, infelizmente, nem sequer consegue executá-los satisfatoriamente a ponto de se sustentar minimamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não me restaram dúvidas, assim que comecei a assistir a esse filme, que o que primeiramente chamaria atenção nele seria Taylor Lautner – não como protagonista dessa obra, mas como alusão ao seu personagem mais famoso, Jacob Black. A primeira cena já remete às travessuras que o garoto-lobo faz, junto com os parceiros da alcatéia, no filme Lua Nova. E, estabelecida essa conexão – a que nos remeterá, vez ou outra, à saga Crepúsculo –, o filme finalmente começa a nos apresentar os personagens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Vemos, primeiramente, um momento de diversão e inconseqüência, regadas a bastante bebida, o que serve para localizar etariamente o personagem principal. Nathan é adolescente, cursa o ensino médio e é filho dedicado de Kevin e Mara, que se preocupam com sua segurança e educação; ensinam-no, inclusive, boxe, sendo ele o esportista da escola. Percebemos a vida do personagem praticamente como bastante linear e enclausurada, até o momento em que ele desconfia que seus pais não são verdadeiramente seus pais, já que há uma foto sua num banco de dados de crianças desaparecidas. Mais tarde, para somar tensão à história, seus pais são subitamente assassinados por invasores que, pelo que parece, querem algo que Nathan precisa proteger – sem mesmo saber exatamente o que é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-X-1NlSSuTrc/TsLfGIKwDZI/AAAAAAAABVE/yyW0hP-MemU/s1600/sem-sa%25C3%25ADda-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-X-1NlSSuTrc/TsLfGIKwDZI/AAAAAAAABVE/yyW0hP-MemU/s1600/sem-sa%25C3%25ADda-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Jacob, digo, Nathan, numa cena de ação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O que primeiro me veio à cabeça logo depois de ter visto essa produção de John Singleton é que o filme realmente poderia ter dado certo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;E poderia mesmo&lt;/i&gt;. Ele segue à risca todas as características do gênero ação e, por isso mesmo, o máximo que poderia acontecer era ser um filme comum, como muitos outros são e que, se não trazem nada verdadeiramente novo, ao menos entretêm o espectador. Não precisava, de modo algum, chegar à história desinteressante que é, ao desenvolvimento insuportavelmente anti-histriônico, às câmeras cansadas que, por conseguinte, cansam o espectador. Parece haver uma falha em conjunto: direção, roteiro, atuações, efeitos especiais – até o pessoal da mixagem de som parecia preguiçosa. Isso, no entanto, não quer dizer que o filme seja um verdadeiro fracasso – até para isso ele teve preguiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quanto às atuações e personagens, é difícil associar Taylor Lautner e Lily Gollins a seus personagens, respectivamente Nathan e Karen. Isso se deve a dois motivos, não sei qual deles é maior em complicações. O primeiro deles é o fato de que o tempo todo os personagens são apenas projetos, havendo para eles pouquíssimo desenvolvimento. Não quero dizer que filmes clichês de ação requerem personagens complexos, mas requerem que eles mesmos se encaixem na situação em que estão. Por exemplo, em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Taken&lt;/i&gt;, estrelando Liam Neeson, o personagem principal é um pai extremamente voraz por vingança disposto a tudo para reaver a filha – e isso é tudo que precisamos saber dele. Diferentemente, Nathan, especialmente, e Karen parecem ser personagens inexplorados, como se a tudo momento esperassem uma revelação que lhes daria um sentido maior e, ainda, há entre os dois uma relação aparentemente inacabada, o que divide a ação entre fugir e proteger-se e enamorarem-se, já que, dada a proximidade tanta, cabe que se resolvam também. Assim, vemos os personagens que têm muito escondido em situações que pouco podem informar. Aí, surge o segundo problema: parece que os atores estão mais dispostos a ser ágeis quando a situação – embora demande ação – é mais calma; e depois, verifica-se o inverno: acalmam-se quando a cena implora velocidade. Um paradoxo, uma verdadeira indagação para qual não pude oferecer resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jTYQ5FhB-lg/TsLfHZ2pWBI/AAAAAAAABVM/AUxcAZw6-NQ/s1600/sem-sa%25C3%25ADda-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-jTYQ5FhB-lg/TsLfHZ2pWBI/AAAAAAAABVM/AUxcAZw6-NQ/s1600/sem-sa%25C3%25ADda-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;O casal romântico que, evidentemente - olha a carinha deles! - não empolga com sua história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Como disse, o filme é preguiçoso e acho que nenhum adjetivo o define melhor. Tudo nele parece que foi feito pela metade, nem mesmo alguns pouquíssimos bons jogos de câmera, que dinamizam a situação, conseguem impulsionar a lentidão do filme. Para se ter uma idéia, o ponto de arranque da obra se dá depois dos trinta minutos, ou seja, já no segundo terço, momento no qual a ação já deveria se encaminhar para o seu momento explosivo, que viria no terço final. Mas a obra parece atrasada em relação a si mesma, a direção sempre mais lenta que o roteiro, o roteiro mais lento dos que os atores – enfim, pouco a pouco, vemos um desencontro de recursos técnicos e artísticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Existem desajustes na obra,&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; em toda ela&lt;/i&gt;. Não apenas numa ou noutra cena, mas no conjunto, parece que os desarranjos são tantos que a obra simplesmente empaca e não consegue se mover, ainda que devesse mover-se agilmente. Um problema que não sei a quem atribuir, já que todos possuem culpa nisso e, ao mesmo tempo, qualquer um poderia facilmente escapar dela. Enfim, não é uma catástrofe, mas está longe de ser uma obra empolgante, que mereça atenção.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4009004984516343795?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4009004984516343795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4009004984516343795&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4009004984516343795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4009004984516343795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/sem-saida.html' title='Sem Saída'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xh-UXbd5dn8/TsLfFQJndZI/AAAAAAAABU8/EZwXPlUsbic/s72-c/sem-saida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4810015792730892881</id><published>2011-12-02T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-12-02T00:00:03.124-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>A Noite do Chupacabras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2JZg90TYamQ/Trb6R48l30I/AAAAAAAABRk/SOoEP1vDSPc/s1600/Noite-do-Chupacabras%252C+A.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-2JZg90TYamQ/Trb6R48l30I/AAAAAAAABRk/SOoEP1vDSPc/s320/Noite-do-Chupacabras%252C+A.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Brasil, 2011, 100 minutos, terror. Diretor: Rodrigo Aragão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Uma obra que cativa pela sua originalidade que recorre a elementos folclóricos nacionais e ousa na sua dose de violência e gore.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Estamos acostumados a um cinema nacional que produz filmes “grandes”, voltados para o público mais convencionais. Assim, falamos que obras que procuram debater criticamente a postura da polícia em relação à sua função primeira, que é a de proteger; filmes que falam sobre dramas interpessoais; comédias românticas com atores globais - mas dificilmente vemos uma obra pungente no que diz sentido à sua independência fílmica em relação às grandes produtoras de telenovelas do país. A Noite dos Chupacabras, dirigido por Rodrigo Aragão e integrando o seleto grupo de bons filmes do cinema independente do Brasil, é uma obra que apresenta características bastante próprias e que se distinguem nitidamente de filmes como&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;Tropa de Elite, Cidade de Deus, Central do Brasil, Se Eu Fosse Você e Cazuza, por exemplo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A história do filme se resume à vinda de Douglas e sua atual noiva para a casa dos pais, onde todos os parentes estão irritados devido à morte de todos os animais da fazenda. A culpa pelo assassínio é atribuída a uma família vizinha, com que tiveram muitos problemas no passado e que parece perdurar até aquele momento. Logo que começam novamente os transtornos, vemos que há uma figura ainda não considerada nas equações de raiva das famílias: o chupacabras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aLrGfABZTQA/Trb6PXwq2bI/AAAAAAAABRU/E7wUADqa2m0/s1600/Noite-do-Chupacabras-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-aLrGfABZTQA/Trb6PXwq2bI/AAAAAAAABRU/E7wUADqa2m0/s1600/Noite-do-Chupacabras-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Houve uma época em que o ser mítico se tornou extremamente recorrente nas redes de comunicação que ele parecia onipresente - em qualquer lugar podia-se senti-lo, mesmo andar nas ruas parecia algo assombroso devido às diversas notícias a respeito da criatura aparentemente não-terrestre sugadora de sangue de animais, fosse eles bovinos, ovinos, galináceos etc. Inevitável não ficar tenso a princípio: como esse ser seria transportado para as telas nesse filme? Ele facilmente poderia perder seu fascínio se aparecesse muito caricaturizado, o que resultaria num efeito cômico que pareceria destoar da proposta do filme. Assim, em paralelo com a tensão que o filme cria e a qual sentimos bem, ficamos ansiosos pelo momento em que a figura do chupacabras irá aparecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;De modo algum se pode dizer que a tensão do filme reside nas cenas em que a criatura bizarra surge em cena. A maioria das cenas traz consigo algo de tenso, mesmo que seja algo mínimo: um almoço, por exemplo, se torna desafiador tanto para a personagem quanto para o espectador, que se vêem diante de uma comida não muito agradável aos olhos. Uma tomada menos iluminada é suficiente para causar no espectador desconforto bem como o ambiente esfumaça e arbóreo de muitas cenas. Rodrigo Aragão, responsável também pelo roteiro, conseguiu eficiente unir as suas duas funções e confluí-las numa produção interessante na qual história e tensão funcionam em parceria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5AkKtZmJ9z8/Trb6Qe-N3XI/AAAAAAAABRc/UP6yNBlAvNE/s1600/noite-do-chupacabras-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-5AkKtZmJ9z8/Trb6Qe-N3XI/AAAAAAAABRc/UP6yNBlAvNE/s400/noite-do-chupacabras-cena2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Gosto principalmente de como o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;gore&lt;/i&gt; é usado na trama. Sem medo de cenas fortes, o diretor apresenta momentos de violência gráfica muito pungentes, como os tiroteios a partir do meio do filme, as discussões que existem entre as duas famílias e, ainda, bons momentos que remetem a outros filmes, como é o caso dos vários jatos de vômito verde - que inevitavelmente remetem a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Exorcist&lt;/i&gt;. Na verdade, creio que esse tenha sido o quesito artístico que mais me chamou a atenção, justamente porque me remeteu a bons clássicos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;splatter&lt;/i&gt;, nos quais a violência gráfica é assombrosamente presente e, sobretudo, vemos uma grande dose de sangue. Em A Noite do Chupacabras, essa característica apenas acrescenta ao filme, sem jamais traí-lo no seu efeito estético - percebemos nessa obra de Aragão que quanto mais sangue melhor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Não me posso furtar de comentar que, não fosse já o filme interessante, eu ainda o conferi em boa companhia, a da Verônica, de quem gosto muito e que eu acho muito sensata nos seus comentários! E, também não me furtando de comentar, tive a oportunidade de conversar com o diretor, que é muito simpático e que certamente produzirá mais filmes que valem muito a pena. Recomendo mesmo que confiram essa produção, bem como recomendo que o vejam em boa companhia, pois irão, indubitavelmente, se divertir com essa produção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4810015792730892881?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4810015792730892881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4810015792730892881&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4810015792730892881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4810015792730892881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/12/noite-do-chupacabras.html' title='A Noite do Chupacabras'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2JZg90TYamQ/Trb6R48l30I/AAAAAAAABRk/SOoEP1vDSPc/s72-c/Noite-do-Chupacabras%252C+A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3523876431997168918</id><published>2011-11-30T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T03:02:44.154-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Burlesque</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lzXK0E4sitI/TevW1c0zL8I/AAAAAAAABJQ/1NWjXTzjsm0/s1600/Burlesque.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-lzXK0E4sitI/TevW1c0zL8I/AAAAAAAABJQ/1NWjXTzjsm0/s1600/Burlesque.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Burlesque. EUA, 2011, 199 minutos, musical. Diretor: Steve Antin.