24 de mar de 2010

Monty Phyton em Busca do Cálice Sagrado

Monty Phyton and the Holy Grail. Inglaterra, 1975, 90 minutos. Comédia.

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O que me levou a assistir a esse filme foi o comentário bem-humorado de um professor de química do cursinho a respeito do níquel, cujo símbolo Ni, o remeteu ao Cavaleiros que Dizem Ni, de Monty Phyton em Busca do Cálice Sagrado. Instintivamente, quis vê-lo e, quando o Renan disse que tinha o filme em casa, logicamente me apressei em conferi-lo.


A sinopse pode ser feita em uma linha: o rei Arthur, Rei dos Bretões, reúne os Cavaleiros da Távola Redonda e todos saem em busca do Santo Graal. Tal como a sinopse, essa resenha também vai ser curta, proque não há muito o que avaliar. O filme tem um tom cômico bastante objetivo e exagerado; o humor - ele existe? - tem enfoque nas cenas mais óbvias, como os diálogos nos quais os personagens divagam sobre coisas que nada tem a ver com a situação em cena. Acredito que essa seja apenas uma versão antiga dos filmes cômicos adolescentes atuais: não há nada grandioso, nada espectular, nada que faça com que o filme mereça ser visto. Ainda assim, há inúmeros fãs e essa obra consta em listas importantes, como "As 250 melhores obras cinematográfico de todos os tempos". Eu definitivamente não partilho do mesmo olhar que as pessoas que elegem esse filme como um dos melhores.


O roteiro nos mostra como ReI Arthur encontrou os súditos e comos eles começam sua viagem em busca do cálice sagrado. Dividido em capítulos que narram as aventuras de cada cavaleiro sozinho, os momento mais engraçados são aqueles que mostram o Sir Lancelot de Camelot. É o trecho em que mostra o príncipe aprisionado pelo pai no castelo e mostra o empenho de Sir Lancelot em salvá-lo, pensando tratar-se uma princesa. Ri durante essas cenas, principalmente quando é mostrado o príncipe escrevendo - ou melhor, rabiscando sem nem olhar - um pedaço de papel e a aproximação brusca do cavaleiro. Ri bastante, confesso. Dentro das exigências do filme, os atores atuam bem - afinal, não há praticamente exigência nenhuma, logo, qualquer careta é atuação.


Pois bem, admito que ri em alguns momentos. Pouquíssimas vezes, mas ri. Eu particularmente acho que esse seja um filme dispensável, então, vê-lo ou não vê-lo não fará diferença. Se você acha que essa é uma obra-prima do humor, esqueça!, pois está bem longe de ser. Como eu disse, não entendo por que cultuam tanto um filme como esse. Ou talvez seja apenas eu o problema: não consigo entrar no clima dessas comédias que de engraçadas não têm nada...

Luís

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3 opiniões:

Brean disse...

E ai Luis/Renan blz??

to voltando a comentar no blog de vcs apos muito tempo afastado, mas sempre gostei do trampo de vcs =D

e como de costume fica aki uma dica de filme para vcs assistirem e comentarem, chama Fome de viver com o cantor David Bowie, Susan Sarandon e Catherine Deneuve, eu gostei muito, achei muito intereçante o filme, mais espero a opnião de vcs

Abrass

Caio Coletti disse...

Cara, eu particularmente gostei muito de "Cálice Sagrado". O Monty Python tem mesmo esse humor meio desconexo, mas faz todo sentido nos parâmetros deles, eles são esses ingleses completamente malucos que conseguem brincar com diálogos como ninguém e ainda dominam bem as técnicas de direção (fazendo graça delas, como bem dá para ver na cena do cavaleiro chegando ao castelo, como você citou).

Isso sem contar que desse grupo saíram John Cleese e Terry Gilliam, dois dos mais talentosos profissionais de cinema do nosso tempo. Pegar raiva deles seria uma pena, eu sugiro procurar alguns vídeos do Monty Python's Flying Circus no YouTube, é muito bom.

Abraço! :D

Mª Alice :) disse...

Existe uma coisa que todo mundo fala de Monty Python - ou você ama, ou você odeia. Isso justamente porque trata-se de um humor negro, mais difícil de achar engraçado e até mesmo de entender(às vezes carrega críticas ou ironias nas entreinhas)...