16 de out de 2010

Busca Implacável

Taken. EUA / França, 2009, 91 minutos. Ação / Suspense.
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Devo admitir que filmes de ação não são o smeus preferidos, mas isso não me impede de encontrar entretenimento enquanto os vejo. Às vezes, eu simplesmente nãoe stou a fim de ver algo muito complexo e nesses dias, filmes como Busca Implacável são boas pedidas. Aproveitando, devo agradecer à Natália, que fez cursinho comigo e que me emprestou o filme.

Talvez uma das melhores características do filme seja a agilidade. Não precisamos de mais do que quinze minutos para entrar no clima de ação que o filme propõe. Liam Neeson interpreta Bryan, um ex-agente da CIA cuja filha é raptada numa viagem que faz à Paris. Com poucas pistas para seguir, Bryan conta com a ajuda de algumas pessoas para encontrar os responsáveis pelo sequestros, mas fica evidente que isso não seja fácil, pois nenhum fator está totalmente ao lado dele: o tempo é curto, os amigos não são tão confiáveis e a única coisa com quem ele pode realmente contar é com o seu instinto. Depois de lerem isso, o que vocês pensaram? "Só mais um filme, como tantos outros". E eu digo desde já: vocês estão certos! Mas só porque é mais um filme de ação não significa que você não deva vê-lo, porque, como disse, ele entretém.

Diferentemente das bostas estreladas por atores (??) como Steven Seagal, Busca Implacável tem um pouco mais de estilo. Há alguns atores potencialmente bons, como Fanke Janssen e Maggie Grace - respectivamente a Fean Grey de X-Men e a Shannon, de Lost -, mas o principal é Liam Neeson, que nunca me agradou totalmente enquanto atua, mas que, nesse filme, devido ao pouco que se espera dos atores, ele funciona bem e nos convence ao viver um ex-agente da Cia. Talvez seja um pouco desanimador vê-lo como um pai, ainda mais de uma personagem de 16 anos vivida por uma atriz com dez anos a mais, mas mesmo assim sua participação é interessante. Assim, não nos sentimentos decepcionados com as atuações - até porque não é necessariamente obras-primas interpretativas que buscamos ao ver um filme como esse.

Ao verem a minha nota do fechamento do mês de novembro, podem se perguntar o porquê de minha nota relativamente alta, já que os atores são pouco explorados e o roteiro é muito forçado. Respondo já que ela se deve ao entretenimento que o filme proporciona. Muitos reclama dos roteiros exagerados e das cenas muito fantasiosas, mas eu até gosto delas e por isso me entretive bastante. Fica bastante claro que o roteiro transforma Bryan num personagem fora do comum, afinal ele é bom o suficiente para estar em todos os lugares em tempo recorde e sempre consegue tudo o que quer de maneira exemplar e invejável. Se por um lado há aquele quê de exagero, por outro há um clichê que eles evitaram: em filmes do gênero, é comum o mocinho bater em todo mundo e no quarto final do filme ser capturado e espancado, conseguindo, no entanto, dar a volta por cima. Aqui não rola isso. Bryan é pego, mas rapidamente lida com quem o prendeu (com aquele mesmo tempor ecorde que citei acima) e sai praticamente ileso da aventura perigosa.

Divaguei bastante, mas vamos finalizar isso. Concluí que esse é um filme que faz o espectador se divertir, desde que ele assista sem grandes expectativas. Possivelmente, numa noite de tédio, vê-lo pode trazer ânimo a quem o vê; esse filme combina com pipoca, refrigerante, pizza e comida... Vejam-no, mas não o coloquem como prioridade na lista de filmes para ver.

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