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Diferentemente da maioria dos musicais que vejo, Burlesque parece desprovido de muitos aspectos que tornam um filme musical memorável. Nem sequer as canções compensam a ausência de roteiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Já disse inúmeras vezes e torno a repetir a cada nova vez que eu for escrever sobre um filme musical: eu gosto desse gênero. Gosto mesmo, gosto com sinceridade – posso passar a tarde toda assistindo à história de pessoas que, em vez de falar, cantam! No entanto, acho importante que um filme composto na estrutura de uma obra musical não use isso como desculpa para não apresentar um bom roteiro. Para mim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Chicago&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Moulin Rouge&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rent&lt;/i&gt;, por exemplo, são filmes musicais em que, somado às boas músicas, há um roteiro interessante, que vale a pena ser analisado cuidadosamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Burlesque&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt; é um filme recente, que é encabeçado por duas estrelas primeiramente cantoras, o que deveria favorecer imensamente as cenas que primam pela qualidade vocálica. Não se pode comparar o talento vocal de Cher ao talento vocal de Nicole Kidman, porque nos seria evidente que a comparação seria um pouco injusta, principalmente quando pesarmos que, embora ambas trabalhem com a voz, Cher já está muito mais apta aos grandes esforços que cantar requer. Acrescentamos a esse fato – de que as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lead actresses&lt;/i&gt; são cantoras profissionais – a informação de que Cher já conquistou um Oscar, o que nos faz supor que sua capacidade de atuação seja – ou tenha sido, um dia – boa. Aí, faço então a pergunta maior: como pode um filme com potencial para ser tão bom se tornar tão cansativo? A resposta é simples: o roteiro é mal estruturado e a história é mal conduzida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Praticamente esses são os piores defeitos de Burlesque. Ouso dizer que a história de Alice, uma garota caipira que vai tentar a vida em outro lugar – no caso, a casa de shows que dá título ao filme –, poderia ser interessante, ainda que esse mote já esteja muito gasto. Deparamo-nos com uma história básica bastante clichê que não é explorada de um modo interessante, restando ao espectador pedaços de vários outros filmes e toda uma sensação de que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tudo&lt;/i&gt; em cena já foi visto antes. Não sei o quanto eu devo comentar sobre Cher e Christina Aguilera, porque não sei exatamente se era esperado que elas atuassem: é visível ao longo do filme que a intenção principal do diretor era nos presentear com canções e números musicais de estética visual muito positiva e não exatamente com aquilo que as atrizes tinham para oferecer. Muitos alegarão que esse é, afinal, um filme musical, não um drama – aí se contrapõe o argumento, bastante sólido, de que todo filme deve apresentar os requisitos básicos para que seja considerado uma boa obra – direção eficiente, abordagem inovadora por parte do roteiro, atores empenhados, edição de cenas eficaz etc. Independentemente do gênero da produção cinematográfica, é necessário que certas regras sejam obedecidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ainda que atuação não seja o aspecto mais marcante do filme – aliás, nem chega perto de sê-lo –, o filme aposta na estética visual e busca capturar a atenção do espectador com muitas coreografias. Isso não se mostra positivo, porque há números musicais em excesso para completar a ausência de história e para disfarçar o modo como os personagens são chatos e superficiais. Mal uma cena de música termina, já começa outra de dança; ao final dessa, surge uma nova cena. Isso parece tão interminável que o filme de duas horas parece ter cerca de quatro horas. Nem mesmo quando eu assisti ao filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cleopatra&lt;/i&gt;, de 192 minutos, eu fiquei tão cansado quanto fiquei ao conferir Burlesque, que possui mais de uma hora a menos. Aliás, é também impressionante o modo como conseguiram estender um filme que, ao meu ver, não precisaria de mais do que 90 minutos para começar, se desenvolver e ser concluído – penso até que um bom diretor teria nos apresentado essa história em 70 minutos, nos poupando de toda a preguiça que surge conforme o filme se desenvolve (ainda que não haja qualquer desenvolvimento). Tudo em Burlesque é tão plano que cansa: os personagens são sempre os mesmos, as cenas são sempre as mesmas. Não é que seja impossível assisti-lo, afirmo com segurança que é fácil vê-lo; é preciso, no entanto, muito bom humor e paciência, ou, talvez, seja necessário ser fã de uma das atrizes-cantoras ou talvez das duas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Assistir a Burlesque é, de certa forma, meio embaraçoso, pois percebemos que esse é um filme que não cumpre com nenhuma de suas propostas. Não entretém tanto quanto pretendia entreter, não anima com os seus números, não faz rir, não é dramático. É tão mediano que dois dias depois de vê-lo eu já tinha me esquecido de tudo, inclusive do nome da personagem principal, que eu nem lembrava mais se era interpretada por Christina Aguilera ou por Cher - aliás, querida, você já esteja bem melhor lá na década de 80, hein, principalmente em &lt;i&gt;Moonstruck&lt;/i&gt;! Acredito que haja inúmeros outros filmes bem mais interessantes, com realizações mais cuidadosas e que merecem muito mais a nossa análise. Burlesque é um título que provavelmente será esquecido, até mesmo pelas pessoas envolvidas nessa produção.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-3523876431997168918?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/3523876431997168918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=3523876431997168918&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3523876431997168918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3523876431997168918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/burlesque.html' title='Burlesque'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lzXK0E4sitI/TevW1c0zL8I/AAAAAAAABJQ/1NWjXTzjsm0/s72-c/Burlesque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-5574680681591044328</id><published>2011-11-28T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-28T00:00:04.564-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Amor e Outras Drogas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QE_VL0ZXpMU/TevWC3tbhBI/AAAAAAAABJM/RHRRyYbF0L4/s1600/Amor-e-Outras-Drogas-Poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-QE_VL0ZXpMU/TevWC3tbhBI/AAAAAAAABJM/RHRRyYbF0L4/s320/Amor-e-Outras-Drogas-Poster.jpg" t8="true" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Love and Other Drugs. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;EUA, 2011, 112 minutos, comédia. Diretor: Edward Zwick.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;Definitivamente se trata de um filme que poderia render bem mais devido a alguns temas e aos atores principais, mas que se mostra apenas mediano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Confesso que eu simpatizo com os trabalhos dos atores Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal e foi basicamente essa simpatia que me motivou a assistir a esse filme. Ainda que tenha assistido a bons filmes nos quais eles mostram atuações densas – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Rachel Getting Married&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Brokeback Mountain&lt;/i&gt;, por exemplo –, não foi pelo conteúdo do trabalho dos atores que eu decidi dedicar quase duas horas a essa obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Tendo lido a sinopse do filme e sabendo mais ou menos o que a obra abordava, eu pensei no quanto seriam bem trabalhados os temas delicados, como a relação do paciente com a sua própria doença e, principalmente, a relação do enfermo com a sociedade. Mesmo não sendo uma obra especificamente dramática, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Love and Other Drugs&lt;/i&gt; apresenta uma vertente condicionada irremediavelmente ao drama: Maggie possui Doença de Parkinson aos 26 anos. Basta essa informação para que se depreenda muito a respeito do filme. Por mais que a narrativa esteja voltada para a expressão cômica, basta a semântica da doença de Maggie para acrescentar o tom dramático que se verificará em alguns momentos – sua doença é degenerativa e ela, bastante jovem, é uma exceção, pois a doença normalmente se manifesta em pessoas mais velhas. Jamie Randall é um representante farmacêutico que a conhece casualmente, quando ele oferecia seus produtos a um hospital. Como ele é mulherengo e ela busca aproveitar o máximo possível, eles rapidamente se envolvem, para o que supunham ser apenas sexo casual e que, mais tarde, se mostrará muito mais denso emocionalmente do que isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não nego que essa não é uma obra cuja função é documentar os problemas do “mal” de Parkinson tampouco é focalizar-se nesse aspecto dramático. Apenas acho que um tema tão delicado foi submetido a um tratamento estranho, ficando em plano inferior a assuntos desmedidamente repetitivos, como as cenas de sexo. Não afirmo com resquícios de moralismo que as cenas são ousadas demais – reclamo mesmo é do excesso sem função: muitas cenas se repetindo sem que isso acrescente algo ao filme. Os personagens centrais – Maggie e Jamie – conquistam de certo modo a simpatia do espectador, mas é difícil gostar do filme como um todo por causa dos muitos personagens e situações aos quais nós ficamos simplesmente indiferentes ou que nos irritam. O médico e o ex-amante de Maggie são personagens nulos enquanto o irmão de Jamie é um verdadeiro incômodo. A relação de Maggie consigo mesma nunca é bem trabalhada e é difícil analisar mais de sua densidade psicológica, porque tudo que vemos são tremores e acessos de raiva – a personagem é composta apenas disso? Foi a pergunta que me fiz quando o filme acabou. Outro problema é a construção da figura de Jamie, que, muitas vezes, nos soa infantil e patético demais – seu personagem só sabe pensar em mulheres? Logo, eu constatei que não, embora ainda repetisse essa pergunta algumas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Não creio que seja um filme de humor duvidoso, mas, honestamente, não me fez rir e nem sequer fez com que eu achasse graça de qualquer coisa ali mostrada. O longo desenvolvimento do filme atrapalha inclusive algumas cenas, que deveriam ser engraçadas. Nem sequer sei se podemos mesmo afirmar que essa e uma comédia romântica – ora falta veia cômica, ora falta veia romântica. Nada, no entanto, impossibilita o espectador de assistir ao filme até o final; não o recomendo, porém. Acredito que se compararmos esse filme com alguns outros, poderemos notar uma qualidade superior em outros títulos do mesmo gênero. De um modo geral, acredito que esse – assim como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Tourist – &lt;/i&gt;filme só serve mesmo para mostra que os jurados do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Golden Globe&lt;/i&gt; não compreendem o que é bom humor e o que é comédia – além de mostrar que filmes desse gênero estão em falta no mercado cinematográfico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-5574680681591044328?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/5574680681591044328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=5574680681591044328&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5574680681591044328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5574680681591044328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/amor-e-outras-drogas.html' title='Amor e Outras Drogas'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QE_VL0ZXpMU/TevWC3tbhBI/AAAAAAAABJM/RHRRyYbF0L4/s72-c/Amor-e-Outras-Drogas-Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-6871708769339452178</id><published>2011-11-26T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-26T19:13:38.653-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curtas-metragens'/><title type='text'>Eu e o Cara da Piscina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sczDqBGpSoE/TrOPpdJ3rWI/AAAAAAAABNg/2jtMZsMgA3E/s1600/Eu-e-o-cara-da-Piscina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-sczDqBGpSoE/TrOPpdJ3rWI/AAAAAAAABNg/2jtMZsMgA3E/s320/Eu-e-o-cara-da-Piscina.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Brasil, 2011, 8 minutos, curta-metragem drama. Diretor: William Mayer.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um curta-metragem absurdamente eficiente ao mostrar as vontades por baixo das aparências e tudo aquilo que, embora não dito explicitamente, existe de modo indubitável.