18 de abr de 2012

Giselle


Gostaria de agradecer ao Marcelo pelo aceite ao meu convite e acrescento que me agrada tê-lo de volta em mais uma participação no meu blog, principalmente falando de um assunto que tanto lhe agrada: safadeza. Brincadeiras à parte, agradeço-o mesmo e, como de costume, espero mais participações.
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Brasil, 1980, 90 minutos, pornochanchada. Diretor: Victor di Mello.

por Marcelo Antunes

Não é raro, ao longo da história do cinema, filmes obscuros serem alçados ao status de cult. Vira e mexe, produções fora do mainstream caem no gosto de cinéfilos, mesmo sendo verdadeiros fracassos quando levados à tela grande. Guardadas as devidas proporções, evidente, este é o caso de “Giselle” (1980), produção do estúdio Vidya, dirigido por Victor de Mello e protagonizado pelo grande nome da pornochanchada, Carlo Mossy.

 Giselle, Ângelo e Haydée - o triângulo da trama.

O enredo conta a história de Giselle (Alba Valéria), filha do fazendeiro Luchinni (Nildo Parente) e enteada de Haydée (Maria Lúcia Dahl). De volta à casa paterna, depois de uma temporada de estudos na Europa, Giselle cai nas graças de madrasta, com quem mantém um caso amoroso. Entre as duas, está ele, o capataz-garanhão Ângelo; a terceira vértice do divertido triângulo. Triângulo, aliás, que não tarda a transformar-se em quadrilátero, com a chegada de Serginho, filho de Haydée. Ângelo traça todos. Aliás, algumas das cenas mais memoráveis do filme são justamente essas, que envolvem nossas personagens e suas peripécias sexuais. Como esquecer do estupro coletivo no meio da estrada? Parece bizarro, mas, depois do episódio, nossos amigos levantam-se, sacodem a poeira e vão todos à festa, para qual se encaminhavam anteriormente. Outra cena memorável é da briga na birosca, quando Ângelo, pra defender Serginho da chacota dos bebuns locais, mete-lhes a porrada, numa cena digna dos Irmãos Wachowski.

Vale destacar outras passagens: as cenas de sexo envolvendo Serginho, Giselle e
Ângelo; o discurso de uma antiga amante de Giselle, guerrilheira e engajada política, papel de Monique Lafond, com uma interpretação que chega a impressionar de tão ruim (o texto também não colabora, vai); insinuações de prática de pedofilia por parte do chefe da família e a cena de abertura, onde um cavalo cobre uma égua. Isso tudo regado por uma trilha sonora luxuosa, com clássicos como Let It Be e outras canções dos Beatles.

Resumindo: papa fina. E, desde sempre, um clássico.

3 opiniões:

Celo Silva disse...

Haha..eu gosto desse filme, mistura um monte de assuntos tabus. O cinema brasileiro já foi bem mais ousado. Parabéns pelo resgate!

Hugo disse...

O Canal Brasil as vezes reprisa este filme. Tentarei assistir na próxima vez.

Abraço

Marcelo A. disse...

Ei, tá me chamando de safado, é?

Só volto aqui se for pra resenhar OH, REBUCETEIO, hehehe...