13 de dez de 2010

Oscar 2010 - Melhor Ator

Jeff Bridges recebendo a estatueta dourada.

Continuando a seqüência de posts sobre o Oscar 2010, dessa vez nós comentaremos sobre os atores que foram nomeados e preencheram a lista dos cinco nomes. Vale comentar que a Academia concedeu o prêmio ao veterano em indicações Jeff Bridges, que já contava com cinco indicações no seu currículo – muitos inclusive comentam que ele recebeu o prêmio por Mikey Rourke, indicado no ano anterior, que interpretou um personagem bastante parecido. George Clooney, como ator, já havia recebido uma indicação e já tinha ganhado um Oscar como diretor, e Morgan Freeman, em sua quarta indicação, também já havia conquistado uma estatueta – são, portanto, atores bem conhecidos pela Academia. Os nomes novos são os de Colin Firth e Jeremy Reener, este indicado por Guerra ao Terror e aquele indicado por Direito de Amar.

Sobre o convidado especial desse post, que era o Cristiano, do blog Apimentário, comento que ele não pôde participar, de modo que eu mesmo avaliarei o indicado que cabia a ele avaliar. Logo, esse post será montando por apenas quatro jurados. Vamos lá, então:


Colin Firth, por Direito de Amar – primeira indicação.
Não me restam dúvidas de que esse seja um bom ator. Os seus filmes não obtêm grande destaque, mas a capacidade de atuação do ator parece ser facilmente percebida. Em Direito de Amar, ele nos surpreende ao conceber uma interpretação poética e sensibilíssima, na qual ele nos mostra o quão intenso pode ser numa interpretação difícil, que facilmente poderia cair numa caricatura. (por Luís)

George Clooney, por Amor sem Escalas – terceira indicação.
Geoge Clooney já é quase uma figura carimbada nas cerimônias de entrega do oscar, recebeu indicações em 2005, 2008 e 2010. Sua última indicação foi pelo filme "Amor Sem Escalas", onde mais uma vez mostrou ser um dos melhores atores de sua geração. (por Thiago)
Jeff Bridges, por Coração Louco – sexta indicação.
Na pele de um cantor country em fim de carreira, Bridges convenceu a Academia, com uma inspirada interpretação que se resume numa só palavra: entrega. (por Marcelo)
Jeremy Renner, por Guerra ao Terror – primeira indicação.
Como um combatente de guerra, Jeremy atua linearmente ao longo do filme. Não creio que seja uma grande interpretação, penso apenas que a sua indicação sirva para justificar a vitória de Guerra ao Terror como filme vitorioso. Mais sobrevalorização do que reconhecimento real, mas ainda assim, Jeremy Renner faz um trabalho elogiável. (por Luís)
Morgan Freeman, por Invictus – quarta indicação.
Morgan Freeman se mostra, mais uma vez, como um ator competente ao encarnar um dos maiores líderes da história. Como Nelson Mandela, Freeman traz ao espectador uma pessoa bondosa que guia uma nação a um novo rumo. Trazendo a tela uma metáfora, ele guia um time de rugby a uma melhora incrível fazendo que a população sul-africana (que até recentemente sofria com o apartheid) se veja unida em torno de um sonho compartilhado por todos. Como disse, ele se mostra um ator competente, porém nada incrível. Ele consegue cativar o público, embora o filme – por muitas vezes – dê a impressão de um grande clichê levando consigo os seus atores. De modo geral, concordo com a academia, que deu a ele uma indicação merecida, mas não o prêmio. (por Renan)

Vamos às considerações dos jurados (vale lembrar, dessa vez, somos apenas quatro pessoas):

• Luís
Sobre a categoria: acho difícil comentar essa categoria, porque não vejo força em todos os representantes indicados. Penso que as duas atuações que me deixaram impressionados foram a de Jeff Bridges e a de Colin Firth. Nem mesmo Morgan Freeman, que considero ser um bom ator, me impressionou com a sua atuação. Clooney também não mostrou muito impacto, mas ainda assim lhe reconheço certo carisma.
Concordo com a opinião da Academia: Sim, porque Jeff Bridges foi aquele cuja interpretação mais me comoveu. Firth também interpretou bem, mas a concretização dramática de Bridges me soa mais poderosa.
Quem eu premiaria: Jeff Bridges.

• Marcelo
Sobre a categoria: Sinceramente, este foi um ano em que todos os indicados me agradaram. Devo salientar, porém, que há muito tempo não conferia uma atuação tão intensa como a de Bridges.
Concordo com a opinião da Academia: sim.
Quem eu premiaria: Jeff Bridges (pelos motivos citados acima)

• Renan
Sobre a categoria: Gostaria de dizer que essa foi uma das categorias que gostei de todos os indicados, obviamente uns mais que os outros. Minha principal dúvida ficou entre o ganhador Jeff Bridges (por, Coração Louco) e o novato em indicações Colin Firth (por Direito de Amar). Contextualizando o ator com o filme e com a ligação dele com a sua coadjuvante, certamente escolheria Colin Firth. Mas reavaliando, a atuação do ator, somente, optaria pelo ganhador Jeff Bridges. Ou seja, minha lista ficaria assim: Jeff Bridges, Colin Firth, Jeremy Renner, Morgan Freeman e George Clooney.
Concordo com a opinião da Academia: Sim, pela atuação acertada de Jeff Bridges que consegue transmitir toda a carga emocional que seu personagem requer.
Quem eu premiaria: Jeff Bridges, por Coração Louco.


• Thiago
Sobre a Categoria: Quando os indicados foram anunciados, Jeremy Renner foi a grande surpresa da lista, ninguém esperava sua nomeação. Ele realmente está bem Guerra ao Terror, mas não a ponto de bater de frente com os outros concorrentes. E apesar de George Clooney, Morgan Freeman e Colin Firth estarem ótimos, o falatória mesmo estava voltado para a atuação de Jeff Bridges.
Concordo com a Opinião da Academia: Sim
Quem premiaria: Colin Firth está absurdamente inclível em Direito de Amar, mas sou muito fã do Jeff Bridges e isso pesa muito na hora de tomar um decisão, por isso também o premiaria.

Dessa vez, foi consenso: todos os votantes concordaram com a escolha da Academia. Jeff Bridges realmente pareceu a escolha certa para o prêmio.

4 opiniões:

Kahlil Affonso disse...

gostei do blog... e concordo com a maioria! jeff bridges mereceu!

http://filme-do-dia.blogspot.com/

Nelson L. Rodrigues disse...

Ainda não assisti este filme, mas agora acho que se trata de um imperativo categórico para mim!!!

Nelson L. Rodrigues disse...

Lembrei, vou linkar você no meu blog!

Matheus Pannebecker disse...

Na minha opinião, esse ano era todo de Colin Firth. Ele arrebentou em "Direito de Amar"!