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A primeira coisa que me chamou a atenção nesse curta-metragem foi o modo como as cores parecem ressaltar todas as informações que pretendem ser passadas ao longo dos oito minutos. Sinto que antes mesmo de falar da sinopse, devo comentar a importância das cores, e só então comentar que a história percorre o momento de encontro de dois rapazes que estão num clube aparentemente vazio e que acabam se envolvendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Poucas vezes dois elementos – a história e algum recurso fílmico – conseguem confluir de tal modo que é impossível desassociar um do outro. E é justamente isso que acontece nesse filme dirigido por William Mayer, no qual as cores são fundamentais para a intensificação da sensação que se busca fazer o espectador sentir. Outro elemento fundamental é o calor – embora não o sintamos efetivamente, podemos senti-lo sinestesicamente – justamente por causa do uso das cores quentes que têm destaque na trama. Impossível não assistir a esse curta e não querer estar junto com os personagens. E essa aproximação causada serve ainda mais como elemento intensificador, porque, pelo prazer do ambiente, parece querermos buscar também o prazer da companhia e assim nos irresistivelmente chegamos perto desses personagens, que partilham de um momento aparentemente único, devido à diversão que parecem ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-88yoBf4GKZc/TrOPoX4VcsI/AAAAAAAABNY/22GiWk_aT-I/s1600/Eu-e-o-cara-da-Piscina-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-88yoBf4GKZc/TrOPoX4VcsI/AAAAAAAABNY/22GiWk_aT-I/s1600/Eu-e-o-cara-da-Piscina-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A confluência das cores com a simbologia representada no enredo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Em contrapartida, penso que a edição falha ao tentar criar a dinâmica do filme. O ritmo aconteceria gradualmente somente pelos elementos presentes: trilha sonora, cores quentes (que estão inevitavelmente associadas à velocidade), o próprio ambiente, por se tratar de um clube e, teoricamente, em nenhum clube reside a monotonia. Por algum motivo que eu desconheço, optou-se por cenas rápidas, de cortes velozes demais, quase bruscos às vezes, e isso faz com que o espectador, que pouco a pouco se envolvia na história dos personagens, acabe tendo a atenção dispersada para outro elemento, que nem acaba se mostrando um recurso artístico muito positivo. Também, talvez, a busca pela sensualidade tenha sido meio exagerada: chegaríamos ao momento no qual o sensual – e, até então, já não lidávamos com o sensual (sentido)? – se sobreporia a qualquer outra coisa mostrada e, assim, caminharíamos personagens e espectadores num único sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quanto a essa questão da busca pela sensualidade, creio que ela causou algum problema aqui porque estamos lidando com uma câmera objetiva que mostra a subjetividade do pensamento de um personagem. A distinção entre objetivo e subjetivo não se fundem bem quanto o diretor parece querer nos obrigar a, assim como o personagem, sentir atração pelo outro personagem. Se estávamos quase chegando na interiorização de um personagem, logo isso se rompe com essas cenas. Mas, conforme a história se desenrola, isso acaba sendo retomado, sem maiores complicações. Ainda assim, o anticlímax criado é um pouco desfavorável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;De um modo geral, penso que esse curta-metragem seja realmente interessante, principalmente pelo efeito de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;mise em abyme&lt;/i&gt; que acontece no final e, mais ainda, pela abordagem do enredo, que mostra justamente tudo aquilo que um amigo sente em relação ao seu melhor amigo, mas que, por motivos muitos – que não cabiam ser explicados –, não podem ser ditos. E os atores têm participação importantíssima, pois eles realmente convencem ao propor que são amigos e, no plano da imaginação, podem também ser amantes. Vale a pena conferir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-6871708769339452178?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/6871708769339452178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=6871708769339452178&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6871708769339452178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6871708769339452178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/eu-e-o-cara-da-piscina.html' title='Eu e o Cara da Piscina'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sczDqBGpSoE/TrOPpdJ3rWI/AAAAAAAABNg/2jtMZsMgA3E/s72-c/Eu-e-o-cara-da-Piscina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-5647049031345983646</id><published>2011-11-24T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-24T00:00:06.082-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Um Filme Sérvio - Terror sem Limites</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rgr2W9Cp0vc/TrGVi-7Tb3I/AAAAAAAABKw/ElB7raa7k9w/s1600/serbian-film.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-rgr2W9Cp0vc/TrGVi-7Tb3I/AAAAAAAABKw/ElB7raa7k9w/s1600/serbian-film.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Srpski Film. Sérvia, 2011, 104 minutos, terror. Diretor: Srdjan Spasojevic.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um filme que poderia juntar cenas chocantes e crítica ao sensacionalismo fílmico de exploitation, mas que acabou limitado a uma película monótona só com cenas pseudochocantes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Existem filmes cuja fama precede o lançamento dele próprio. E é exatamente isso que acontece com essa produção sérvia lançada esse ano. Somente o seu trailer já fazia com que o espectador ficasse tenso com a brutalidade da qual estaria diante e, a somar, os diversos comentários acerca dos momentos de incesto, estupro, pedofilia e tortura, somente faziam com que esperássemos uma obra espetacular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quando digo espetacular, me refiro ao sentido literal da palavra: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;espetáculo&lt;/i&gt;. Evidentemente que nem a sua sinopse poderia salvar o filme da arte de impressionar a visão ao mesmo tempo em que trabalha a compreensão – desse modo, eu esperava que a história do ator pornô Milos – que se põe em extremo perigo ao aceitar um novo emprego – fosse primeiramente – primordialmente, talvez – de revirar o estômago e depois, dependendo do argumento do roteiro, uma obra crítica ou artística.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Mas devo tomar cuidado com os termos ao abordar esse filme. Só porque revira o estômago não é artístico? Vale lembrar que a arte é desautomatizadora, acima de qualquer outra característica sua. Pode-se abordar qualquer assunto: sexo, escatologia, miséria, deficiências físicas – ainda assim ser extremamente artístico, exatamente pela capacidade de conseguir expressar um ponto de vista além do senso comum. E é isso que falta a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Srpski Film&lt;/i&gt; – falta essa vertente menos literal, mais abstrata: o filme é chocante num sentido limitado, pelo menos quanto às cenas que nos são mostradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Percebi uma dose bastante grande de realidade em algumas cenas – basta que observemos a cena final para concluir isso –, e é justamente isso que soa desagradável, já que o seu roteiro explicita a idéia de uma crítica ferrenha ao sensacionalismo do cinema. Pode-se perceber que toda a ousadia do enredo e das possibilidades de filmagem se perde em duas direções: aquela na qual, em oposição ao anticonvencionalismo apregoado, vemos cenas parcamente realizadas no que diz respeito à exposição (vê-se, por exemplo, um pênis aveludado, de pelúcia ou algo assim em vez de um real); e aquela na qual a crítica simplesmente some, dando lugar a desenvolvimento falho da trama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Vamos à análise do primeiro elemento supracitado. Não se pode negar que a obra chama a atenção primeiramente por causa de sua proposta não-convencional de expor um enredo todo “distorcido” no que diz respeito ao senso-comum: fala-se no filme de um ator pornô que se envolve num trabalho obscuro, do qual nem ele sabe muito, a fim de conseguir tirar a família dos problemas financeiros pelos quais estão passando; nesse seu trabalho, um filme pornô – um filme dentro do filme, e aqui se vê a metalinguagem cinematográfica –, ele acaba confrontado com uma série de coisas pelas quais não esperava passar. Curioso notar que um filme com essa abordagem simplesmente caia em erros grotescos como o medo da exposição: se é mostrado estupro e tortura, por que não mostrar um pênis ereto? Por que uma cena de estupro a um recém-nascido se, ao focar o bebê explicitamente, percebemos com visibilidade bruta que se trata de um boneco? São dois exemplos de situações que prejudicam a credibilidade do filme enquanto obra artística desautomatizadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O segundo item, para mim, talvez o pior deles, porque a sua deficiência faz com que nossos olhos se voltem com mais atenção para o item citado no parágrafo anterior. O enredo parece se limitar apenas às cenas chocantes , já que ao longo de todo o filme percebemos que há só um derramamento das outras cenas, como o desconforto de Milos com o trabalho no qual se envolveu e também a sua busca frenética por respostas e por lembranças do que aconteceu depois que o drogam quando ele, impaciente e chocado, resolve abandonar as filmagens. Fora das cenas fortes do filme, todas as outras são lentas e monótonas, como se fosse exatamente para o espectador aguardar ansioso que virá a seguir, o próximo momento de violência. Seria um elemento interessantíssimo – e já explico o porquê – se soasse mais como intenção do que como falha da direção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Pensemos nas características espetaculares do filme e na crítica que ele propõe ao mostrar a devastação promovida por uma espécie de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;modernismo cinematográfico&lt;/i&gt;, na qual, como o diretor do filme pornô diz, reside a “arte pela arte”, ou seja, arte ensimesmada, na qual todo elemento pode ser convertido em arte – até mesmo a vida (e isso já foi excelentemente explorado no filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Truman Show)&lt;/i&gt;. Se preocupados exclusivamente, sem atentar para como ela afeta a vida, não resta dúvida de que o perigo é eminente e pode-se entender que isso seja usado no filme, num uso interessante da metalinguagem: voltar a atenção do espectador para as cenas chocantes, mesmo quando há muito mais que se ver, é, afinal, um modo de mostrar o quão alienador é a exploração do grotesco sem preocupação crítica. Isso está presente no filme, inegável – mas repito: parece que é por falha na direção, que realmente intensifica as cenas sexuais e violentas com dinâmica enquanto cabe a quaisquer outras cenas um profundo desinteresse, mesmo por parte da câmera que as filma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Trata-se de uma obra com algum valor, evidentemente, mas, ao meu ver, está meio longe de se firmar como bom cinema, no que diz respeito aos diversos elementos que estão presentes numa boa produção fílmica – não vi atuações satisfatórias, nem um roteiro que se desenvolve completamente, ou aquele sutil charme que é capaz de fazer com que o espectador se envolva. E nem fala de beleza, porque, por exemplo, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Irreversible&lt;/i&gt; é um filme muito cru e, ainda assim, extremamente charmoso criticamente. Esse filme sérvio parece beber da fonte da novidade, mas não devolve algo novo a quem vê o filme, infelizmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-5647049031345983646?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/5647049031345983646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=5647049031345983646&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5647049031345983646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5647049031345983646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/um-filme-servio-terror-sem-limites.html' title='Um Filme Sérvio - Terror sem Limites'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rgr2W9Cp0vc/TrGVi-7Tb3I/AAAAAAAABKw/ElB7raa7k9w/s72-c/serbian-film.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-6716021570904392139</id><published>2011-11-22T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-22T00:00:01.274-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Drive</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pfYUVdgTO2U/TrN33IL6f1I/AAAAAAAABMo/RgOvr0X8dFE/s1600/drive.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-pfYUVdgTO2U/TrN33IL6f1I/AAAAAAAABMo/RgOvr0X8dFE/s320/drive.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Drive. EUA, 2011, 100 minutos, thriller. Diretor: Nicolas Winding Refn.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Um filme de refinamento que, na sua arte contida, parece oscilar entre o muito bom e o apenas satisfatório.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Mal o filme foi lançado e há diversos rumores a respeito dele: talvez conquiste várias indicações nas próximas temporadas de prêmios, talvez dê a Ryan Gosling a sua segunda indicação ao Oscar, entre outros assuntos. Mas, sobretudo – e não se trata de um boato –, o filme tem sido considerado como um dos melhores lançados recentemente, ocupando, até a data de escrita dessa resenha, a centésima trigésima sétima (137ª) posição entre os 250 melhores filmes listados pelo IMDB.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A história do dublê anônimo de Hollywood nos é contada pouco a pouco: a sua profissão, a sua relação com uma vizinha e com o filho pequeno dela, por quem passa a desenvolver um carinho especial, o seu trabalho nas horas vagas, como mecânico – e principalmente a sua escolha por ajudar o marido ex-prisioneiro de Irene, a vizinha, que, devido às dívidas contraídas na prisão, deve pagar o que deve a fim de manter sua família viva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ylyM1VbBQr8/TrN3z6JIs-I/AAAAAAAABMg/V9GFGso2j0Q/s1600/drive-scene.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ylyM1VbBQr8/TrN3z6JIs-I/AAAAAAAABMg/V9GFGso2j0Q/s1600/drive-scene.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Sabemos pouco a respeito desse &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;stunt man&lt;/i&gt; – nem sequer conhecemos seu nome. Sabemos que ele é muito bom no que faz, seja como dublê ou como motorista para assaltantes, que é outro trabalho que ele esporadicamente faz. E ele afirma que não carrega armas, logo não mata ninguém. Mas essa é uma afirmação que se mostrará falsa ao longo da trama, já que ele eventualmente acaba sendo obrigado a dar uns tiros ou até mesmo pisotear brutalmente a cabeça de um indivíduo. A história, no entanto, não se foca exclusivamente nessa situação brutal pela qual ele passa; vemos também o desenvolvimento da relação dele com Irene, que, qual ele, se envolve e cria expectativas em relação àquilo que poderão viver juntos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Não nego que haja no filme algo de requintado. A direção de Refn me parece lenta e cansativa demais, no entanto os elementos presentes em cena, bem como a atuação de Gosling ou a fotografia do filme são realmente impressionantes. Quando penso no filme em fotografias – numa série de quadros sendo apresentados e assim criando a narrativa –, eu o enxergo maravilhoso, decerto uma das melhores obras que o cinema já apresentou. No entanto, vê-lo em movimento, vendo acontecendo linearmente, numa velocidade que, em oposição a si mesma, é antiveloz, me incomodou bastante, principalmente porque isso me deixou em dúvida quanto ao que o filme pretende mostrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Não sei exatamente o que me incomodou. O roteiro parece conciso no que diz respeito ao envolvimento entre Irene e o personagem principal, no entanto me pareceu muito desnecessariamente extenso quando se refere àquilo que parece ser o “tema” do filme. Assim, nem o refinamento da câmera de Refn recupera o prolixidade do desenvolvimento da trama, que, pouco a pouco, parece se ensimesmar e mostrar pouquíssima coisa nova ou relevante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Aí vejo tantos cinéfilos adorando o filme, cultuando-o como uma das mais recentes jóias do cinema. Não sei como me posicionar, já que, como disse, penso que o filme oscile bastante e que, no final, seja simplesmente interessante, mas nada que realmente faça com que você se impressione. No máximo, poderia apontar a atuação de Ryan Gosling como essencial para o que há de marcante nessa obra, mas, mesmo assim, considerá-la como uma promissora candidata ao Oscar 2012 me parece meio precipitado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-6716021570904392139?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/6716021570904392139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=6716021570904392139&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6716021570904392139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6716021570904392139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/drive.html' title='Drive'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pfYUVdgTO2U/TrN33IL6f1I/AAAAAAAABMo/RgOvr0X8dFE/s72-c/drive.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-5163995596244290763</id><published>2011-11-20T00:00:00.008-02:00</published><updated>2011-11-20T00:00:02.296-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Amizade Colorida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cbwgts2fgaA/TrKj1WzK5fI/AAAAAAAABL4/6IBsFpSGGEg/s1600/Amizade+Colorida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-cbwgts2fgaA/TrKj1WzK5fI/AAAAAAAABL4/6IBsFpSGGEg/s320/Amizade+Colorida.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Friends with Benefits. EUA, 2011, 109 minutos, comédia romântica. Diretor: Will Gluck.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0b5394; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Mais um desses tantos filmes de comédia romântica que não trazem nada novo e, no caso desse, nem sequer causa tanto divertimento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Nunca neguei que gosto de comédias românticas, que gosto de vê-la e que, muitas vezes, me entretenho bastante com elas, como é o caso dos filmes &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Pretty Woman &lt;/i&gt;(1990), &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;How to Lose a Guy in 10 Days &lt;/i&gt;(2005)&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Proposal &lt;/i&gt;(2009). É claro que eu sei que há características já consolidadas que acabam perturbando o desenvolvimento e a originalidade dessas obras, já que, como sabemos, por exemplo, à exceção feita por &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Prime&lt;/i&gt;, o casal sempre acaba junto no final, não importando por quais problemas tenham passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Dizer que é justamente isso que acontece no filme não é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;spoiler&lt;/i&gt;, embora, honestamente, eu me senti realmente tentado a acreditar que veria algo que, mesmo não fugindo das “regras” do gênero, fosse novo n história de Jamie e Dylan, que se conhecem devido ao trabalho dela, que procura talentos para trabalhar em empresas famosas. Não conhecendo ninguém em Nova Iorque e estando Jamie à sua disposição, Dylan acaba propondo a ela, depois de algum tempo de contato, que eles se tornem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fuck buddies&lt;/i&gt; – ou seja, amigos que fazem sexo. Ela, assim como ele, tinha saído de um relacionamento frustrado, logo não vêem problema nessa nova relação e acabam gradualmente se envolvendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7sqqai0DCA4/TrKmSJyootI/AAAAAAAABMA/G5LbQ07VK0c/s1600/amizade-colorida-scene.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-7sqqai0DCA4/TrKmSJyootI/AAAAAAAABMA/G5LbQ07VK0c/s1600/amizade-colorida-scene.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Qualquer pessoa que conheça o paradigma do gênero saberá as coisas pelas quais esses personagens passarão: vão se aproximar por causa de alguma eventualidade da vida que os obrigará a passar bastante tempo juntos, encontrarão afinidades um com o outro, desenvolverão um crescente sentimento ao longo de um tempo relativamente curto que passarão juntos, passarão por um momento de discussão tensa, a qual resultará num afastamento breve e, por fim, no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;grand finale&lt;/i&gt;, eles ficarão juntos, esquecendo-se completamente das dificuldades – normalmente comportamentais – pelas quais passaram e assumirão que as provações unicamente serviram para mostrar o quanto foram feito um para o outro (e não para mostrar que, talvez, em oposição àquilo que eles pensam, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não foram feitos um para o outro&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Acrescentem algumas cenas de sexo, algumas tentativas frustradas de efeito cômico – como a cena em que Dylan urina sentado e, questionado por ela, ele se justifica parcamente –, alguns momentos de apelação para relações familiares como forma de complementar o que é ausente nos personagens – e temos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Friends with Benefits&lt;/i&gt;, uma obra bastante rasa que consegue se juntar ao rol dos filmes ruins do gênero. Vale notar que as comédias românticas normalmente não apresentam nada verdadeiramente novo e dificilmente trazem consigo alguma nova perspectiva quanto ao cinema; na maior parte das vezes, são filmes medianos e razoáveis, que satisfazem por uns momentos, naqueles nos quais não buscamos nada complexo, mas que dificilmente se tornam inesquecíveis pelo seu primor técnico ou artístico. Esse filme de Will Gluck consegue ficar abaixo da linha do razoável – o que é, a meu ver, bastante tenso, já que não é muito difícil fazer com que se filme caiba no amplo grupo dos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;apenas&lt;/i&gt; regulares e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;totalmente&lt;/i&gt; inverossímeis. E a inverossimilhança, às vezes, agrada. Ou vão dizer que a história cinderelesca de Vivian e Edward, de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Uma Linda Mulher&lt;/i&gt;, seja desagradável ao olhos e à percepção do espectador?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Justin Timberlake e Mila Kunis são simpáticos e isso é inegável. Há neles algum charme, mais nela do que nele, evidentemente, mas mesmo isso não é suficiente para segurar a atenção nesse filme. Aliás, a falha principal está no roteiro, que não desenvolve nada, não mostra nada que não seja repetição. É um problema – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;como lidar com relações sexuais casuais sem se envolver emocionalmente?&lt;/i&gt; – que é repetido sem explicações maiores ao longo do filme o tempo todo. De um modo geral, só chatice e enrolações, que irritam demais e que fazem com que esse filme seja, em qualquer um de seus aspectos, extremamente dispensável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-5163995596244290763?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/5163995596244290763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=5163995596244290763&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5163995596244290763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/5163995596244290763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/amizade-colorida.html' title='Amizade Colorida'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cbwgts2fgaA/TrKj1WzK5fI/AAAAAAAABL4/6IBsFpSGGEg/s72-c/Amizade+Colorida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-6519885475787153451</id><published>2011-11-18T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-18T00:40:19.477-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Pânico 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4e6ajkM-fjs/TrGptn37PuI/AAAAAAAABK4/-Ee_lvJvNUs/s1600/p%25C3%25A2nico-4..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-4e6ajkM-fjs/TrGptn37PuI/AAAAAAAABK4/-Ee_lvJvNUs/s1600/p%25C3%25A2nico-4..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Scream 4. EUA, 2011, 111 minutos, suspense. Diretor: Wes Craven.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Para mim, embora o primeiro filme da série seja interessantíssimo, é a sua terceira sequência que me cativou, justamente por causa da sua abordagem metalingüística que consegue resumir em si tudo o que foi dito nos filmes anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;"Não mude o filme original!" - &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Sidney Prescott&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Começo afirmando que eu sou um fã da franquia iniciada por Wes Craven e Kevin Williamson e que minha resenha será carregada de uma quantidade notável de amores, já que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream&lt;/i&gt; foi um dos filmes de terror que mais remetem à minha infância (só pra constar, à época do lançamento do terceiro filme, em 2000, eu tinha 9 anos de idade). Confesso que fiquei surpreso e temeroso quando soube de um quarto filme: se o terceiro, embora agradável para mim, já não era mais tão interessante quanto o primeiro, o que esperar então de um quarto filme?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;De algumas coisas, eu já sabia: Sindey Prescott seria mais uma vez alvo dos assassinatos, Gale e Dewey estariam ali para ajudá-la e, no caso de Gale, ajudar a si mesma também. Assim, restava conhecer o outro núcleo da história, já que evidentemente haveria um grupo a ser perseguido, além dos protagonistas da trama. Assim, conhecemos Jill, prima de Sidney, e seus amigos, que serão também perseguidos e mortos, como ocorreu em todos os filmes anteriores da série.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qxU9cvxH1Tg/TrGtwPlKQrI/AAAAAAAABLo/yYIB74bSFiw/s1600/p%25C3%25A2nico-4-scene2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-qxU9cvxH1Tg/TrGtwPlKQrI/AAAAAAAABLo/yYIB74bSFiw/s1600/p%25C3%25A2nico-4-scene2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Primeiro, acredito que as interpretações são muito boas, principalmente no que diz respeito ao modo como os atores continuam em seus personagens. Aliás, não sei bem se isso é algo bom para eles, pois me parece que eles, afinal, nunca saíram desses personagens já que nunca interpretaram – a exceção fica por conta de Courtney Cox-Arquette – personagens tão importantes quanto os que viveram na até então trilogia &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream&lt;/i&gt;. Também acho válido apontar que os personagens conseguem realmente nos satisfazer – pelo menos aos espectadores como eu, mais saudosistas –, uma vez que remetem mesmo àquilo que eles sempre foram: Sidney, embora pacífica, é bastante bruta quanto precisa; mesmo amedrontada, continua vívida e racional em suas ações. Dewey, por sua vez, é uma versão melhorada do que ele era no primeiro filme, mas, ainda assim, está bem longe de ter a esperteza e sagacidade de Gale, que, estando arruinada em sua profissão, resolve voltar às suas origens de jornalista sensacionalista e inescrupulosa e, juntando-se a dois estudantes fanáticos pela tecnologia, mostra que não aceita estar por baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Como soubemos aos assistir aos filmes anteriores e como sabemos pela explicação nesse roteiro: a série é extremamente metalingüística e fala sobre o gênero terror ao longo de todo o seu desenvolvimento. Assim, em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream &lt;/i&gt;(1996), conhecemos as regras básicas para sobreviver num filme de terror; em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream 2&lt;/i&gt; (1997), são apresentadas, dentro do filme, as características típicas de uma continuação; já em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream 3&lt;/i&gt; (1997), apresentam-se-nos os emblemas fundamentais da última parte da trilogia. Mas, como é dito em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream 4&lt;/i&gt;, datado desse ano, com a vinda do novo milênio e com as novas focalizações cinematográficas dentro do gênero horror, devemos nos ater aos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;remakes&lt;/i&gt; – e é justamente a respeito disso que o filme de Craven falará. Percebemos que há a existência do duplo, criando assim uma especificação temporal no tempo presente, mas também remetendo à película de 1996: Jill é a representação de Sidney; Charlie e Trevor são o dobro de Gale Weathers; Judy Hicks, policial que trabalha com Dewey se mostra como seu duplo; Kirby corresponde à melhor amiga da protagonista, que no original correspondia a Tatum. Eis presente a metalinguagem que permeou toda a série proposta por Craven.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ygAwErEgpr0/TrGtaoH-pjI/AAAAAAAABLg/GlacISD8xWQ/s1600/p%25C3%25A2nico-4-scene.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ygAwErEgpr0/TrGtaoH-pjI/AAAAAAAABLg/GlacISD8xWQ/s1600/p%25C3%25A2nico-4-scene.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Do que mais gosto no filme é justamente a questão da personagem duplicada, que nos remete temporalmente ao que a pessoa é e àquilo que ela foi. Indubitável que o efeito conquistado é ótimo: estamos assistindo, ao mesmo tempo, à produção de 1996 e à produção de 2011 – embora quinze anos separem os dois filmes, vemo-los juntos aqui acontecendo em concomitância, embora já os tenhamos visto também em concatenação. E ao longo de todo o filme, há espaço suficiente para que ocorram assassinatos violentos, dúvidas muitas a respeito de quem pode ser o assassino (com destaque à dúbia personagem de Marley Shelton, que, numa única cena, consegue nos colocar uma dúvida que nos perseguirá até o final), até espaço para algum romance entre Charlie e Kirby, vividos pelo estranho Rory Culkin e Hayden Panettiere, mais famosa como Claire, do seriado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Heroes&lt;/i&gt;. E, como se não bastasse as relações com o primeiro filme, há relações fundamentais que provêm respectivamente dos segundo e terceiro filmes, que são os filmes &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Stab&lt;/i&gt;, os famosos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;movies within a movie&lt;/i&gt; que se verificam a partir da primeira continuação de Pânico. É justamente com uma referência aos filmes Facada que Pânico se inicia: uma evidente crítica ao sensacionalismo desvairado que faz com que os filmes de terror recebam continuações exageradas, independentemente daquilo que será mostrado no roteiro que, diante da necessidade de acumular mais dinheiro, acaba ignorado quase que totalmente, fazendo com que, como dito no filme, possa haver até viagem no tempo num filme como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Stab&lt;/i&gt; que é, como se nota, o duplo de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Scream&lt;/i&gt;. Só para constar: é um extremo deleite as participações breves de Anna Paquin e Kristen Bell – bastante conhecidas pelos seriados &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;True Blood&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Veronica Mars&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Creio que o desenvolvimento do filme seja realmente interessante, principalmente por causa da sua dinâmica, que ajuda muito a prender a atenção. A somar, aqueles velhos truques de fazer pensar que é uma pessoa para ser outra, assim como o encurralamento de uma personagem, o modo assombroso como o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ghost face&lt;/i&gt; se projeta ao longo de toda a obra – afinal, ele pode e parece estar em qualquer lugar. Isso para não citar o momento de revelação que, na minha opinião, foi muito interessante, justamente por mostrar-se outra abordagem do duplo – e desta vez, não apenas no sentido de “personalidade duplicada”, mas, num sentido mais técnico do recurso abordado constantemente na literatura, verifica-se a oposição de personalidade. E isso somente torna o filme mais interessante!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Que eu sou fã das obras de Craven vocês já devem saber. Desde o seu primeiro filme, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Last House on the Left&lt;/i&gt;, de 1972, a sua produção dentro do horror é bastante interessante, mesmo que haja, às vezes, umas falhas, como é o caso de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;New Nightmare&lt;/i&gt;, de 1994. Pânico 4 é um bom entretenimento e, honestamente, penso que seja uma boa continuação da série; muito válido e divertido além de possuir uma abordagem inteligente a respeito de si próprio e dos remakes. Aliás, a respeito da primeira regra deles, Sidney Prescott dá um aviso muito importante: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;don’t fuck with the original &lt;/i&gt;[movie].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-6519885475787153451?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/6519885475787153451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=6519885475787153451&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6519885475787153451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/6519885475787153451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/panico-4.html' title='Pânico 4'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4e6ajkM-fjs/TrGptn37PuI/AAAAAAAABK4/-Ee_lvJvNUs/s72-c/p%25C3%25A2nico-4..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-7334262333653851758</id><published>2011-11-16T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-16T00:00:04.128-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Reféns</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0mS38IAioCk/TsL0V9KcUKI/AAAAAAAABW8/9MpdxDzfl28/s1600/refens_poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-0mS38IAioCk/TsL0V9KcUKI/AAAAAAAABW8/9MpdxDzfl28/s320/refens_poster.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Trespass. EUA, 2011, 91 minutos, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;thriller&lt;/i&gt;. Diretor: Joel Schumacher.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um verdadeiro filme-bomba com história duvidosa, desenvolvimento confuso, um ator em atuação sofrível, uma atriz que não se sabe por que está ali e mais uma série de elementos que apenas irritam o espectador em vez de entretê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Sou fã de Nicole Kidman e não nego isso. Mesmo que ache que a produção pode ser estranha, como é o caso de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Feiticeira&lt;/i&gt;, eu ínsito em vê-la mesmo assim, talvez eu acabe surpreso e, pensando nisso, acabo me deparando com filmes-bombas, como é o caso desse. Não fui ao cinema inocentemente - afinal, embora estivesse interessado em Nicole Kidman, também estava consciente de quem era o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;lead actor&lt;/i&gt; e de quem era o diretor - e, honestamente, não sou muito fã do trabalho de nenhum deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ao ler a sinopse, já pude imaginar as coisas que surgiriam ao longo do tempo em que Kyle e Sarah fossem mantidos presos como reféns de um assalto à casa deles: decerto haveria momentos de extremamente fragilidade nos quais os personagens relevariam segredos que perturbaria ainda mais a situação na qual se encontravam; também previ grandes palavras de amor, ditas de um personagem a outro; sendo isso pouco, assumi que haveria alguma identificação amorosa ou afetiva de um assaltante para com um personagem, como acontece em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Panic Room&lt;/i&gt;. E, tão previsível que esse filme é, há exatamente tudo isso que eu citei e, infelizmente, esses elementos não servem para muita coisa nessa trama, que pouquíssimo informa e que apenas mostra atitudes estranhas e incoerentes por parte de todos os personagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LGhNj_onEsg/TsL0gub9_qI/AAAAAAAABXM/ln5hUStlhgY/s1600/ref%25C3%25A9ns-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-LGhNj_onEsg/TsL0gub9_qI/AAAAAAAABXM/ln5hUStlhgY/s1600/ref%25C3%25A9ns-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Nicole Kidman na verdadeira relação-problema que dá mote a esse filme ruim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Aliás, os personagens. Esses merecem um foco especial, porque eles são figuras realmente misteriosas nesse filme, tão misteriosos e obscuros que suas atitudes beiram a estupidez de qual modo que transcende ela própria - a estupidez. Não há como entendê-los e, conseqüentemente, não há como simpatizar com algo tão prepotente como Kyle (mas isso também se deve à má atuação de Nicolas Cage), assim como é impossível simpatizar com Avery, a filha do casal, ou com Sarah. O mais interessante é perceber uma das cenas iniciais, assim que começa o assalto: Kyle é agredido e imediatamente grita para Sarah correr. Subentende-se: “não venha pra cá, corra pra fora da casa”; ela, evidentemente, não faz isso e acaba correndo em direção aos bandidos, que a pegam. Tudo bem, pensamos, um erro de principiante; ela, afinal, não imaginaria que lhe houvessem invadido a casa e capturado seu marido. Depois, quando a filha chega inesperadamente de uma festa, os bandidos a seguram também como refém, e isso aumenta os instintos de proteção de Kyle e Sarah, que parecem dispostos a inverter a situação. Sarah, oportunamente - embora numa cena que não se entende o porquê da existência -, rouba uma seringa contendo uma anestesia extremamente poderosa, em quantidade suficiente para matar. Aí, ela consegue fazer de um dos bandidos seu refém somente para liberá-lo dois minutos depois enquanto nós nos perguntamos por que diabos ela fez aquilo. A resistência de Kyle em abrir o cofre, no qual não há nada, é outro mistério - por que não mostrá-lo logo e dar a desculpa já no começo, evitando toda a agressão pela qual passariam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O roteiro de Karl Gajdusek realmente não se preocupa em tornar nada coerente. É um dos filmes mais incoerentes a que já assisti. Difícil entender o gosto dos personagens por correr na floresta que cerca a casa, difícil entender a mulher que auxilia os bandidos, já que ela se comporta escrotamente ao longo de todo o filme, não entendi o uso da seringa que deveria matar e não mata, as várias vezes em que os bandidos se agridem sem motivo, as tentativas de romance que surgem aqui e lá, principalmente envolvendo Sarah e um dos bandidos, qualquer que seja. Tenho certeza de que esse roteirista escreveu tudo isso só de brincadeira, porque, desde o princípio, percebeu o tom de brincadeira desse filme de Schumacher (aliás, conhecendo o diretor, já se pode facilmente supor que será bem em tom de brincadeira o filme). O único problema é que o espectador é o último a perceber que essa obra não deve ser levada a sério.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MeGgHQ09Rbw/TsL0XiLzNmI/AAAAAAAABXE/QsdWJUcs60k/s1600/ref%25C3%25A9ns-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-MeGgHQ09Rbw/TsL0XiLzNmI/AAAAAAAABXE/QsdWJUcs60k/s1600/ref%25C3%25A9ns-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Uma das muitas cenas repetidas do filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O problema de Nicole Kidman não é sua má atuação, até porque ela está bastante coerente dentro do possível (com exceção das cenas em que finge ser lutadora ou em que corre pelo mato). O problema é unicamente a sua presença nesse filme - &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ela não deveria estar ali&lt;/i&gt;, evidentemente, principalmente num momento de sua carreira na qual assumimos que ela, por fim, deu a volta por cima, ainda mais com a recente indicação ao Oscar pelo magnífico&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; Rabbit Hole&lt;/i&gt;. Liana Liberato e Cam Gigandet apenas estão ali, em atuações no automático, fazendo o mínimo que se espera deles, sem, no entanto, apresentar deficiências notáveis no seu trabalho. Nicolas Cage é o verdadeiro trunfo ao inverso de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Trespass&lt;/i&gt; - é ridícula sua atuação, uma das coisas mais medíocres e infelizes que vi ultimamente, tudo nele está errado, infinitamente errado: vejam a cena em que ele perde os óculos, vejam quando ele leva um tiro na perda, quando é arrastado para fora da casa no final do filme, abomino tudo o que vi!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Joel Shumacher (risos desde já) realmente nos ofereceu um verdadeiro presente de grego, que consegue ser ainda mais notável do que o desastre &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Batman and Robin&lt;/i&gt;, o qual ainda pode ser considerado um filme divertidinho. A sua direção poderia facilmente ser apontada como uma das piores de 2011, porque ele conseguiu reunir sofrivelmente inúmeros problemas. Aqueles flashbacks são tenebrosos, assim como a edição que sobrepõe o rosto de um personagem a uma cena qualquer, como se isso acrescentasse drama ou ritmo a tudo de ridículo que estamos assistindo. Fiquei impressionado com esse filme, tanto que ele me motivou a conhecer mais títulos dirigidos por esse diretor que, honestamente, tanto me incomoda, já que ele próprio, como acontece aqui, não consegue oferecer aquilo que propõe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-7334262333653851758?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/7334262333653851758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=7334262333653851758&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/7334262333653851758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/7334262333653851758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/refens.html' title='Reféns'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0mS38IAioCk/TsL0V9KcUKI/AAAAAAAABW8/9MpdxDzfl28/s72-c/refens_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-4565652497013432571</id><published>2011-11-14T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-14T00:00:02.349-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Contágio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tJiEiRAk754/Tq83pySntYI/AAAAAAAABKo/jqe_XJW4ygQ/s1600/cont%25C3%25A1gio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-tJiEiRAk754/Tq83pySntYI/AAAAAAAABKo/jqe_XJW4ygQ/s1600/cont%25C3%25A1gio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #7f6000;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Contagion. EUA, 2011, 106 minutos, drama. Diretor: Steven Soderbergh.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A dose de realidade presente na obra é simplesmente assustadora e creio ser esse o elemento que mais chama a atenção do espectador.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Me lembro de que assim que comecei a ouvir rumores a respeito desse filme, ouvi que se tratasse de uma obra sobre zumbis. E achei curioso pensar no enredo, já que o elenco todo parecia destoar desse subgênero de filmes. E eu estava correto ao supor haver erro nesses boatos: a história aborda uma epidemia viral desconhecida, da qual se desconfia a origem, mas não se sabe muitas informações a respeito. A única informação realmente necessária é que a infecção é altamente contagiosa e que a busca por uma solução deve ser imediata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Há uma série de filmes que abordam situações apocalípticas, mas a que se vê nesse filme é absurdamente assustadora. Por uma série de motivos, as populações se vêem lacradas em suas cápsulas governamentais, que são uma série de histórias ditas às pessoas com uma infinidade de razões. E, à primeira vista, não fôssemos nós observadores dessa história, poderíamos facilmente dizer que a doença apresentada no filme é, em suma, uma forma de criar o caos nos povos e, assim, colocá-los sob a proteção do Estado, tornando-os mais submissos às formas várias de pressão que se mostram na sociedade. Também, se não descobríssemos como tudo aconteceu, poderíamos suspeitar de ataques terroristas com armas biológicas, pois, não se pode negar, a questão política é extremamente relevante para grupos partidários a ponto de eles agirem com atitudes extremistas a fim de provar-se superiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A história assusta porque ela é real. Simplesmente por isso. Vemos a contaminação de várias pessoas e também vemos os dois lados presentes: o das populações, que clamam por ajuda, que esperam ser ajudadas e, no desespero, assumem estar abandonados ou pensam que não é dada a eles a devida atenção; e o lado dos cientistas, que buscam lidar com as dificuldades de um elemento danoso que eles não conhecem e, a somar, com o modo com a qual cada notícia deve ser divulgada, de modo a não causar mais caos do que aquele que já se vê nas ruas. A tensão conflituosa do filme se dá nesses dois âmbitos e assim vemos as situações, por exemplo, de Mitch Emhoff (Matt Damon) e sua família e de Alan Krumwiede (Jude Law), que representam a questão social, e de Dr. Ellis Cheever (Lawrence Fishburne), Dr. Leonora Orantes (Marion Cotillard) e Dr. Erin Mears (Kate Winslet), que representam o posicionamento científico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A obra está bastante longe de ser um retrato pacífico de um período conturbado. Vemos a todo momento situações de instabilidade, de denúncia, de crises e violência. O que se vê no filme é, em maior escala, aquilo que nós passamos em 2009, quando a chamada “gripe suína” aterrorizou as pessoas e, no caso do Brasil, impediu o funcionamento de escolas, de instituições públicas, e encerrou as pessoas em suas casas. Verifica-se, nesse filme, que, às vezes, nem ficar em casa é suficiente para evitar o contágio e, mais interessantemente ainda, todos podem se contaminar e sucumbir. Muitas cenas são cruéis no que mostram e o narrar com determinação temporal é ainda mais desesperador: a associação da doença e da morte com o tempo – sendo o número de mortos proporcional ao tempo passado – é tenebrosa e nos remete mais ainda à idéia da realidade bruta que estamos acompanhando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Não nego que o elenco seja de peso, mas a força do filme não está nas atuações. Seu poder reside na sua crítica à irracionalidade humana e também no esforço humano – lembrando: o filme mostra os dois lados da mesma situação; vemos tanto os que combatem o caos quanto aqueles que, através do sensacionalismo, criam o desespero como forma de arrecadar com isso. Não nego, porém, que o elenco é fundamental para o desenvolvimento da obra, embora, penso, que os atores poderiam ser utilizados de uma maneira melhor dentro do roteiro, que, às vezes, simplesmente se esquece deles, como se vê facilmente com Marion Cotillard, que, a partir de um determinado momento, simplesmente some na trama e não lhe é dada qualquer atenção, sendo o seu final uma incógnita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Não me estenderei no quesito atuação, porque realmente não está aqui a força do filme, ainda que os atores, de um modo geral, estejam cabíveis em seus personagens e não se destacam de modo algum negativamente. Se há aspectos ruins quanto a eles, decerto reside na direção ou no roteiro, mas não em seus trabalhos. Quanto à direção, aliás, é interessante notar que Soderbergh parece finalmente ter composto algo mais parecido com um “filme do Soderbergh”, como aqueles dois que vimos em 2000 – &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Erin Brokovich&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Traffic&lt;/i&gt;, mais a esse do que àquele. Se ele voltou a criar bons filmes, que se mantenha assim, a fim de não desaparecer como fez na última década, na qual mal ouvimos falar dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Contagion&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt; é um filme um pouco extenso desnecessariamente, mas, ainda assim, consegue eficientemente transmitir sua mensagem, mesmo havendo nele algumas falhas e desvios que interferem numa apreciação máxima. O filme vale, no entanto, pela sua sobriedade e funcionalidade ao retratar a situação caótica à qual as pessoas são submetidas. E também vale, sobretudo, pela última cena, quando descobrimos o que aconteceu no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Day 1&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-4565652497013432571?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/4565652497013432571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=4565652497013432571&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4565652497013432571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/4565652497013432571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/contagio.html' title='Contágio'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tJiEiRAk754/Tq83pySntYI/AAAAAAAABKo/jqe_XJW4ygQ/s72-c/cont%25C3%25A1gio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3422747520798017573</id><published>2011-11-12T00:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-12T00:00:04.757-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Amor à Toda Prova</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TVSIaCOcRCU/Tq4t_eXcXrI/AAAAAAAABKg/R8EtzHJRmiI/s1600/Amor+a+Toda+Prova.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-TVSIaCOcRCU/Tq4t_eXcXrI/AAAAAAAABKg/R8EtzHJRmiI/s320/Amor+a+Toda+Prova.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Crazy, Stupid, Love. EUA, 2011, 118 minutos, comédia. Diretores: Glenn Ficarra e John Requa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #38761d; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O roteirista e os diretores conseguiram transformar uma história singela em diversão com qualidade absurdamente superior a das diversas comédias românticas lançadas anualmente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ao ver notícias sobre esse filme, duas coisas rapidamente me passaram pela cabeça: “quero vê-lo”, pois no elenco está a belíssima Julianne Moore, atriz cujo trabalho eu admiro bastante, e “não quero vê-lo”, pois no elenco também está Steve Carell, um ator que, até essa atuação, ao meu ver, só esteve em uma obra interessante, que é &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Little Miss Sunshine&lt;/i&gt;. Se o visse e o achasse ruim, eu teria pouco a perder, então decidi conferi-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;E sorte que o fiz, porque a história é cativante e a sua singeleza envolve o espectador na desventura amorosa de Cal Weaver, um homem que, após ser deixado pela esposa, que revela tê-lo traído, ele se sente tão frustrado que passa a beber todas as noites num bar enquanto conta o seu problema amoroso. Lá conhece Jacob Palmer, um jovem bem sucedido que conquista todas as mulheres e que é, efetivamente, a representação da masculinidade. Palmer, então, decide ensinar Weaver a se valorizar e a recuperar a auto-estima, tornando-o, então um homem bastante seguro, o que, na verdade, não modifica o que ele ainda sente pela ex-esposa e nem faz com que ele deixe de se envolver em algumas confusões, principalmente quando ao seu redor estão o seu filho adolescente que é apaixonado pela babá, a babá que é apaixonada por ele (por Cal) e a ex-esposa, que o ama, mas que já não consegue se manter nem longe nem próxima dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Quando penso nas comédias românticas, penso sempre no arquétipo das situações-problemas que é apresentado. Dificilmente vemos algo que seja diferente de uma modelo já consolidado: o problema inicial, os conflitos pessoais que seguem humoradamente e, por fim, a solução com a união do casal principal. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Crazy, Stupid, Love&lt;/i&gt; consegue justamente se afastar disso ao tornar os personagens e situações mais verossímeis, mais palpáveis e menos fantasiosos. Os problemas enfrentados por Cal e Emily são reais e os dois lidam com isso de forma real. Interessante notar a preocupação de Dan Folgeman, o roteirista, em não torná-la monstruosa – ela é simplesmente uma mulher que não consegue mais estar num relacionamento que não a motiva a continuar. Cal, por sua vez, por ter estado exclusivamente com Emily, não encontra em outra mulher razão para se envolver. Personagens completamente compreensíveis, bastante naturais e, sobretudo reais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A somar, há mais a dizer sobre os personagens. Basta pensar no título principal para termos uma idéia do quanto as pessoas retratadas nessa filme são complexas: elas vivem momentos de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;loucura&lt;/i&gt; (abandonar um casamento de mais de vinte anos, tornar-se garanhão de repente), momento de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estupidez&lt;/i&gt; (o modo como agem sovinamente, degradando a convivência em função de mesquinharias pessoais) e, indubitável e principalmente, momentos de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;amor&lt;/i&gt; – isso se verifica em todos os personagens e nas diversas relações vistas: amor conjugal, paternal, fraternal; mesmo entre Cal Weaver e Jacob Palmer se vê uma relação se amizade intensa, a qual, embora se abale – a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estupidez&lt;/i&gt; aí –, não morre. Esse panorama da complexidade comportamental dificilmente é apresentado em outros filmes de comédia, que se limitam a personagens planos em situações unilaterais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O lado cômico do filme se encontra basicamente nas personagens de Ryan Gosling, o qual, aliás, está bastante sedutor, e em Hannah, interpretada por Emma Stone. É claro que existem muitos momentos em que o humor se evidencia, podemos vê-lo claramente na personagem de Marisa Tomei, cuja participação é pequena, mas garante entretenimento. A escolha por intercalar momentos dramáticos e momento cômicos foi certa, isso evitou que o filme ficasse carregado, seja num gênero ou no outro – é interessante, sobretudo, perceber que a linha que separa o drama do humor é muito tênue: basta observar, por exemplo, as cenas nas quais Emily e Cal conversam no jardim, quando ela comenta que foi assistir &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Twilight&lt;/i&gt;, e quando eles saem da reunião com Kate, professora ex-alcoólatra do filho deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Acredito que outro fator positivo seja a dedicação dos atores. Todos estão confortáveis, mesmo Kevin Bacon, que é meio canastrão, se encontra à vontade na sua personagem. Os destaques vão evidentemente para Julianne Moore e Ryan Gosling, ambos enriquecem o filme com a sua presença. Muitas comédias são lançadas, mas poucas trazem consigo um bom elenco, um roteiro conciso e atrativo, uma direção eficiente e, ainda, um desenvolvimento – este ligado principalmente à direção – que percorre duas horas sem se deixar afetar pelos pequenos defeitinhos que existem ao longo de toda obra. Trata-se de um filme que diverte e se faz notável dentro do gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-3422747520798017573?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/3422747520798017573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=3422747520798017573&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3422747520798017573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3422747520798017573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/amor-toda-prova.html' title='Amor à Toda Prova'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TVSIaCOcRCU/Tq4t_eXcXrI/AAAAAAAABKg/R8EtzHJRmiI/s72-c/Amor+a+Toda+Prova.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-9168627941209368062</id><published>2011-11-10T00:00:00.027-02:00</published><updated>2011-11-10T00:00:02.591-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Água para Elefantes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OQ-W0RaGuio/Tq0yXS9TetI/AAAAAAAABKM/5YUHRUiDwyU/s1600/agua_para_elefantes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-OQ-W0RaGuio/Tq0yXS9TetI/AAAAAAAABKM/5YUHRUiDwyU/s320/agua_para_elefantes.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Water for Elephants. EUA, 2011, 115 minutos, drama. Diretor: Francis Lawrence.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;A história água-com-açúcar consegue engambelar com beleza e carisma e ainda traz Christopher Waltzem numa interpretação vivaz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pode-se dizer que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Water for Elephants&lt;/i&gt; é um daqueles filmes que já causam alvoroço antes mesmo de sua estréia. Assim como inúmeros outros títulos lançados anualmente, esse filme causou furor em basicamente dois grupos: o das garotas que adoram Robert Pattinson e que vivem em função de conhecer e adorar todas as obras desse ator; e o dos esperançosos, que viam em Witherspoon e em Waltz – e em Pattinson, quem sabe – a possibilidade de uma grande obra cinematográfica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Creio que ambos os grupos foram favorecidos, pois o filme, que fala sobre o período em que Jacob Jankowski esteve acompanhando uma trupe, consegue agradar sem apelações e sem delongas desnecessárias que perturbam a exibição de um filme. A história acompanha a narrativa de um senhor, que nos a respeito do seu passado quando, desistindo da universidade na qual cursava medicina veterinária, escolheu viver acompanhando um circo – lugar que foi responsável por grandes lições de vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Re8ywWGEJxI/TrlB3m79CiI/AAAAAAAABT0/HydpNRo3itg/s1600/agua_para_elefantes-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Re8ywWGEJxI/TrlB3m79CiI/AAAAAAAABT0/HydpNRo3itg/s1600/agua_para_elefantes-cena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Christopher Waltz e Reese Witherspoon no momento em que August apresenta Rosie, o elefante, à Marlena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O período histórico-político em torno do qual a história se localiza é justamente o começo da década de 1930, quando os EUA ainda está extremamente afetado pela quebra da bolsa de valores. Assim, pessoas estão endividadas, esfomeadas e desempregadas – e é a combinação desses e de outros fatores que faz com que mais de 300 homens sigam viajando de cidade em cidade num trem para conseguir pagamento de alguns centavos por dia de trabalho escravizado. Jacob, sem dinheiro e sem família – um acidente matou os seus pais e, por causa da hipoteca da casa, o banco assumiu os bens dos Jankowski –, o jovem é obrigado a buscar um meio de sobreviver. Acaba, assim, integrando a equipe dos Irmãos Benzini. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sabendo o arquétipo básico de histórias como essa, podemos prever facilmente o que vai acontecer: Jacob vai se apaixonar pela mulher do dono do circo, nesse caso, Marlena, interpretada por Reese Witherspoon, e August, vivido por Christopher Waltz. Tendo estabelecido o triângulo, resta apenas aguardar pelas complicações. Quanto à problemática da temática, não sei bem se a considero boa ou não. Se assumir o tom cinematográfico, diria tratar-se um encadeamento meio pobre, já que os conflitos são bastante delimitados e encontram praticamente nas reações bruscas de August em relação a como ele lida com os empregados e animais do circo. Se vir através de um tom cronista, aí parecerá extremamente adequado, pois o retrato que se faz é mais da relação tensa profissional e comportamental de August do que afetivo-amorosa de Jacob e Marlena. O romance se evidencia, mas calmamente e em segundo plano. Os mais românticos decerto acharão que falta emoção; para mim, estava na medida certa, sem dramalhões inconvenientes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h0t8IPoYWTU/TrlB29K7zdI/AAAAAAAABTs/WZIEBy6jc94/s1600/Agua-para-Elefantes-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://3.bp.blogspot.com/-h0t8IPoYWTU/TrlB29K7zdI/AAAAAAAABTs/WZIEBy6jc94/s400/Agua-para-Elefantes-cena2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Momento catártico do filme: o novo recomeço de Jacob e Marlena, ao lado de Rosie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O ritmo do filme é lento. Acompanhamos com calma o que há para ser mostrado. Vale notar que a obra não quer apenas expor o enredo, mas também encantar artisticamente – e devo dizer que eu me senti atraído pela abordagem estética da obra: a fotografia é bonita, o contraste da beleza quase clássica de Marlena com a selvageria em torno da qual ela está se insinua o tempo todo. Até mesmo a animalização de August – que se torna mais animal instintivo do que qualquer outro animal irracional – contrasta com a sutileza vivida pelos protagonistas e pelo ambiente circense. Francis Lawrence tem uma direção modelada, dessas que estão na cartilha. Momentos de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;slow-motion&lt;/i&gt;, algumas repetições de cenas como ênfase – nada errado, no fim, mas bastante comum e sem nenhum diferencial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Penso que seja Christopher Waltz o ponto auge do filme. Sua atuação é marcante, mesmo nos mínimos detalhes, mesmo nos momentos mais rápidos. É o modo como olha e como usa os olhos como fonte máxima de expressão. Não me surpreenderia que concorresse a prêmios por sua atuação. Reese Witherspoon traz consigo algo de caricato. Não sei exatamente explicar nem considero ruim a sua interpretação. Mas, assim como a direção de Lawrence, parece que ela pegou algumas expressões de outras atuações, seja dela mesma ou de outras atrizes, e as usou para compor Marlena. Nenhum grande problema – nem mesmo com Robert Pattinson, ator que, honestamente, eu considero bastante canastrão. Não creio que ele atue nessa obra. Algo me diz que são outros fatores presentes na produção que causam a impressão de que ele, às vezes, sorri ou se desespera convincentemente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Com exceção de Waltz, a força do filme está longe da área das interpretações. Acho que está na sua beleza. Por mais que não seja um filme memorável, é uma obra que cativa ao seu modo, que mostra uma beleza que, durante a exibição e por um tempo depois dela, prende os olhos do espectador. Não chega a ser um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;guilty-pleasure&lt;/i&gt;, porque reconheço bastantes qualidades – fotografia, figurino, direção de arte –, mas é uma dessas obras cujo charme está aparentemente além do próprio filme. Talvez esteja até mesmo na receptividade do espectador...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-9168627941209368062?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/9168627941209368062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=9168627941209368062&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/9168627941209368062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/9168627941209368062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/agua-para-elefantes.html' title='Água para Elefantes'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OQ-W0RaGuio/Tq0yXS9TetI/AAAAAAAABKM/5YUHRUiDwyU/s72-c/agua_para_elefantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-8524698944818058615</id><published>2011-11-08T00:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T00:00:04.691-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Larry Crowne - O Amor Está de Volta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LnVdYOFX2lU/Trb3ZYYPJqI/AAAAAAAABRE/DmswxRPPs5k/s1600/larry-crowne.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-LnVdYOFX2lU/Trb3ZYYPJqI/AAAAAAAABRE/DmswxRPPs5k/s1600/larry-crowne.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="color: #3d85c6;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #3d85c6; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Larry Crowne. EUA, 2011, 98 minutos, comédia. Diretor: Tom Hanks.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #3d85c6; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #3d85c6; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Estamos diante de um filme sem foco, aparentemente sem roteiro, com atuações medianas e que só se mantém pelo carisma de Julia Roberts, que está bonita, mesmo quando se mostra extremamente amarga.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;O que motivou a assistir a esse foi justamente a presença de Julia Roberts, que, mesmo em filmes medianos, consegue cativar a minha atenção. E é justamente assim com esse filme, dirigido por Tom Hanks e também co-protagonizado por ele. Conhecemos a história de Larry Crowne, que é despedido após trabalhar muitos anos numa rede de supermercados. O motivo: não possuir ensino superior - o que, segundo os chefes, prejudica a empresa, já que impossibilita o seu crescimento. Larry então decide matricular-se na universidade local, onde, no curso de Oratória 217, conhece Mercedes, uma professora desmotivada com a profissão e com seu casamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;A primeira dificuldade básica nesse filme é encontrar o seu foco. São muitas histórias acontecendo e todas elas buscam intensificar a história de Larry, mas, como vemos, dificilmente percebemos o desenvolvimento delas, já que elas, por serem muitas, não encontram espaço para se mostrarem vívidas na trama. A começar, temos aquilo que parece ser o tema do filme: o romance entre Mercedes e Larry. Percebemos essa relação de afeto pelo modo como ele sutilmente modifica a personalidade brusca dela e pelo modo como ele faz com que ela, pouco a pouco, passe a querer estar em sala de aula ou, até mesmo, queira ser mais gentil com os outros. Isso, no entanto, não se desenvolve bem e cabe apenas ao espectador compreender essas mudanças - na verdade, o máximo que vemos são mudanças mínimas no comportamento dela e isso é repetido exacerbadamente ao longo da história.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ehgh-yEztu8/Trb4RAPZhUI/AAAAAAAABRM/ZufKr-ChvoE/s1600/larry-crowne.-cenajpg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ehgh-yEztu8/Trb4RAPZhUI/AAAAAAAABRM/ZufKr-ChvoE/s1600/larry-crowne.-cenajpg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Ainda, além do que parece ser o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;plot &lt;/i&gt;principal, temos ainda outras três temáticas que são apresentados: a vida pessoal de Mercedes e o seu relacionamento conturbado com seu marido, que parece não lhe dedicar a atenção que ela requer, o que, por conseqüência, cria uma série de desencontros entre eles, culminando na reprovação da atitude de um por parte do outro e vice-versa; também conhecemos a relação estabelecida entre Larry e Tália, que o nomeia Lance Corona, já que, segundo ela, “Larry” não é um nome que faz jus à pessoa que ele é; ainda há o problema entre Larry e ele mesmo, que passa por um processo de autoreconhecimento, no qual percebe que a sua vida havia sido bastante limitada e reduzida às coisas que ele acreditava ser “perfeitas” como o emprego aparentemente interessante que tinha na rede de supermercados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Penso que seja essa série de desencontros que fazem com que o filme perca a sua potência. Não quero dizer que ele tivesse os elementos necessários para torná-lo uma grande, mas decerto há comédias românticas bem mais interessantes, que chamam bem mais a atenção do que esse título, justamente por se focarem em algo mais específico em vez de “atirar para todos os lados” como forma de tentar transformar a história em algo mais complexo. Isso evidentemente falha, porque faz com que a narrativa disperse e, a somar, os personagens se tornem mais superficiais do que eles seriam se seu enredo seguisse simplesmente a fórmula clássica dos filmes do gênero. Tália, Lala, Mercedes, Lance Corona e Larry Crowne são inferiorizados por um roteiro que não consegue adaptá-los ao espaço temporal de que o filme dispõe - uma hora e meia não suficiente para discorrer a respeito de tantos assuntos como Tom Hanks, o diretor e roteirista, e Nia Vardalos, co-roteirista, supuseram.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aSXf8bggn9Y/Trb3TjXpRpI/AAAAAAAABQ0/YYwDjiBVA4s/s1600/larry-crowne.-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-aSXf8bggn9Y/Trb3TjXpRpI/AAAAAAAABQ0/YYwDjiBVA4s/s1600/larry-crowne.-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;E entre tantos problemas que o filme apresenta, a sua quase salvação está no elenco. Não me refiro especificamente à atuação de Tom Hanks, que, embora simpático, parecer ter perdido aquele charme delicado que havia nas épocas de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sleepless in Seattle&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;You’ve Got Mail&lt;/i&gt;, filmes que co-protagonizou ao lado de Meg Ryan. Eu falava mesmo a respeito de Gugu Mbatha-Raw, intérprete de Tália, e Julia Roberts, que dá vida à Mercedes Tainot - T-A-I-N-O-T, não Tainá, Tina ou Terry, como ela mesma diz. As duas atrizes carregam consigo tanta simpatia que vê-las em cena ajuda o filme, pois realmente nos sentimentos confortáveis ao vê-las. Em especial, adoro as cenas em que Mercedes Tainot demonstra a sua irritação com a vida, parecendo não haver nada que a agradasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Basicamente, é uma comédia sem muitos momentos de riso, que não apresenta nada novo, que não oferece ao espectador o carisma ilusório de pensar que no final tudo dá certo, mesmo que nesse filme tudo dê certo - percebamos: nem sequer somos convencidos por aquilo que o filme parece defender - a magia do amor. O único momento crítico da obra - e que não é mostrado com o tom crítico que lhe cabia - é justamente o fato de Mercedes dar nota A+ a Larry quando percebemos que isso evidentemente só aconteceu por causa da relação de carinho que ela tinha por ele. Ou seja, ela é uma professora desiludida, irritada, hostil que, quando se livra dessas características ruins, se torna antiética! Mas, enfim, acho que essa crítica não cabe ao enredo. Enfim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Larry Crowne&lt;/i&gt; é um filme que não surpreende nem entretém muito, mas vale a pena por Julia Roberts - que, como Julianne Moore, parece sempre fazer um filme se tornar assistível somente pela sua presença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-8524698944818058615?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/8524698944818058615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=8524698944818058615&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/8524698944818058615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/8524698944818058615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/larry-crowne-o-amor-esta-de-volta.html' title='Larry Crowne - O Amor Está de Volta'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LnVdYOFX2lU/Trb3ZYYPJqI/AAAAAAAABRE/DmswxRPPs5k/s72-c/larry-crowne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3409650193982298229</id><published>2011-11-06T00:00:00.004-02:00</published><updated>2011-11-06T00:01:33.003-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>A Casa dos Sonhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dHUZjsVuPaQ/TrXdpd8Z34I/AAAAAAAABN4/b7VlLpP38dQ/s1600/casa-dos-sonhos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-dHUZjsVuPaQ/TrXdpd8Z34I/AAAAAAAABN4/b7VlLpP38dQ/s320/casa-dos-sonhos.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Dream House. EUA, 2011, 92 minutos, mistério. Diretor: Jim Sheridan.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Um filme de roteiro precário, que cria dúvidas sem se preocupar em resolvê-las e que, na sua tentativa de ser muitos outros filmes, falha na sua concepção de “mistério” - de que, segundo os produtores, o filme se trata.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Estávamos a Nathália, minha companheira de casa, e eu assistindo ao filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Salt&lt;/i&gt;, com Angelina Jolie, que fala sobre uma agente secreta do governo americano que é acusada de ser uma espiã russa e que, ante a acusação, precisa fugir para não ser presa pelo Estado a que serve. Numa determinada cena do filme, Evelyn Salt rouba uma roupa numa loja e eu, já achando graça da piada que faria a seguir, comentei que seria divertido se o filme, a partir daquele momento, se tornasse o drama choroso de uma mulher que tenta se reabilitar da cleptomania em vez de continuar com a ação à qual estávamos assistindo. Sempre que assistimos a filmes juntos, eu faço um comentário assim, imaginando quando verei um filme com um característica como essa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Pois bem, vi-o hoje: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dream House&lt;/i&gt;. Os produtores chamam-no de mistério, os cinemas apresentam-no como terror, algumas resenhas apontam-no como drama. Como, afinal, podem as pessoas saber qual o gênero do filme se ele próprio não se decide em que categoria permanecer? Não que num filme de terror não se verifique momentos dramáticos - &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Exorcist&lt;/i&gt; prova que isso é perfeitamente possível. Filmes de mistério possuem excelentes eventos que demonstram terror - vide &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mindhunters&lt;/i&gt;. Já A Casa dos Sonhos, encabeçando por Daniel Craig, Rachel Weisz e Naomi Watts, fala sobre a história de uma família que descobre ter havido um assassinato na casa onde se mudaram e começam a se sentir pressionados pela figura de um homem, o responsável pelos crimes, que parece estar à espreita. Terror? Suspense? Drama? Comédia? Difícil dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OuNSunA8M0Y/TrXdn4kBUSI/AAAAAAAABNw/qDRWDevA3dY/s1600/casa-dos-sonhos-cena2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-OuNSunA8M0Y/TrXdn4kBUSI/AAAAAAAABNw/qDRWDevA3dY/s1600/casa-dos-sonhos-cena2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Essa produção roteirizada por David Loucka oscila entre os gêneros, mudando efetivamente de um para outro. Não vemos uma confluência dos acontecimentos, somando drama às situações de tensão e terror; vemos terror de uma família assombrada pelo desconhecido durante o primeiro terço, o drama de um homem em reabilitação durante o segundo terço e um misto de romance e ação no terceiro ato - o qual, aliás, finaliza insatisfatoriamente a trama. Ao assistir esse filme, não se pode ignorar outros três títulos que inevitavelmente virão à cabeça: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Others&lt;/i&gt;, estrelado por Nicole Kidman; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Sixth Sense&lt;/i&gt;, com as famosas pessoas mortes da frase do garotinho; e, por fim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Shutter Island&lt;/i&gt;, com aquela reviravolta inverossímil no final. A diferença é que em A Casa dos Sonhos, os enredos desses três filmes confluem durante o seu primeiro ato, deixando o espectador bastante surpreso, pois, com a revelação feita aos trinta minutos, perguntamo-nos indubitavelmente: o que vem agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Fácil responder: vem a dificuldade que o próprio roteirista encontrou e que, devido a não saber como solucioná-la, resolveu partir para outras características de gêneros na sua escrita. Difícil também entender como os atores se submeteram a esse filme confuso, que em momento nenhum e em nenhuma forma - seja enredo, script, plots blocados - consegue se mostrar estável. Talvez Rachel Weisz seja a mais simpática do elenco, mas, ainda assim, a atriz mais medíocre - mas acho que isso seja por causa da sua personagem, com a qual não pude simpatizar. Libby é o verdadeiro brinquedo-problema do filme e nós podemos perceber isso ao longo de toda a obra: ela perturba a todos em qualquer que seja a situação, consegue até roubar a concretude do conflito que reside na personagem de Naomi Watts, que, como vemos também, deveria ser o auge da tensão. Aliás, quanto a Ann Paterson, interpretada por Watts, não se pode dizer muito, já que nada sabemos da personagem por discurso de outros e, nas suas aparições em cena, ela também não diz nada nem apresenta muito que seja relevante. Ao final do filme, ficamos com dúvidas acerca da relação dela com Will Atenton, vivido por Daniel Craig - o roteiro, só pra constar, ignora a dubiedade (que acontece por falha, não por intenção) e finaliza o filme sem explicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-s66uXFlTvqk/TrXfIX9_wUI/AAAAAAAABOA/QsM2twJe5zQ/s1600/casa-dos-sonhos-cena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://3.bp.blogspot.com/-s66uXFlTvqk/TrXfIX9_wUI/AAAAAAAABOA/QsM2twJe5zQ/s400/casa-dos-sonhos-cena.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Se for terror, não causa medo. Se for drama, não comove. Se for mistério, não há o que solucionar, já que metade da incógnita se apresenta ao final do primeiro ato do filme e a outra metade se revela sem qualquer suspense e, ainda, se mostra terrivelmente insatisfatória, exatamente por que o roteirista teve preguiça de aguçar a criatividade e apelou - isso mesmo: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;apelou&lt;/i&gt; - para uma saída absurdamente fácil. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dream House&lt;/i&gt; só perturba quando consideramos que perdemos tempo e dinheiro no cinema. E, no meu caso, ainda tive que vê-lo com dois casais, um em cada lado, fazendo barulhos que me intrigaram muito mais do que qualquer cena ou proposta desse filme - teria decerto tido mais entretenimento olhando para a direita ou para a esquerda em vez de olhar para frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4901056768979147181-3409650193982298229?l=literarioecinematografico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/feeds/3409650193982298229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4901056768979147181&amp;postID=3409650193982298229&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3409650193982298229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4901056768979147181/posts/default/3409650193982298229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literarioecinematografico.blogspot.com/2011/11/casa-dos-sonhos.html' title='A Casa dos Sonhos'/><author><name>Luís</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17111864429227995806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-mMR5EmPNRAA/Trh9sDqq8DI/AAAAAAAABS0/JeqQqtwV4BE/s220/DSCN3498.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dHUZjsVuPaQ/TrXdpd8Z34I/AAAAAAAABN4/b7VlLpP38dQ/s72-c/casa-dos-sonhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4901056768979147181.post-3920194803142956371</id><published>2011-11-04T00:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-04T00:00:01.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Inverno da Alma</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TUs3N7HoXjI/AAAAAAAABDQ/CVbdkEBtWNw/s1600/inverno-da-alma.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_P6PZjuIym6s/TUs3N7HoXjI/AAAAAAAABDQ/CVbdkEBtWNw/s320/inverno-da-alma.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d;"&gt;&lt;b&gt;Winter's Bone. EUA, 2011, 100 minutos, drama. Diretora: Debra Granik.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d;"&gt;&lt;i&gt;Esse filme já conquista uma vitória se fizer o espectador permanecer acordado até o final de sua exibição!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A jovem atriz Jennifer Lawrence tem sido bastante comentada, principalmente pelo seu feito no filme &lt;i&gt;Winter’s Bone&lt;/i&gt;, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Atriz. Esse é um filme independente, desses que chamam a atenção por algum motivo especial e acabam reconhecidos pela sua qualidade artística.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo dizer que a temática do filme não é tão forte, mas decididamente Debra Granik soube como torná-la cruel para quem assisti ao filme. A história de uma jovem de 17 anos é contada: ela cuida da mãe, que está fora de si, e dos dois irmãos menores. Mas precisa sair em busca de seu pai quando descobre que ele, depois de ter sido preso e solto sob fiança, colocou a casa da família como forma de assegurar que compareceria à justiça e não fugiria – o que evidentemente não acontece. Então, Ree Dolly começa uma busca pela região à procura dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria realmente dizer que essa se trata de uma produção notável, de qualidades singulares e capaz de provocar extremo entretenimento no espectador. No entanto, não acho que nada disso seja aplicável aqui, porque o filme é tão esquecível quanto todos os outros dessa temporada de premiação e não há nada nele que seja absurdamente chamativo. Nem mesmo as atuações indicadas ao Oscar atraíram plenamente a minha atenção. O roteiro parece disperso e um pouco específico demais. Ele aborda uma realidade que não é compartilhada por todos e isso dificulta a aproximação do espectador com o filme. Eu admito ter ficado perdido em algumas passagens do filme, não entendi alguns acontecimentos. Ou as coisas estavam subentendidas demais ou eu simplesmente não fui capaz de acompanhar toda a trama de conspiração, a qual parece ser a razão principal por toda a existência do drama na vida de Ree.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, a jornada da garota não é interessante. Vê-la à procura de seu pai é honestamente desgastante, porque não há nada surpreendente ou motivador para o espectador. O ritmo é bem lento, o que me incomodou bastante, principalmente porque isso parece ser causado pela falta de um roteiro com um argumento mais intenso e mais seguro de si. A lentidão para que a história se desenvolva não faz com que gostemos mais da personagem principal, que é muito bem defendida por Jennifer Lawrence – esta, infelizmente, prejudicada pelo quanto o filme é chato. Todos os personagens envolvidos nesse filme são espontaneamente vazios. Nenhum parece acrescentar algo denso à narrativa, todos vêm e vão, depois reaparecem – mas nada realmente justifica a participação deles na trama. E eu fiquei tentado a pensar que a própria Ree Dolly parece desnecessária na sua própria história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho difícil apontar os defeitos nesse filme, porque ele me pareceu tão harmonioso. Se eu não tivesse assistido a ele do começo ao fim, eu decerto diria, segundo uma primeira impressão, que se trata de uma produção com qualidade artística irrepreensível. Para mim, a única coisa realmente válida é a fotografia, muito bem captada em algumas cenas, com destaque para o contraste das cores, os tons escuros se opondo aos claros, alguns bons ângulos e uma cenário muito realista. Aliás, assustadoramente realista, eu fiquei bastante incomodado com o que vi em cena, me deu agonia ver a pobreza 
